terça-feira, 30 de novembro de 2010
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Maculelê

Maculelê é um tipo de dança, bailado, que se exibe na bahia, na cidade de Santo Amaro, Bahia. Acredita-se ter evoluído do cucumbi(antigo folguedo de negros) até tornar-se um misto de dança, luta ejogo de bastões, os quais são chamados grimas (esgrimas), com os quais os participantes desferem e aparam golpes. Num grau maior de dificuldade e ousadia, pode-se dançar com facões em lugar debastões, o que dá um bonito efeito visual pelas faíscas que saem após cada golpe. O makulelê é uma dança em que envolve a batida dos bastões, sempre quando acaba cada frase da música. Esta dança se assemelha a muitas outras danças brasileiras como: capoeira, moçambique, e o frevo.
Existe, no sul do município de Cachoeiro de Itapemirim -ES, localizado no distrito de Pacotuba, uma comunidade quilombola conhecida como Monte Alegre, onde a dança folclórica maculelê é passada de geração em geração, de pais para filhos, de amigos para amigos desde os tempos idos, com o objetivo de não perder uma cultura riquíssima para a comunidade e para todos os que moram nas proximidades. A vestimenta para a dança é confeccionada pelas mães e pelos adultos que moram na comunidade. Não se cobra para que as apresentações sejam realizadas, o intuito é garantir aos adolescentes e jovens a continuidade da dança folclórica. A secretaria de educação oferece transporte e alimentação para os componentes da dança maculelê. A grande maioria dos moradores da comunidade são afrodescendentes. A comunidade recebe turistas do município, do estado, de outros estados e até do exterior para visitação e, na oportunidade, também é apresentada a dança para os visitantes.

História
Conta-se que Maculelê era um negro fugido que tinha doença de pele. Ele foi acolhido por uma tribo indígena e cuidado por eles, mas ainda assim não podia realizar todas as atividades com o grupo, por não ser um índio também. Certa vez, Maculelê foi deixado sozinho na aldeia, quando a tribo saiu para caçar. E eis que uma tribo rival aparece para dominar o local. Maculelê lutou sozinho contra o grupo rival e, heroicamente, venceu a disputa. Desde então passou a ser considerado um herói na tribo.
Há uma variação deste conto, na qual o guerreiro Maculelê era um índio preguiçoso e que não fazia nada certo; por esta razão, os demais homens da tribo saíam em busca de alimento e deixavam-no na tribo com as mulheres, os idosos e as crianças. Para defender a sua tribo, o índio enfrenta e mata quase todos os invasores da tribo inimiga, morrendo nas mãos daqueles que ele não conseguiu vencer. Nesta versão, Maculelê usa dois bastões como armas, já que os demais índios da sua tribo haviam levado todas as armas para caçar. Sua morte foi vingada, e ele passou a ser o herói da tribo.
A dança com bastões simboliza a luta de Maculelê contra os guerreiros.
Foi Popó do Maculelê o responsável pela sua divulgação, formando um modesto grupo com seus filhos, netos e outros negros da Rua da Linha. Enquanto trabalhavam em canaviais, os negros cantavam músicas que evidenciavam o ódio. Mas eles cantavam na língua que eles trouxeram da África, para que os feitores não entendessem o sentido das palavras.
FATOS SOBRE A HISTORIA DO MACULELE
Num certo navio negreiro chega como escravos ao Brasil, Ganga Zumba e sua irmã Aqualaquetuche, ambos eram filho de um rei africano, portanto eram príncipes. Para o homem branco os dois eram simples negros, mas para os negros que estavam com eles no navio e depois em terras brasileiras, eles continuavam sendo príncipes, e foi dessa condição de liderança que Ganga Zumba organizou uma fuga em massa dos negros e todos fundaram uma republica livre, a qual deram o nome de Quilombo dos Palmares. Muitos escravos tentavam fugir da vida desumana que levavam, mesmo sabendo que ao fugir corriam o risco de serem mortos alguns escravos achavam preferível correr este risco a continuar sofrendo de forma tão insuportável. Esse foi o começo de Palmares, os quarenta viraram cem, trezentos, quinhentos, mil, quem fugisse já tinha pra onde ir. Aqualaquetuche , irmã de Ganga Zumba, aparece grávida, e da irmã de Ganga Zumba nasceu o grande líder de Palmares, por volta do ano de 1655. Dentro de uma republica livre o menino negro, nasceu e cresceu assistindo as atrocidades que eram cometidas pelo homem branco contra seu povo, mesmo contra vontade do tio ele começou a lutar para também defender seu povo. Por volta de 1678, o governador da Capitania de Pernambuco cansado do longo conflito com o quilombo de Palmares, se aproximou do líder de Palmares, Ganga Zumba, com uma oferta de paz. Foi oferecida a liberdade para todos os escravos fugidos se o quilombo se submetesse à autoridade da Coroa Portuguesa a proposta foi aceita. Mas Zumbi olhava os portugueses com desconfiança. Ele se recusou a aceitar a liberdade para as pessoas do quilombo enquanto outros negros eram escravizados. Ele rejeitou a proposta do governador e desafiou a liderança de Ganga Zumba. Entre os negros existia respeito pela hierarquia, como Ganga Zumba não tinha filhos para sucedê-lo no trono e Zumbi sendo seu sobrinho ele tornava-se sucessor natural do tio. Prometendo continuar a resistência contra a opressão portuguesa, Zumbi torna-se o novo líder do quilombo de Palmares. Ao contrario de Ganga Zumba, Zumbi não se limitava em apenas receber os escravos foragidos, ele começou a ir buscá-los nas senzalas da região. Ai começa o treinamento dos guerreiros dos Palmares, um verdadeiro exército, todos os homens revoltados e que odiavam o homem branco. Dentro do Quilombo, ao som de tambores e de músicas que lembravam rituais africanos, os negros preparavam –se para guerra, treinado capoeira e lutando com os pedaços de pau, que originou para nos o MACULELÊ, sendo ele uma lembrança e uma homenagem aos negros do Quilombo dos Palmares. As mulheres também tinham um papel importante, dentro do Quilombo, elas ficavam aguardando a volta dos guerreiros feridos em batalha, e prestavam os socorros necessários, tal como os fugitivos que vinham com eles. Por isso no maculelê, não se joga mulher, pois elas representam o apoio que ficava dentro dos Quilombos, esperando os feridos em combate.
Usando as grimas e seu fundamento
Muitos dos negros de Palmares eram fugitivos, que tinham conseguido escapar dos feitores e dos capitães do mato, por isso, dentro dos quilombos, eles treinavam com armas que dispunham, ou seja, facão, pedaços de pau e algumas armas de fogo que tinham conseguido tomar do exército branco em sangrentos combates. Mas até conseguirem êxito nos combates os treinamentos eram feitos apenas com pedaço de pau, originado assim o MACULELÊ. Por isso o fato do maculelê ser feito com duas grimas, representando a luta dos guerreiros de Zumbi, usando todo seu corpo e suas armas que dispunham naquela hora, usando ambas as mãos para ataque e defesa.
A Tocha
Zumbi então não contente em apenas receber os fugitivos, começa a ir buscar os negros, invadindo na calada da noite as senzalas, pois era a única chance de libertar seus irmãos, entrando de mansinho, sem ser notado. Mas mesmo assim ficava difícil entrar, libertar, lutar, no escuro, pois nessa época não havia luz elétrica, daí entra a utilidade das tochas de fogo. Eles cercavam as senzalas, e tentavam acender no mesmo momento as tochas para clarear o lugar e assim poder salvar seus irmãos e lutar com aqueles que tentassem impedir a fuga dos negros da senzala. Daí surge às tochas no maculelê, uma forma de clarear o caminho dos negros a liberdade.
Indumentárias
Hoje em dia muitos são as apresentações de maculelê que usam umas saias feitas de sisal, para nos isso não tem fundamento, pois como já dissemos, capoeira é uma luta por liberdade, assim como o maculelê, foi uma luta por liberdade dos negros para fora da senzala. Os quilombolas se preparavam para uma verdadeira guerra, entrar nas senzalas, salvar seus irmãos e matar quem entrasse no caminho entre eles e a tão sonhada liberdade, então não poderia entrar em batalha usando uma saia de sisal. Eles usavam o que sempre usaram nessa época, calça feita de saco branco o que originou pra nos o Abada, amarrado com um cordão somente.
Instrumento
O atabaque é o principal instrumento na capoeira assim como no maculelê. O atabaque era usado em rituais e festas africanas, e foi trazido para o Brasil na bagagem do negro escravo, junto com sua cultura. Nas senzalas os negros utilizavam-se da dança para disfarçar a luta, batucando os tambores cantando e se movimentando pra lá e pra cá num gingado desconcertante o que originou a luta por liberdade.

Tambor de criola


Tambor de crioula ou punga é uma dança de origem africanapraticada por descendentes de escravos africanos no estadobrasileiro do Maranhão, em louvor a São Benedito, um dos santos mais populares entre os negros. É uma dança alegre, marcada por muito movimento dos brincantes e muita descontração[1].
Os motivos que levam os grupos a dançarem o tambor de crioula são variados podendo ser: pagamento de promessa para São Benedito, festa de aniversário, chegada ou despedida de parente ou amigo, comemoração pela vitória de um time de futebol, nascimento de criança, matança de bumba-meu-boi, festa de preto velho ou simples reunião de amigos.
Não existe um dia determinado no calendário para a dança, que pode ser apresentada, preferencialmente, ao ar livre, em qualquer época do ano. Atualmente, o tambor de crioula é dançado com maior freqüência no carnaval e durante as festas juninas.
A dança não requer ensaios. Originalmente não exigia um tipo de indumentária fixa, mas nos dias atuais a dança pode ser vista com as brincantes vestidas em saias rodadas com estampas em cores vivas, anáguas largas com renda na borda e blusas rendadas e decotadas brancas ou de cor. Os adornos de flores, colares, pulseiras e torços coloridos na cabeça terminam de compor a caracterização da dançante. Os homens trajam calça escura e camisa estampada.
A animação é feita com o canto puxado pelos homens com o acompanhamento das mulheres. Um brincante puxa a toada de levantamento que pode ser uma toada já existente ou improvisada. Em seguida, o coro, integrado pelos instrumentistas e pelas mulheres, acompanha, passando esse canto a compor o refrão para os improvisos que se sucederão. Os temas, puxados livremente emtoadas, podem ser classificados como de auto-apresentação, louvação aos santos protetores, sátiras, homenagem às mulheres, desafio de cantadores, fatos do cotidiano e despedida.
A coreografia da dança apresenta vibrantes formas de expressão corporal, principalmente pelas mulheres que ressaltam, em movimentos coordenados e harmoniosos, cada parte do corpo (cabeça, ombros, braços, cintura, quadris, pernas e pés). As dançantes se apresentam individualmente no interior de uma roda formada por um grupo de vários brincantes, incluindo dirigentes, dançantes, cantadores e tocadores. Da roda, participam também os acompanhantes do tambor. Todos acompanham o ritmo com palmas.
O tambor de crioula apresenta coreografia livre e variada. A brincante que está no centro é responsável pela demonstração coreográfica principal, mostrando sua forma individual de dançar. No centro da roda, os movimentos são mais livres, mais intensos e bem acentuados, seguindo o compasso dos tocadores.
A dança apresenta uma particularidade: a punga. Entre as mulheres, se caracteriza como um convite para entrar na roda. Quando a brincante está no centro e quer sair, avança em direção a outra companheira, aplicando-lhe a punga, que consiste no toque com a barriga. A que estiver na roda vai para o centro para continuar a brincadeira.
Toda a marcação dos passos da dança é feita por um conjunto de tambores que os brincantes chamam de parelha. São três tambores nos tamanhos pequeno, médio e grande, feitos de troncos de mangue, pau d'arco, soró ou angelim. Um par de matracas batidas no corpo do tambor grande auxilia na marcação. O tambor pequeno é conhecido como crivador ou pererengue; o médio é chamado de meião, meio ou chamador e o grande recebe, entre os tocadores, os nomes de roncador ou rufador.
Os tambores são bastante rústicos, feitos manualmente de troncos cortados nos três tamanhos e trabalhados exteriormente com plainas para que a parte superior fique mais larga que a inferior. Internamente, o tronco é trabalhado a fogo com o auxílio de instrumentos de ferro para que fique oco. A cobertura do tambor é feita com o couro de boi, veado, cavalo ou tamanduá. Depois da cobertura, é derramado azeite doce no couro que fica exposto ao sol para enxugar e atingir o "ponto de honra", quando é considerado totalmente pronto. Durante a dança, os tambores são esquentados na fogueira para que tenham afinação perfeita.
Em 2007, o Tambor de Crioula ganhou o título de Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro.
Coreografia
Punga é dançada em roda. O início é assinalado pelo toque de umtambor grande. Os dançarinos avançam dando dois passos para frente, e uma roda em seguida, dirigindo-se ao círculo, escolhendo quem vai levar a punga. Avança de barriga empinada de encontro a pessoa escolhida.