terça-feira, 30 de novembro de 2010

Toni Garrido-Sou voce (vídeo e letra)


Mar sob o céu, cidade na luz
Mundo meu, canção que eu compus
Mudou tudo, agora é você
A minha voz que era da amplidão
Do universo, da multidão
Hoje canta só por você
Minha mulher, meu amor, meu lugar
Antes de você chegar
Era tudo saudade
Meu canto mudo no ar
Faz do seu nome hoje o céu da cidade
Lua no mar, estrelas no chão
Aos seus pés, entre as suas mãos
Tudo quer alcançar você
Levanta o sol do meu coração
Já não vivo, nem morro em vão
Sou mais eu, porque sou você
Minha mulher, meu amor, meu lugar
Antes de você chegar
Era tudo saudade
Meu canto mudo no ar
Faz do seu nome hoje o céu da cidade
Lua no mar, estrelas no chão
Aos seus pés, entre as suas mãos
Tudo quer alcançar você
Levanta o sol do meu coração
Já não vivo, nem morro em vão
Sou mais eu, porque sou você

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Maculelê (pesquisa)



Maculelê é um tipo de dança, bailado, que se exibe na bahia, na cidade de Santo Amaro, Bahia. Acredita-se ter evoluído do cucumbi(antigo folguedo de negros) até tornar-se um misto de dança, luta ejogo de bastões, os quais são chamados grimas (esgrimas), com os quais os participantes desferem e aparam golpes. Num grau maior de dificuldade e ousadia, pode-se dançar com facões em lugar debastões, o que dá um bonito efeito visual pelas faíscas que saem após cada golpe. O makulelê é uma dança em que envolve a batida dos bastões, sempre quando acaba cada frase da música. Esta dança se assemelha a muitas outras danças brasileiras como: capoeira, moçambique, e o frevo.
Existe, no sul do município de Cachoeiro de Itapemirim -ES, localizado no distrito de Pacotuba, uma comunidade quilombola conhecida como Monte Alegre, onde a dança folclórica maculelê é passada de geração em geração, de pais para filhos, de amigos para amigos desde os tempos idos, com o objetivo de não perder uma cultura riquíssima para a comunidade e para todos os que moram nas proximidades. A vestimenta para a dança é confeccionada pelas mães e pelos adultos que moram na comunidade. Não se cobra para que as apresentações sejam realizadas, o intuito é garantir aos adolescentes e jovens a continuidade da dança folclórica. A secretaria de educação oferece transporte e alimentação para os componentes da dança maculelê. A grande maioria dos moradores da comunidade são afrodescendentes. A comunidade recebe turistas do município, do estado, de outros estados e até do exterior para visitação e, na oportunidade, também é apresentada a dança para os visitantes.


História

Conta-se que Maculelê era um negro fugido que tinha doença de pele. Ele foi acolhido por uma tribo indígena e cuidado por eles, mas ainda assim não podia realizar todas as atividades com o grupo, por não ser um índio também. Certa vez, Maculelê foi deixado sozinho na aldeia, quando a tribo saiu para caçar. E eis que uma tribo rival aparece para dominar o local. Maculelê lutou sozinho contra o grupo rival e, heroicamente, venceu a disputa. Desde então passou a ser considerado um herói na tribo.
Há uma variação deste conto, na qual o guerreiro Maculelê era um índio preguiçoso e que não fazia nada certo; por esta razão, os demais homens da tribo saíam em busca de alimento e deixavam-no na tribo com as mulheres, os idosos e as crianças. Para defender a sua tribo, o índio enfrenta e mata quase todos os invasores da tribo inimiga, morrendo nas mãos daqueles que ele não conseguiu vencer. Nesta versão, Maculelê usa dois bastões como armas, já que os demais índios da sua tribo haviam levado todas as armas para caçar. Sua morte foi vingada, e ele passou a ser o herói da tribo.
A dança com bastões simboliza a luta de Maculelê contra os guerreiros.
Foi Popó do Maculelê o responsável pela sua divulgação, formando um modesto grupo com seus filhos, netos e outros negros da Rua da Linha. Enquanto trabalhavam em canaviais, os negros cantavam músicas que evidenciavam o ódio. Mas eles cantavam na língua que eles trouxeram da África, para que os feitores não entendessem o sentido das palavras.

FATOS SOBRE A HISTORIA DO MACULELE
Num certo navio negreiro chega como escravos ao Brasil, Ganga Zumba e sua irmã Aqualaquetuche, ambos eram filho de um rei africano, portanto eram príncipes. Para o homem branco os dois eram simples negros, mas para os negros que estavam com eles no navio e depois em terras brasileiras, eles continuavam sendo príncipes, e foi dessa condição de liderança que Ganga Zumba organizou uma fuga em massa dos negros e todos fundaram uma republica livre, a qual deram o nome de Quilombo dos Palmares. Muitos escravos tentavam fugir da vida desumana que levavam, mesmo sabendo que ao fugir corriam o risco de serem mortos alguns escravos achavam preferível correr este risco a continuar sofrendo de forma tão insuportável. Esse foi o começo de Palmares, os quarenta viraram cem, trezentos, quinhentos, mil, quem fugisse já tinha pra onde ir. Aqualaquetuche , irmã de Ganga Zumba, aparece grávida, e da irmã de Ganga Zumba nasceu o grande líder de Palmares, por volta do ano de 1655. Dentro de uma republica livre o menino negro, nasceu e cresceu assistindo as atrocidades que eram cometidas pelo homem branco contra seu povo, mesmo contra vontade do tio ele começou a lutar para também defender seu povo. Por volta de 1678, o governador da Capitania de Pernambuco cansado do longo conflito com o quilombo de Palmares, se aproximou do líder de Palmares, Ganga Zumba, com uma oferta de paz. Foi oferecida a liberdade para todos os escravos fugidos se o quilombo se submetesse à autoridade da Coroa Portuguesa a proposta foi aceita. Mas Zumbi olhava os portugueses com desconfiança. Ele se recusou a aceitar a liberdade para as pessoas do quilombo enquanto outros negros eram escravizados. Ele rejeitou a proposta do governador e desafiou a liderança de Ganga Zumba. Entre os negros existia respeito pela hierarquia, como Ganga Zumba não tinha filhos para sucedê-lo no trono e Zumbi sendo seu sobrinho ele tornava-se sucessor natural do tio. Prometendo continuar a resistência contra a opressão portuguesa, Zumbi torna-se o novo líder do quilombo de Palmares. Ao contrario de Ganga Zumba, Zumbi não se limitava em apenas receber os escravos foragidos, ele começou a ir buscá-los nas senzalas da região. Ai começa o treinamento dos guerreiros dos Palmares, um verdadeiro exército, todos os homens revoltados e que odiavam o homem branco. Dentro do Quilombo, ao som de tambores e de músicas que lembravam rituais africanos, os negros preparavam –se para guerra, treinado capoeira e lutando com os pedaços de pau, que originou para nos o MACULELÊ, sendo ele uma lembrança e uma homenagem aos negros do Quilombo dos Palmares. As mulheres também tinham um papel importante, dentro do Quilombo, elas ficavam aguardando a volta dos guerreiros feridos em batalha, e prestavam os socorros necessários, tal como os fugitivos que vinham com eles. Por isso no maculelê, não se joga mulher, pois elas representam o apoio que ficava dentro dos Quilombos, esperando os feridos em combate.
Usando as grimas e seu fundamento
Muitos dos negros de Palmares eram fugitivos, que tinham conseguido escapar dos feitores e dos capitães do mato, por isso, dentro dos quilombos, eles treinavam com armas que dispunham, ou seja, facão, pedaços de pau e algumas armas de fogo que tinham conseguido tomar do exército branco em sangrentos combates. Mas até conseguirem êxito nos combates os treinamentos eram feitos apenas com pedaço de pau, originado assim o MACULELÊ. Por isso o fato do maculelê ser feito com duas grimas, representando a luta dos guerreiros de Zumbi, usando todo seu corpo e suas armas que dispunham naquela hora, usando ambas as mãos para ataque e defesa.
A Tocha
Zumbi então não contente em apenas receber os fugitivos, começa a ir buscar os negros, invadindo na calada da noite as senzalas, pois era a única chance de libertar seus irmãos, entrando de mansinho, sem ser notado. Mas mesmo assim ficava difícil entrar, libertar, lutar, no escuro, pois nessa época não havia luz elétrica, daí entra a utilidade das tochas de fogo. Eles cercavam as senzalas, e tentavam acender no mesmo momento as tochas para clarear o lugar e assim poder salvar seus irmãos e lutar com aqueles que tentassem impedir a fuga dos negros da senzala. Daí surge às tochas no maculelê, uma forma de clarear o caminho dos negros a liberdade.

Indumentárias
Hoje em dia muitos são as apresentações de maculelê que usam umas saias feitas de sisal, para nos isso não tem fundamento, pois como já dissemos, capoeira é uma luta por liberdade, assim como o maculelê, foi uma luta por liberdade dos negros para fora da senzala. Os quilombolas se preparavam para uma verdadeira guerra, entrar nas senzalas, salvar seus irmãos e matar quem entrasse no caminho entre eles e a tão sonhada liberdade, então não poderia entrar em batalha usando uma saia de sisal. Eles usavam o que sempre usaram nessa época, calça feita de saco branco o que originou pra nos o Abada, amarrado com um cordão somente.
Instrumento
O atabaque é o principal instrumento na capoeira assim como no maculelê. O atabaque era usado em rituais e festas africanas, e foi trazido para o Brasil na bagagem do negro escravo, junto com sua cultura. Nas senzalas os negros utilizavam-se da dança para disfarçar a luta, batucando os tambores cantando e se movimentando pra lá e pra cá num gingado desconcertante o que originou a luta por liberdade.

































terça-feira, 23 de novembro de 2010

Tambor de criola (pesquisa)




Tambor de crioula ou punga é uma dança de origem africanapraticada por descendentes de escravos africanos no estadobrasileiro do Maranhão, em louvor a São Benedito, um dos santos mais populares entre os negros. É uma dança alegre, marcada por muito movimento dos brincantes e muita descontração[1].
Os motivos que levam os grupos a dançarem o tambor de crioula são variados podendo ser: pagamento de promessa para São Benedito, festa de aniversário, chegada ou despedida de parente ou amigo, comemoração pela vitória de um time de futebol, nascimento de criança, matança de bumba-meu-boi, festa de preto velho ou simples reunião de amigos.
Não existe um dia determinado no calendário para a dança, que pode ser apresentada, preferencialmente, ao ar livre, em qualquer época do ano. Atualmente, o tambor de crioula é dançado com maior freqüência no carnaval e durante as festas juninas.
A dança não requer ensaios. Originalmente não exigia um tipo de indumentária fixa, mas nos dias atuais a dança pode ser vista com as brincantes vestidas em saias rodadas com estampas em cores vivas, anáguas largas com renda na borda e blusas rendadas e decotadas brancas ou de cor. Os adornos de flores, colares, pulseiras e torços coloridos na cabeça terminam de compor a caracterização da dançante. Os homens trajam calça escura e camisa estampada.
A animação é feita com o canto puxado pelos homens com o acompanhamento das mulheres. Um brincante puxa a toada de levantamento que pode ser uma toada já existente ou improvisada. Em seguida, o coro, integrado pelos instrumentistas e pelas mulheres, acompanha, passando esse canto a compor o refrão para os improvisos que se sucederão. Os temas, puxados livremente emtoadas, podem ser classificados como de auto-apresentação, louvação aos santos protetores, sátiras, homenagem às mulheres, desafio de cantadores, fatos do cotidiano e despedida.
A coreografia da dança apresenta vibrantes formas de expressão corporal, principalmente pelas mulheres que ressaltam, em movimentos coordenados e harmoniosos, cada parte do corpo (cabeça, ombros, braços, cintura, quadris, pernas e pés). As dançantes se apresentam individualmente no interior de uma roda formada por um grupo de vários brincantes, incluindo dirigentes, dançantes, cantadores e tocadores. Da roda, participam também os acompanhantes do tambor. Todos acompanham o ritmo com palmas.
O tambor de crioula apresenta coreografia livre e variada. A brincante que está no centro é responsável pela demonstração coreográfica principal, mostrando sua forma individual de dançar. No centro da roda, os movimentos são mais livres, mais intensos e bem acentuados, seguindo o compasso dos tocadores.
A dança apresenta uma particularidade: a punga. Entre as mulheres, se caracteriza como um convite para entrar na roda. Quando a brincante está no centro e quer sair, avança em direção a outra companheira, aplicando-lhe a punga, que consiste no toque com a barriga. A que estiver na roda vai para o centro para continuar a brincadeira.
Toda a marcação dos passos da dança é feita por um conjunto de tambores que os brincantes chamam de parelha. São três tambores nos tamanhos pequeno, médio e grande, feitos de troncos de mangue, pau d'arco, soró ou angelim. Um par de matracas batidas no corpo do tambor grande auxilia na marcação. O tambor pequeno é conhecido como crivador ou pererengue; o médio é chamado de meião, meio ou chamador e o grande recebe, entre os tocadores, os nomes de roncador ou rufador.
Os tambores são bastante rústicos, feitos manualmente de troncos cortados nos três tamanhos e trabalhados exteriormente com plainas para que a parte superior fique mais larga que a inferior. Internamente, o tronco é trabalhado a fogo com o auxílio de instrumentos de ferro para que fique oco. A cobertura do tambor é feita com o couro de boi, veado, cavalo ou tamanduá. Depois da cobertura, é derramado azeite doce no couro que fica exposto ao sol para enxugar e atingir o "ponto de honra", quando é considerado totalmente pronto. Durante a dança, os tambores são esquentados na fogueira para que tenham afinação perfeita.
Em 2007, o Tambor de Crioula ganhou o título de Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro.

Coreografia

Punga é dançada em roda. O início é assinalado pelo toque de umtambor grande. Os dançarinos avançam dando dois passos para frente, e uma roda em seguida, dirigindo-se ao círculo, escolhendo quem vai levar a punga. Avança de barriga empinada de encontro a pessoa escolhida.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Tim Maia-Néves e parques (vídeo e letra)


Vivendo muito tempo num lugar estranho
A gente tem medo de pensar
Que não volta pra casa nunca mais
Um dia desses eu sofri mais uma vez
(Pareceu ouvir de novo a sua voz)
Esqueci tudo o que me trouxe
Pra essa terra de neves e parques
Comprei uma passagem no primeiro avião, voltei
Esqueci tudo o que me trouxe
Pra essa terra de neves e parques
Comprei uma passagem no primeiro avião, voltei
Eu vim amar...
E encontrei o seu sorriso a me esperar
Esqueci tudo o que me trouxe
Pra essa terra de neves e parques
Comprei uma passagem no primeiro avião, voltei
Esqueci tudo o que me trouxe
Pra essa terra de neves e parques
Comprei uma passagem no primeiro avião, voltei
Vivendo muito tempo num lugar estranho...

Cassiano-Salve essa flor (vídeo e letra)


De um jardim sem cor,
Nasce uma flor que vive só...
Vento amigo tem,
Por essa flor amor maior...
Enquanto isso o sol,
Com seu calor me faz melhor...
Mas existe um mal,
Que ela nem perceberá...
Ervas tão daninhas por perto,
A lhe envenenar...
Se não for a ajuda de alguém.
Ela vai... Claro que vai.
Despetalar...
Morrer...Morrer...Morrer...

Desenredo-Nana Caymmi (vídeo e letra)


Por toda terra que passo
Me espanta tudo o que vejo
A morte tece seu fio
De vida feita ao avesso
O olhar que prende anda solto
O olhar que solta anda preso
Mas quando eu chego
Eu me enredo
Nas tranças do teu desejo
O mundo todo marcado
A ferro, fogo e desprezo
A vida é o fio do tempo
A morte é o fim do novelo
O olhar que assusta
Anda morto
O olhar que avisa
Anda aceso
Mas quando eu chego
Eu me perco
Nas tramas do teu segredo
Ê, Minas
Ê, Minas
É hora de partir
Eu vou
Vou-me embora pra bem longe
A cera da vela queimando
O homem fazendo o seu preço
A morte que a vida anda armando
A vida que a morte anda tendo
O olhar mais fraco anda afoito
O olhar mais forte, indefeso
Mas quando eu chego
Eu me enrosco
Nas cordas do teu cabelo
Ê, Minas
Ê, Minas
É hora de partir
Eu vou
Vou-me embora pra bem longe

Desenredo-Boca Livre (vídeo e letra)


Por toda terra que passo
Me espanta tudo o que vejo
A morte tece seu fio
De vida feita ao avesso
O olhar que prende anda solto
O olhar que solta anda preso
Mas quando eu chego
Eu me enredo
Nas tranças do teu desejo
O mundo todo marcado
A ferro, fogo e desprezo
A vida é o fio do tempo
A morte é o fim do novelo
O olhar que assusta
Anda morto
O olhar que avisa
Anda aceso
Mas quando eu chego
Eu me perco
Nas tramas do teu segredo
Ê, Minas
Ê, Minas
É hora de partir
Eu vou
Vou-me embora pra bem longe
A cera da vela queimando
O homem fazendo o seu preço
A morte que a vida anda armando
A vida que a morte anda tendo
O olhar mais fraco anda afoito
O olhar mais forte, indefeso
Mas quando eu chego
Eu me enrosco
Nas cordas do teu cabelo
Ê, Minas
Ê, Minas
É hora de partir
Eu vou
Vou-me embora pra bem longe

Luz e mistério-Djavan (vídeo e letra)


Oh! Meu grande bem
Pudesse eu ver a estrada
Pudesse eu ter
A rota certa que levasse até
Dentro de ti
Oh! meu grande bem
Só vejo pistas falsas
É sempre assim
Cada picada aberta me tem mais
Fechado em mim
És um luar
Ao mesmo tempo luz e mistério
Como encontrar
A chave desse teu riso sério
Doçura de luz
Amargo e sombra escura
Procuro em vão
Banhar-me em ti
E poder decifrar teu coração
És um luar
Ao mesmo tempo luz e mistério
Como encontrar
A chave desse teu riso sério
Oh grande mistério, meu bem, doce luz
Abrir as portas desse império teu
E ser feliz

Lua e estrela-Caetano Veloso (vídeo e letra)


Menina do anel de lua e estrela
Raios de sol no céu da cidade
Brilho da lua oh oh oh, noite é bem tarde
Penso em você, fico com saudade
Manhã chegando
Luzes morrendo, nesse espelho
Que é nossa cidade
Quem é você, oh oh oh qual o seu nome
Conta pra mim, diz como eu te encontro
Mas deixa o destino, deixe ao acaso
Quem sabe eu te encontro
De noite no Baixo
Brilho da lua oh oh oh, noite é bem tarde
Penso em você, fico com saudade

Legião Urbana-Indios (vídeo e letra)


Quem me dera, ao menos uma vez,
Ter de volta todo o ouro que entreguei
A quem conseguiu me convencer
Que era prova de amizade
Se alguém levasse embora até o que eu não tinha.
Quem me dera, ao menos uma vez,
Esquecer que acreditei que era por brincadeira
Que se cortava sempre um pano-de-chão
De linho nobre e pura seda.
Quem me dera, ao menos uma vez,
Explicar o que ninguém consegue entender:
Que o que aconteceu ainda está por vir
E o futuro não é mais como era antigamente.
Quem me dera, ao menos uma vez,
Provar que quem tem mais do que precisa ter
Quase sempre se convence que não tem o bastante
E fala demais por não ter nada a dizer
Quem me dera, ao menos uma vez,
Que o mais simples fosse visto como o mais importante
Mas nos deram espelhos
E vimos um mundo doente.
Quem me dera, ao menos uma vez,
Entender como um só Deus ao mesmo tempo é três
E esse mesmo Deus foi morto por vocês -
É só maldade então, deixar um Deus tão triste.
Eu quis o perigo e até sangrei sozinho.
Entenda - assim pude trazer você de volta prá mim,
Quando descobri que é sempre só você
Que me entende do início ao fim
E é só você que tem a cura para o meu vício
De insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.
Quem me dera, ao menos uma vez,
Acreditar por um instante em tudo que existe
E acreditar que o mundo é perfeito
E que todas as pessoas são felizes.
Quem me dera, ao menos uma vez,
Fazer com que o mundo saiba que seu nome
Está em tudo e mesmo assim
Ninguém lhe diz ao menos obrigado.
Quem me dera, ao menos uma vez,
Como a mais bela tribo, dos mais belos índios,
Não ser atacado por ser inocente.
Eu quis o perigo e até sangrei sozinho.
Entenda - assim pude trazer você de volta prá mim,
Quando descobri que é sempre só você
Que me entende do início ao fim
E é só você que tem a cura para o meu vício
De insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.
Nos deram espelhos e vimos um mundo doente
Tentei chorar e não consegui.

Vander Lee-Ponto de luz (vídeo e letra)


Enquanto houver estrelas
A brilhar na minha estrada
Pulsarà um coração novo
Atràs de um velho sonho
Que o tempo não levou
Que a força das tormentas não matou
Enquanto tocar no ar
A mùsica da paisagem
Viverão os anjos poetas
Luzes e mistèrios
Rompendo as fronteiras
De um coração sangrando que se fechou
Matando a sede na correnteza da vida
Regando de amor cada despedida
Amanheceu e è preciso seguir em frente
Há um mundo esperando a gente
Não tem saìda

Senhor do tempo

Baden Powel-Yemanjá (vídeo e letra)


Iemanjá, Iemanjá
Iemanjá é dona Janaína que vem
Iemanjá, Iemanjá
Iemanjá é muita tristeza que vem
Vem do luar no céu
Vem do luar
No mar coberto de flor, meu bem
De Iemanjá
De Iemanjá a cantar o amor
E a se mirar
Na lua triste no céu, meu bem
Triste no mar
Se você quiser amar
Se você quiser amor
Vem comigo a Salvador
Para ouvir Iemanjá
A cantar, na maré que vai
E na maré que vem
Do fim, mais do fim, do mar
Bem mais além
Bem mais além do que o fim do mar
Bem mais além

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Sorri-Djavan (vídeo e letra)


Sorri
Quando a dor te torturar
E a saudade atormentar
Os teus dias tristonhos, vazios
Sorri
Quando tudo terminar
Quando nada mais restar
Do teu sonho encantador
Sorri
Quando o sol perder a luz
E sentires uma cruz
Nos teus ombros cansados, doridos
Sorri
Vai mentindo a tua dor
E ao notar que tu sorris
Todo mundo irá supor
Que és feliz

Dolores Duran-A noite do meu bem (vídeo e letra)


Hoje eu quero a rosa mais linda que houver
quero a primeira estrela que vier
para enfeitar a noite do meu bem
Hoje eu quero paz de criança dormindo
quero o abandono de flores se abrindo
para enfeitar a noite do meu bem
Quero a alegria de um barco voltando
quero ternura de mãos se encontrando
para enfeitar a noite do meu bem
Hoje eu quero o amor, o amor mais profundo
eu quero toda beleza do mundo
para enfeitar a noite do meu bem
Mas como esse bem demorou a chegar
eu já nem sei se terei no olhar
toda ternura que eu quero lhe dar

Lamento Sertanejo-Gilberto Gil (vídeo e letra)


Por ser de lá
Do sertão, lá do cerrado
Lá do interior do mato
Da caatinga do roçado.
Eu quase não saio
Eu quase não tenho amigos
Eu quase que não consigo
Ficar na cidade sem viver contrariado.
Por ser de lá
Na certa por isso mesmo
Não gosto de cama mole
Não sei comer sem torresmo.
Eu quase não falo
Eu quase não sei de nada
Sou como rês desgarrada
Nessa multidão boiada caminhando a esmo.

Canto da Oxum-Maria Bethania (vídeo e letra)


Quando eu morrer
voltarei para buscar os instantes
que não vivi junto do mar
Yèyé e yèyé s'oròodò, yèyé o yèyé s'oròodò
Olóomi ayé s'óromon fée s'oròodò
Oxum era rainha,
Na mão direita tinha
O seu espelho onde vivia á se mirar
Quanto nome tem a Rainha do Mar?
Quanto nome tem a Rainha do Mar?
Dandalunda, Janaína,
Marabô, Princesa de Aiocá,
Inaê, Sereia, Mucunã,
Maria, Dona Iemanjá.
Onde ela vive?
Onde ela mora?
Nas águas,
Na loca de pedra,
Num palácio encantado,
No fundo do mar.
O que ela gosta?
O que ela adora?
Perfume,
Flor, espelho e pente
Toda sorte de presente
Pra ela se enfeitar.
Como se saúda a Rainha do Mar?
Como se saúda a Rainha do Mar?
Alodê, Odofiaba,
Minha-mãe, Mãe-d'água,
Odoyá!
Qual é seu dia,
Nossa Senhora?
É dia dois de fevereiro
Quando na beira da praia
Eu vou me abençoar.
O que ela canta?
Por que ela chora?
Só canta cantiga bonita
Chora quando fica aflita
Se você chorar.
Quem é que já viu a Rainha do Mar?
Quem é que já viu a Rainha do Mar?
Pescador e marinheiro
que escuta a sereia cantar.
É com povo que é praieiro que Dona Iemanjá
quer se casar.

Caetano Veloso-Gente (vídeo e letra)


Gente olha pro céu
Gente quer saber o um
Gente é o lugar
De se perguntar o um
Das estrelas se perguntarem se tantas são
Cada, estrela se espanta à própria explosão
Gente é muito bom
Gente deve ser o bom
Tem de se cuidar
De se respeitar o bom
Está certo dizer que estrelas
Estão no olhar
De alguém que o amor te elegeu
Pra amar
Marina, Bethânia, Dolores,
Renata, Leilinha,
Suzana, Dedé
Gente viva, brilhando estrelas
Na noite
Gente quer comer
Gente que ser feliz
Gente quer respirar ar pelo nariz
Não, meu nego, não traia nunca
Essa força não
Essa força que mora em seu
Coração
Gente lavando roupa
Amassando pão
Gente pobre arrancando a vida
Com a mão
No coração da mata gente quer
Prosseguir
Quer durar, quer crescer,
Gente quer luzir
Rodrigo, Roberto, Caetano,
Moreno, Francisco,
Gilberto, João
Gente é pra brilhar,
Não pra morrer de fome
Gente deste planeta do céu
De anil
Gente, não entendo gente nada
Nos viu
Gente espelho de estrelas,
Reflexo do esplendor
Se as estrelas são tantas,
Só mesmo o amor
Maurício, Lucila, Gildásio,
Ivonete, Agripino,
Gracinha, Zezé
Gente espelho da vida,
Doce mistério

Caetano Veloso-Ouro de tolo (vídeo e letra)


Eu devia estar contente
Porque eu tenho um emprego
Sou um dito cidadão respeitável
E ganho quatro mil cruzeiros
Por mês...
Eu devia agradecer ao Senhor
Por ter tido sucesso
Na vida como artista
Eu devia estar feliz
Porque consegui comprar
Um Corcel 73...
Eu devia estar alegre
E satisfeito
Por morar em Ipanema
Depois de ter passado
Fome por dois anos
Aqui na Cidade Maravilhosa...
Ah!
Eu devia estar sorrindo
E orgulhoso
Por ter finalmente vencido na vida
Mas eu acho isso uma grande piada
E um tanto quanto perigosa...
Eu devia estar contente
Por ter conseguido
Tudo o que eu quis
Mas confesso abestalhado
Que eu estou decepcionado...
Porque foi tão fácil conseguir
E agora eu me pergunto "e daí?"
Eu tenho uma porção
De coisas grandes prá conquistar
E eu não posso ficar aí parado...
Eu devia estar feliz pelo Senhor
Ter me concedido o domingo
Prá ir com a família
No Jardim Zoológico
Dar pipoca aos macacos...
Ah!
Mas que sujeito chato sou eu
Que não acha nada engraçado
Macaco, praia, carro
Jornal, tobogã
Eu acho tudo isso um saco...
É você olhar no espelho
Se sentir
Um grandessíssimo idiota
Saber que é humano
Ridículo, limitado
Que só usa dez por cento
De sua cabeça animal...
E você ainda acredita
Que é um doutor
Padre ou policial
Que está contribuindo
Com sua parte
Para o nosso belo
Quadro social...
Eu que não me sento
No trono de um apartamento
Com a boca escancarada
Cheia de dentes
Esperando a morte chegar...
Porque longe das cercas
Embandeiradas
Que separam quintais
No cume calmo
Do meu olho que vê
Assenta a sombra sonora
De um disco voador...
Ah!
Eu que não me sento
No trono de um apartamento
Com a boca escancarada
Cheia de dentes
Esperando a morte chegar...
Porque longe das cercas
Embandeiradas
Que separam quintais
No cume calmo
Do meu olho que vê
Assenta a sombra sonora
De um disco voador...

Jura secreta-Zizi Possi (vídeo e letra)


Só uma coisa me entristece
O beijo de amor que não roubei
A jura secreta que não fiz
A briga de amor que eu não causei
Nada do que posso me alucina
Tanto quanto o que não fiz
Nada do que eu quero me suprime
Do que por não saber ainda não quis
Só uma palavra me devora
Aquela que meu coração não diz
Só o que me cega, o que me faz infeliz
É o brilho do olhar que eu não sofrí

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Rolando Boldrin (biografia)



Rolando Boldrin (São Joaquim da Barra22 de outubro de 1936) é um compositor,cantorator e apresentador de televisão brasileiro
Boldrin nasceu na pequena cidade interiorana de São Joaquim da Barra, no estado deSão Paulo. Desde pequeno, aos sete anos, já tocava a viola e começou já uma empreitada musical junto com seu irmão aos 12 anos de idade, formando a dupla Boy e Formiga que era bem sucedida na rádio do município.
Devido a incentivos por parte de seu pai, Boldrin foi aos dezesseis anos para a capitalSão Paulo de carona em um caminhão. Lá, antes de finalmente emplacar na carreira de cantor, foi sapateiro, frentista, carregador, garçom e ajudante de farmacêutico.Aos 18 serviu o exército em Quitaúna e nos anos que seguiram dedicou-se à atividade musical.
Assim Boldrin debutou em 1960 como um participante do disco de sua futura esposa, que tornou-se sua produtora na época, Lurdinha Pereira.Lançou seu primeiro disco solo, pela ContinentalO Cantadô, em 1974.
Em 2010, foi tema do desfile da escola de samba Pérola Negra no carnaval de São Paulo com o enredo "Vamos tirar o Brasil da gaveta". O seu empenho em ressaltar a cultura nacional foi um dos pontos centrais do desfile.
Atualmente apresenta o programa Sr. Brasil, pela Rede Cultura de São Paulo. Além disso, toca um projeto cultural que objetiva um resgate às raízes brasileiras de expressão artística, o "Vamos tirar o Brasil da Gaveta".