terça-feira, 31 de maio de 2011

É Proibido Proibir Caetano Veloso (vídeo e letra)

A mãe da virgem diz que não
E o anúncio da televisão
E estava escrito no portão
E o maestro ergueu o dedo
E além da porta
Há o porteiro, sim...
E eu digo não
E eu digo não ao não
Eu digo: É!
Proibido proibir
É proibido proibir
É proibido proibir
É proibido proibir...
Me dê um beijo meu amor
Eles estão nos esperando
Os automóveis ardem em chamas
Derrubar as prateleiras
As estantes, as estátuas
As vidraças, louças
Livros, sim...
(falado)
Cai no areal na hora adversa que Deus concede aos seus
para o intervalo em que esteja a alma imersa em sonhos
que são Deus.
Que importa o areal, a morte, a desventura, se com Deus
me guardei
É o que me sonhei, que eterno dura e esse que regressarei.
E eu digo sim
E eu digo não ao não
E eu digo: É!
Proibido proibir
É proibido proibir
É proibido proibir
É proibido proibir
É proibido proibir...
Me dê um beijo meu amor
Eles estão nos esperando
Os automóveis ardem em chamas
Derrubar as prateleiras
As estátuas, as estantes
As vidraças, louças
Livros, sim...
E eu digo sim
E eu digo não ao não
E eu digo: É!
Proibido proibir
É proibido proibir
É proibido proibir
É proibido proibir
É proibido proibir...

Toquinho-Por que será? (vídeo e letra)

A7+ Em
por que será? que eu ando triste
F#7 Bm7
por te adorar, por que será? que a vida
Dm E C#7 F#7
insiste em se mostrar mais distraída
B7 F E
dentro de um bar por que será?
A7+ Em
por que será? que o nosso assunto
F#7 Bm7
já se acabou, por que será?
Dm E C#7
que o que era junto se separou
F#7 B7
e o que era muito se definhou por que
F E D7+ D#o
será? eu tantas vezes me sento à mesa
C#m7 F#7
de algum lugar falando coisas
Bm7 B7
só por falar adiando a hora
Dm E A7+
de te encontrar é muito triste quando
Em F#7 Bm7
se sente tudo morrer, e ainda existe
Dm E C#7
o amor que mente para esconder,o amor
F#7 B7
presente nao tem mais nada para
F E
dizer

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Chico Buarque e Edu Lobo-Quase memória

Nélson Cavaquinho (biografia)

Nome completo Nelson Antônio da Silva
Nascimento 29 de outubro de 1911
Rio de Janeiro, RJ
Brasil
Data de morte 18 de fevereiro de 1986 (74 anos)
Local de morte Rio de Janeiro, RJ
Brasil
Gêneros Samba
Ocupação Compositor
Instrumentos Violão
Nelson Cavaquinho, nome artístico de Nelson Antônio da Silva, (Rio de Janeiro, 29 de outubro de 1911 — Rio de Janeiro, 18 de fevereiro de 1986) foi um importante músico brasileiro. Sambista carioca, compositor e cavaquinista na juventude, na maturidade optou pelo violão, desenvolvendo um estilo inimitável de tocá-lo, utilizando apenas dois dedos da mão direita.

Biografia

Seu envolvimento com a música inicia-se na família. Seu pai, Brás Antônio da Silva, era músico da banda da Polícia Militar e seu tio Elvino tocava violino. Depois, morando na Gávea, passou a frequentar as rodas de choro. Foi nessa época que surge o apelido que o acompanharia por toda a vida.

Casou-se por volta dos seus 20 anos com Alice Ferreira Neves, com quem teria quatro filhos e na mesma época consegue, graças a seu pai, um trabalho na polícia fazendo rondas noturnas a cavalo. E foi assim, durante as rondas, que conheceu e passou a frequentar o morro da Mangueira, onde conheceu sambistas como Cartola e Carlos Cachaça.

Deixou mais de quatrocentas composições, entre elas clássicos com "A Flor e o Espinho" e "Folhas Secas", ambas em parceria com Guilherme de Brito, seu parceiro mais frequente. Por falta de dinheiro, depois de deixar a polícia, Nelson eventualmente "vendia" parcerias de sambas que compunha sozinho, o que fez com que Cartola optasse por abandonar a parceria e manter a amizade.

Sua primeira canção gravada foi "Não Faça Vontade a Ela", em 1939, por Alcides Gerardi, mas não teve muita repercussão. Anos mais tarde foi descoberto por Cyro Monteiro que fez várias gravações de suas músicas. Começou a se apresentar em público apenas na década de 1960, no Zicartola, bar de Cartola e Dona Zica no centro do Rio. Em 1970 lançou seu primeiro LP, "Depoimento de Poeta", pela gravadora Castelinho.

Suas canções eram feitas com extrema simplicidade e letras quase sempre remetendo a questões como o violão, mulheres, botequins e, principalmente, a morte, como em "Rugas", "Quando Eu me Chamar Saudade", "Luto", "Eu e as Flores" e "Juízo Final".

Com mais de 50 anos de idade, conheceria Durvalina, trinta anos mais moça do que ele, sua companheira pelo resto da vida. Morreu na madrugada de 18 de fevereiro de 1986, aos 74 anos, vítima de um enfisema pulmonar.

No carnaval de 2011 a escola de samba G.R.E.S. Estação Primeira de Mangueira homenageará Nelson Cavaquinho pelo seu centenário. "O Filho Fiel, Sempre Mangueira" é o nome do enredo que a agremiação levará para a avenida. O músico era torcedor da escola de samba carioca.

Cartola (compositor)



Nome completo Angenor de Oliveira
Apelido Cartola
Nascimento 11 de outubro de 1908
Origem Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
País Brasil
Data de morte 30 de novembro de 1980 (72 anos)
Gêneros samba
Instrumentos vocal, violão
Período em atividade 1927 - 1980
Gravadora(s) RCA
Angenor de Oliveira, mais conhecido como Cartola, (Rio de Janeiro, 11 de outubro de 1908 — Rio de Janeiro, 30 de novembro de 1980) foi um cantor, compositor e violonista brasileiro.
Considerado por diversos músicos e críticos como o maior sambista da história da música brasileira, Cartola nasceu no bairro do Catete, mas passou a infância no bairro de Laranjeiras. Tomou gosto pela música e pelo samba ainda moleque e aprendeu com o pai a tocar cavaquinho e violão. Dificuldades financeiras obrigaram a família numerosa a se mudar para o morro da Mangueira, onde então começava a despontar uma incipiente favela.
Na Mangueira, logo conheceu e fez amizade com Carlos Cachaça - seis anos mais velho - e outros bambas, e se iniciaria no mundo da boemia, da malandragem e do samba.

Com 15 anos, após a morte de sua mãe, abandonou os estudos - tendo terminado apenas o primário. Arranjou emprego de servente de obra, e passou a usar um chapéu-coco para se proteger do cimento que caía de cima. Por usar esse chapéu, ganhou dos colegas de trabalho o apelido "Cartola".

Junto com um grupo amigos sambistas do morro, Cartola criou o Bloco dos Arengueiros, cujo núcleo em 1928 fundou a Estação Primeira de Mangueira. Ele compôs também o primeiro samba para a escola de samba, "Chega de Demanda". Os sambas de Cartola se popularizaram na década de 1930, em vozes ilustres como Araci de Almeida, Carmen Miranda, Francisco Alves, Mário Reis e Silvio Caldas.
Mas no início da década seguinte, Cartola desapareceu do cenário musical carioca e chegou a ser dado como morto. Pouco se sabe sobre aquele período, além do sambista ter brigado com amigos da Mangueira, contraído uma grave doença - especula-se que seja meningite - ter ficado abatido com a morte de Deolinda, a mulher com quem vivia.
Cartola só foi reencontrado em 1956 pelo jornalista Sérgio Porto (mais conhecido como Stanislaw Ponte Preta), trabalhando como lavador de carros em Ipanema. Graças a Porto, Cartola voltou a cantar, levando-o a programas de rádio e fazendo-o compor novos sambas para serem gravados. A partir daí, o compositor é redescoberto por uma nova safra de intérpretes.
Em 1964, o sambista e sua nova esposa, Dona Zica, abriram um restaurante na rua da Carioca, o Zicartola, que promovia encontros de samba e boa comida, reunindo a juventude da zona sul carioca e os sambistas do morro. O Zicartola fechou as portas algum tempo depois, e o compositor continuou com seu emprego público e compondo seus sambas.
Em 1974, aos 66 anos, Cartola gravou o primeiro de seus quatro discos-solo, e sua carreira tomou impulso de novo com clássicos instantâneos como "As Rosas Não Falam", "O Mundo é um Moinho", "Acontece", "O Sol Nascerá" (com Elton Medeiros), "Quem Me Vê Sorrindo" (com Carlos Cachaça), "Cordas de Aço", "Alvorada" e "Alegria". No final da década de 1970, mudou-se da Mangueira para uma casa em Jacarepaguá, onde morou até a morte, em 1980.
Angenor de Oliveira nasceu em 1908 na cidade do Rio de Janeiro. Era o primogênito dos oito filhos do casal Sebastião Joaquim de Oliveira e Aída Gomes de Oliveira. Apesar de ter recebido o nome de Agenor, foi registrado como Angenor - fato que só viria a descobrir muitos anos mais tarde, ao tratar dos papéis para seu casamento com Dona Zica na década de 1960. Para não ter que providenciar a mudança do nome em cartório, a partir de então passou a assinar oficialmente seu nome como Angenor de Oliveira.
Nascido no bairro carioca do Catete, onde também passou parte de sua infância. Quando tinha oito anos, sua família se mudou para as Laranjeiras, onde ele se tornou torcedor do time do bairro, o Fluminense. Lá nas Laranjeiras, entrou em contato com os ranchos carnavalescos União da Aliança e Arrepiados - neste último tocava cavaquinho (instrumento musical que lhe tinha sido dado pelo pai quando tinha somente 8 ou 9 anos de idade) e nos desfiles do Dia de Reis, em que suas irmãs saíam em grupos de "pastorinhas". Era tão entusiasmado pelo Arrepiados que ao participar, mais tarde, da fundação da escola de samba Estação Primeira de Mangueira, sugeriu que as cores daquele rancho - o verde e o rosa - fossem as mesmas da nascente agremiação, que seria um símbolo dos mais reverenciados no mundo do samba. Na verdade, Carlos Cachaça disse que tinha existido no Morro da Mangueira um antigo rancho chamado Caçadores da Floresta, cujas cores eram exatamente o verde e o rosa.

Em 1919, movidos por dificuldades financeiras, os Oliveira foram para o morro da Mangueira, então uma pequena e nascente favela com menos de cinquenta barracos. Logo, conheceria e se tornaria amigo de outro morador da Mangueira, Carlos Cachaça, seis anos mais velho que Cartola, e que se tornaria, além de amigo por toda a vida, o seu parceiro mais constante em dezenas de sambas.
Quando tinha 15 anos, abandonou os estudos (tinha concluído apenas o quarto ano primário) para trabalhar, ao mesmo tempo em que se inclinava para a vida boêmia. Na adolescência, trabalhou como aprendiz de tipógrafo, mas logo se transformou em pedreiro. Foi enquanto trabalhava nas obras de construção, que ele ganharia o apelido com que se tornaria reconhecido como um dos grandes nomes da música popular brasileira. Para que o cimento não lhe caísse sobre os cabelos, resolveu passar a usar um chapéu-coco, que os colegas diziam parecer mais uma cartolinha, e assim, começou a ser chamado de "Cartola".
Tinha 17 anos quando sua mãe morreu. Pouco depois, após conflitos crescentes com o pai, inimigo da malandragem, acabou expulso de casa. Levou então por algum tempo uma vida de vadio, bebendo e namorando, frequentando zonas de prostituição e contraindo doenças venéreas, perambulando pelas noites e dormindo em trens de subúrbio. Esses hábitos o levaram a se enfraquecer fisicamente, adoecido e mal-alimentado, na cama de um pequeno barraco.Uma vizinha do seu barraco chamada Deolinda – uma mulher gorda, forte e boa, sete anos mais velha, casada e com uma filha de dois anos – passou a cuidar e a gostar dele. Os dois acabam se envolvendo. Tinha na época apenas 18 anos e estava morando sozinho. Decidem viver juntos e Deolinda deixa o marido, levando a filha que o compositor irá criar como sua.



O barraco dividido por Cartola e Deolinda era habitado por mais gente, todos sustentados pela dona de casa, que lavava e cozinhava para fora. Sob seu teto e de Deolinda, Noel Rosa foi se abrigar algumas vezes, à procura de um refúgio tranqüilo.Cartola exercia a atividade de pedreiro apenas esporadicamente, preferindo assumir o ofício de compositor e violonista nos bares e tendas locais. À época, já se firmava como um dos maiores criadores do morro, ao lado do grande amigo Carlos Cachaça e Gradim.
Com estes e outros compositores, Cartola integrava uma turma de brigões e arruaceiros que, não por acaso, formaram o Bloco dos Arengueiros, em 1925, para brincar o carnaval. Esse bloco seria o embrião da Estação Primeira de Mangueira.A ampliação e fusão do bloco com outros existentes no morro, gerou, em 28 de abril de 1928, a segunda escola de samba carioca e uma das mais tradicionais da história do carnaval da cidade. Cartola, um dos seus sete fundadores (também assumiu a função de diretor de harmonia da escola, em que permaneceu até fins da década de 1930); Estação Primeira, porque, contando a partir da Central do Brasil, o morro de Mangueira ficava a primeira estação de trem de um lugar em que havia samba. Cartola compôs "Chega de Demanda", o primeiro samba escolhido para o desfile e que só seria gravado pelo compositor em 1974, para o disco "História das Escolas de Samba: Mangueira".
No início da década de 1930, Cartola se tornou conhecido fora da Mangueira, quando foi procurado por Mário Reis, através de um estafeta chamado Clóvis Miguelão que subira o morro para comprar uma música.O sambista vendeu os direitos de gravação do samba "Que Infeliz Sorte", que acabou sendo lançado por Francisco Alves, pois não se adaptava à voz de Mário Reis. Assinava então Agenor de Oliveira. Vendeu outros sambas a Francisco Alves, maior ídolo da música brasileira na época, cedendo apenas os direitos sobre a vendagem de discos. Neste comércio – que serviu para projetá-lo entre os sambistas na cidade –, Cartola conservava a autoria e não dava parceria a ninguém.
“ O rapaz foi lá e disse: "Cartola, vem cá. O Mário Reis tá aí, queria comprar um samba teu". "O quê? Comprar samba? Você tá maluco, rapaz? (...) Eu não vou vender coisa nenhuma." Ele disse: "Quanto é que você quer pelo samba?". Eu virei pro cara, no cantinho, disse assim: "Vou pedir 50 mil réis". "O quê, rapaz? Pede 500."  Com muito medo, pedi 500 contos. "Não, dou 300. Tá bom?" Eu disse assim: "Bom, me dá esses 300 mesmo". Mas com muito medo  Mas botou meu nome direitinho, legal . Ele comprou, mas não deu para a voz dele. Então gravou Chico, Francisco Alves. ”
— Cartola, sobre o samba "Que Infeliz Sorte", Almanaque da Folha
Em 1932, Francisco Alves e Mário Reis gravaram outro samba seu, "Perdão, Meu Bem". Também remonta àquela época a amizade e a parceria que Cartola estabeleceu com Noel Rosa. Com o "poeta de Vila Isabel", compôs "Tenho Um Novo Amor", interpretada por Carmen Miranda, "Não Faz, Amor" e "Qual Foi o Mal Que Eu Te Fiz", interpretadas por Francisco Alves. Ainda naquele ano, Sílvio Caldas lançou "Na Floresta" (de autoria de Cartola, do próprio Sílvio e ainda a primeira composição em parceria com Carlos Cachaça). Também em 1932, a Mangueira foi campeã do desfile promovido pelo jornal "O Mundo Esportivo" com o samba "Pudesse Meu Ideal" (sua primeira parceria com Carlos Cachaça).
Em 1933, Cartola viu pela primeira vez um samba seu se tornar sucesso comercial: "Divina Dama", novamente na voz de Francisco Alves. Arnaldo Amaral gravou "Fita Meus Olhos" (com B. Vasquez), canção que encerrava o breve ciclo inicial de gravações de composições suas. A partir dali, o sambista passou a compor exclusivamente para a sua escola no morro, marginalizando-se do círculo artístico e de produção discográfica da cidade.
Em 1935, novamente a Mangueira teve premiado no desfile um samba de Cartola, "Não Quero Mais" (feito com Carlos Cachaça e Zé da Zilda), que foi gravado, em 1936, por Araci de Almeida e regravado, em 1973, por Paulinho da Viola, com o título alterado para "Não Quero Mais Amar A Ninguém".
Em 1940, Cartola foi convidado pelo maestro e compositor erudito Heitor Villa-Lobos, seu admirador, a formar um grupo de sambistas - entre eles, Donga, Pixinguinha, João da Baiana - para fazer algumas gravações de música popular brasileira para outro maestro mundialmente famoso, o norte-americano Leopold Stokowski (que percorria a América Latina recolhendo músicas nativas), realizadas a bordo do navio Uruguai (ancorado no pier da Praça Mauá, no Rio de Janeiro). Dos sambas que Cartola gravou a bordo do navio, "Quem Me Vê Sorrindo" (composto com Carlos Cachaça) saiu em um dos quatro discos de 78 rpm, lançados comercialmente apenas nos Estados Unidos pela gravadora Columbia.Além da sua primeira gravação, foi registrado nesse álbum o coro da Mangueira com as vozes de Dona Neuma e de suas irmãs, a clarineta de Luís Americano, emboladas de Jararaca e Ratinho, a flauta de Pixinguinha, além das participações de Donga e João da Baiana e um arranjo de Villa-Lobos para o tema indígena Canidé Joune.
Popular, Cartola também atuou como cantor na rádio, apresentando músicas suas e de outros compositores. Ainda em 1940 criou com Paulo da Portela, o programa A Voz do Morro, na Rádio Cruzeiro do Sul, no qual apresentavam sambas inéditos, cujos títulos deviam ser dados pelos ouvintes. Assim, o programa premiava o ouvinte que tivesse sugerido o título escolhido para o samba. Em 1941, formou, junto com Paulo da Portela e Heitor dos Prazeres, o Conjunto Carioca, que durante um mês realizou apresentações em um programa da Rádio Cosmos, da cidade de São Paulo. Em 1942, "Não Posso Viver Sem Ela" (parceria com Alcebíades Barcellos) foi lançada no famoso disco "Ai Que Saudades da Amélia", de Ataulfo Alves.
“ Gosto de fazer samba de dor de cotovelo, falando de mulher, de amor, de Deus, porque é isso que acho importante e acaba se tornando uma coisa importante ”
— Cartola, comentando sua obra, Almanaque da Folha

Nos anos seguintes, Cartola participou pouco no cenário musical. Entre suas poucas atuações artísticas, o sambista apareceu como corista da gravação de alguns cantores na Colúmbia e chegou a se apresentar com um grupo de morro no Cassino Atlântico.
Com a nova direção da Estação Primeira de Mangueira antipática a Cartola, o sambista viu seu samba ser desqualificado pelo júri que julgou as músicas concorrentes ao enredo que representaria a escola de samba no carnaval de 1947. Para piorar, ele contraiu meningite, ficando três dias em estado de coma e um ano andando de muleta. Com vergonha da condição de doente, acabou se mudando para Nilópolis. Foi cuidado por Deolinda, mas pouco depois assistiu à morte da mulher, vitimada por um ataque cardíaco. Com a morte de Deolinda, deixou o Morro da Mangueira.
Por um período de cerca de sete anos, andou desaparecido dos seus conhecidos. Fora do ambiente musical, muitos pensavam até que tivesse morrido. Chegou-se a compor sambas em sua homenagem. Em 1948, a Mangueira sagrou-se campeã do carnaval do Rio de Janeiro com seu samba-enredo "Vale do São Francisco" (com Carlos Cachaça).
Cartola vivia um período difícil em sua vida. Sem mais a atenção de Deolinda e o prestígio no morro da Mangueira, o sambista morava em uma favela no bairro do Caju, com uma mulher chamada Donária. Data dessa época a composição "Fiz Por Você o Que Pude", dedicada a Mangueira.
Cartola conseguiu trabalhos modestos, como o de lavador de carros e vigia de edifícios. Mas a entrada em cena de uma nova - e definitiva - mulher em sua vida alterou o seu destino. Quando Eusébia Silva do Nascimento, mais conhecida como Zica, o encontrou, o sambista estava em um estado lastimável, entregue à bebida, desdentado e sobrevivendo de biscates - sem contar ainda um problema no nariz, que tinha se tornado demasiadamente grande, devido a uma afecção denominada rinofima. Apesar disso, Zica, antiga admiradora de Cartola, se apaixonou por ele, conquistando-o.Zica o levou de volta ao morro da Mangueira, onde o casal se instalou em uma casa na subida do morro, perto da quadra da escola de samba e próximo da casa de Carlos Cachaça e Menina (irmã de Zica). Com Zica, Cartola viveria até o fim de seus dias, sem, no entanto, deixar filhos.
Mesmo sumido, Cartola ainda foi lembrado em 1952, quando Gilberto Alves gravou o samba-canção "Sim" (parceria com Oswaldo Martins).
Em 1957, Cartola trabalhava como vigia e lavador dos carros dos moradores de um edifício em Ipanema. Nessa função, foi identificado em uma madrugada pelo jornalista Sérgio Porto (ou Stanislaw Ponte Preta), sobrinho do crítico musical Lúcio Rangel (que havia dado ao sambista, anos antes, o apelido de "Divino Cartola"). Ao ver o compositor magro e maltrapilho em um macacão molhado, Stanislau decidiu ajudá-lo, começando por divulgar a redescoberta, que fizera, do sambista. Àquela altura, Cartola era dado como desaparecido ou mesmo morto por muitos de seus conhecidos e admiradores. O reencontro com o jornalista foi definitivo para a retomada de sua carreira como músico e compositor.
A promoção rendeu algumas apresentações na Rádio Mayrink Veiga e em restaurantes, além de matérias em jornais e revistas. Sérgio também arranjou para o sambista, por meio do cronista e pesquisador Jota Efegê, um emprego de contínuo no jornal Diário Carioca em 1958 e, no ano seguinte, no Ministério da Indústria e Comércio. Em 1958, foram gravados seus sambas "Grande Deus" e "Festa da Penha", respectivamente por Jamelão e Ari Cordovil. Em 1960, Nuno Veloso gravou "Vale do São Francisco" (parceria com Carlos Cachaça).

No início da década de 1960, Cartola se tornou zelador da Associação das Escolas de Samba, localizada em um velho casarão no centro do Rio de Janeiro, que se tornou um ponto de encontro de sambistas de toda a cidade. Além das rodas de samba no local, Zica - uma exímia cozinheira - passou a servir uma sopa aos participantes. Estimulado por amigos, Cartola e Zica resolveram aplicar a fórmula música-comida em um sobrado da rua da Carioca, também na zona central da cidade, em 1963. A iniciativa contou com o apoio financeiro de empreendedores considerados "mangueirenses de coração", como o empresário Renato Augustini.
O Zicartola se tornou um marco na história da música popular brasileira no início das década de 1960. Além da boa cozinha administrada por Zica, Cartola fazia as vezes de mestre de cerimônias, propiciando o encontro entre sambistas do morro e compositores e músicos de classe média, especialmente ligados à Bossa Nova, além de poetas-letristas como Hermínio Bello de Carvalho e jornalistas musicais como Sérgio Cabral. Velhos bambas, como Nelson Cavaquinho e Zé Kéti, se juntavam a novos talentos, como Élton Medeiros e Paulinho da Viola. Além da presença constante de alguns dos melhores representantes do samba de morro, diferentes gerações de cantoras se encontravam ali, como Elizeth Cardoso e Nara Leão.
No Zicartola, desafiado pelo amigo Renato Agostini, Cartola compôs com Elton Medeiros em cerca de 30 minutos o samba "O Sol Nascerá", que se tornaria um de seus grandes clássicos. A mesma facilidade para compor experimentaria em "Alvorada" um samba feito a seis mãos. Compusera com Carlos Cachaça a primeira parte de um samba que decidiram mostrar a Hermínio Bello de Carvalho, que escreveu então os versos da segunda parte, que ele musicou na hora.
Moda no Rio de Janeiro, o Zicartola inaugurou um gênero de casa noturna que viria a se propagar nas décadas seguintes. Apesar disso, o bar durou pouco e, mal-administrado, fechou as portas após dois anos de existência, pois seu dono definitivamente não tinha tino comercial. Em 1974, um bar chamado Zicartola foi aberto no bairro paulistano de Vila Formosa.
Ainda em 1964, Cartola e Zica se casaram oficialmente (às vésperas do casamento, ele compôs "Nós Dois" para ela), e o sambista atuou no filme "Ganga Zumba" (de Carlos Diegues), no papel de um escravo (já havia atuado discretamente em "Orfeu Negro" e ainda participaria de "Os Marginais"). O samba "O Sol Nascerá" foi gravado por Isaura Garcia.


Em 1965, foi lançado o álbum com gravações do Show Opinião, no ano anterior, realizado entre Zé Keti, João do Vale e Nara Leão - esta incluíu "O Sol Nascerá" (de Cartola e Elton Medeiros) no repertório do LP.[3] Esta gravação tornou Cartola, assim como outros sambistas de seu círculo, conhecidos pelo público de classe média da época, projetando-os profissionalmente. Em consequência do prestígio que ganhou, Cartola chegou a ter seu nariz retocado pelo célebre cirurgião plástico Ivo Pitanguy. Pery Ribeiro e Bossa Três também regravam "O Sol Nascerá".
Ainda em 1965, Cartola iniciou a construção de uma casa (verde e rosa) ao pé do morro da Mangueira, em terreno doado pelo então Estado da Guanabara.Naquele mesmo ano e no seguinte, fez participação em dois discos de Elizeth Cardoso, que gravou o samba "Sim" (parceria com Oswaldo Martins e Leny Andrade). Ainda em 1966, gravou com Clementina de Jesus seu samba "Fiz por você o que pude".
Em 1968, participou em duas faixas do LP "Fala, Mangueira", que reuniu, além dele, Nelson Cavaquinho, Carlos Cachaça, Clementina de Jesus e Odete Amaral. Também naquele ano, Cartola gravou com Odete Amaral "Tempos Idos" (parceria com Carlos Cachaça) e Ciro Monteiro gravou "Tive Sim".
Em 1970, Cartola protagonizou uma série de apresentações promovidas pela União Nacional dos Estudantes, intituladas "Cartola Convida", na praia do Flamengo, onde recebia grandes nomes do samba. Também naquele ano, a Abril Cultural lançou um volume dedicado à sua obra na série "História da música popular brasileira", no qual o sambista interpretou "Preconceito" (de sua autoria). Em 1972, Paulinho da Viola gravou "Acontece" e Clara Nunes gravou "Alvorada" (com Carlos Cachaça e Hermínio Bello de Carvalho). Em 1973, Elza Soares gravou "Festa da Vinda" (parceria com Nuno Veloso).
Mas a consagração definitiva viria somente em 1974, alguns meses antes de completar 66 anos, quando o sambista finalmente gravou seu primeiro disco-solo. Cartola, lançado em uma iniciativa do pesquisador musical, produtor de discos e publicitário Marcus Pereira. O disco, que recebeu vários prêmios e foi considerado um dos melhores daquele ano, reunia uma coleção de obras-primas de Cartola e uma equipe de instrumentistas de primeira linha no acompanhamento. O sambista interpretou "Acontece", "Tive Sim", "Amor Proibido" e "Amor Proibido" (canções de autoria própria), "Disfarça E Chora" e "Corra E Olhe O Céu" (parceria com Dalmo Casteli), "Sim" (com Oswaldo Martins), "O Sol Nascerá" (com Élton de Medeiros), "Alvorada" (com Carlos Cachaça e Hermínio Bello de Carvalho), "Festa Da Vinda" (com Nuno Veloso), "Quem Me Vê Sorrindo" (com Carlos Cachaça) e "Ordenes E Farei" (com Aluizio).
Também em 1974, a mesma gravadora Marcus Pereira lançou o LP "História das escolas de samba: Mangueira", no qual Cartola interpretou algumas faixas. Pouco depois, durante uma entrevista ao radialista e produtor Luiz Carlos Saroldi, em um programa especial para a Rádio Jornal do Brasil, apresentou dois sambas ainda inéditos: "As Rosas Não Falam" e "O Mundo é um Moinho". Ainda naquele ano, o sambista participou do programa radiofônico "MPB - 100 ao vivo" - os programas foram editados em oito LPs com o mesmo título e em um dos álbuns ocupou todo um lado, deferência só concedida a dois outros convidados, Luiz Gonzaga e Paulinho da Viola - e se apresentou no bairro carioca de Botafogo, em que atuou ao lado da cantora Rosana Tapajós e do flautista Altamiro Carrilho. Gal Costa regravou "Acontece".
Logo depois, em 1976, a mesma gravadora lançou o segundo LP, também intitulado Cartola. O sucesso do álbum foi puxado por uma de suas mais famosas criações, "As Rosas Não Falam", incluída na trilha sonora de uma novela da Rede Globo. Ainda em seu segundo disco, Cartola interpretou suas composições "Minha", "Sala de Recepção", "Aconteceu", "Sei Chorar", "Cordas de Aço" e "Ensaboa". Gravou também as canções "Preciso me encontrar" (de Candeia), "Senhora tentação" (de Silas de Oliveira) e "Pranto de Poeta" (de Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito. Também nesse ano, Clementina de Jesus gravou "Garças Pardas" (parceria com Zé da Zilda).

A grande popularidade obtida pelo samba levou Cartola a uma divulgação inédita de seu trabalho. Realizou seu primeiro show individual, no Teatro da Galeria, no bairro do Catete, acompanhado pelo Conjunto Galo Preto. O show foi um sucesso de público e se estendeu por quatro meses em várias partes do país.
Em 1977, o sambista dividiu com um novo parceiro, Roberto Nascimento, uma turnê por palcos do Sesc, no interior de São Paulo. Em meio ao grande sucesso, Cartola voltou a desfilar pela Mangueira, após 28 anos de ausência no desfile de carnaval. O seu samba "Tive, Sim" foi defendido por Ciro Monteiro na I Bienal do Samba, promovida pela TV Record, e terminou classificado em quinto lugar no concurso. Também foi convidado pela Prefeitura de Curitiba para integrar o juri do desfile das escolas de samba locais, onde, pela primeira e única vez julgou um desfile das escolas. Beth Carvalho gravou com sucesso "O mundo é um moinho". Em junho de 1977, a Rede Globo apresentou o programa "Brasil Especial" número 19, dedicado exclusivamente a Cartola, e que obteve grande êxito. Em setembro daquele mesmo ano, o sambista participou (acompanhado por João Nogueira) do "Projeto Pixinguinha", no Rio de Janeiro,e depois em uma excursão pelas principais cidades brasileiras. O sucesso do espetáculo os levou a excursionar por São Paulo, Curitiba e Porto Alegre.
Ainda em 1977, em outubro, a gravadora RCA lançou "Verde que te quero rosa", seu terceiro disco-solo, com igual sucesso de crítica. Um dos grandes destaques do álbum foi "Autonomia", com arranjo do maestro Radamés Gnatalli. Desse LP fazem parte o samba-canção "Autonomia", além de "Nós Dois" (composta especialmente para o casamento com Zica, em 1964). Recriou "Escurinha" (samba do mangueirense Geraldo Pereira, falecido prematuramente em conseqüência de uma briga com "Madame Satã"). Estão presentes ainda os sambas "Desfigurado", "Grande Deus", "Que é feito de você" e "Desta vez eu vou" (todos de sua autoria), "Fita meus olhos" (com Osvaldo Vasques) e "A canção que chegou" (com Nuno Veloso.
Em 1978, quase aos 70 anos, se transferiu da Mangueira para uma casa em Jacarepaguá, buscando um pouco mais de tranqüilidade, na tentativa de continuar compondo, mas sempre voltava para visitar os amigos no morro onde crescera e se tornara famoso. A residência de Cartola e Zica em Mangueira era muito frequentada por músicos e jornalistas, o que levou o casal a procurar um pouco de sossego. Era finalmente a primeira casa própria do artista, o máximo que ele conseguiu com o sucesso obtido no final da vida. Em frente à sua porta, foi inaugurada em seguida uma praça apropriadamente batizada de As Rosas Não Falam.

Naquele mesmo ano, estreou seu segundo show individual: "Acontece", outro sucesso. E em novembro, por ocasião de seu septuagésimo aniversário, recebeu uma grande homenagem na quadra da Mangueira. O sambista, no entanto, já estava doente. Diagnosticado seu mal, câncer na tireóide, foi operado em 1978.
Ainda naquele ano, o sambista gravou com Eliana Pittman o samba "Meu amigo Cartola" (de Roberto Nascimento) e, com Odete Amaral o samba "Tempos Idos" (parceria com Carlos Cachaça). Valdir Azevedo, João Maria de Abreu, Joel Nascimento e Fagner regravaram "As rosas não falam". Elizeth Cardoso regravou "Acontece" e Odete Amaral, "Alvorada". Durante a apresentação no Ópera Cabaré, em São Paulo, no mês de dezembro, o concerto foi gravado ao vivo, por iniciativa de J.C. Botezelli (responsável pelo primeiro disco de Cartola). Esse registro ao vivo só sairia em LP após a morte do compositor.
Em 1979, foi lançado Cartola – 70 anos, seu quarto LP no qual interpretou seus sambas "Feriado na roça", "Fim de estrada", "Enquanto Deus consentir", "Dê-me graças, senhora", "Evite meu amor", "Bem feito" e "Ao amanhecer", além de "O inverno do meu tempo" e "A cor da esperança" (parcerias com Roberto Nascimento), "Ciência e arte" e "Silêncio de um cipreste" (com Carlos Cachaça), "Senões" (com Nuno Veloso) e "Mesma estória" (com Élton Medeiros).
Ainda naquele ano, Nelson Gonçalves e Emílio Santiago regravaram "As rosas não falam". Em fins de 1979, Cartola participou de um programa na Rádio Eldorado, da cidade de São Paulo, no qual contou um pouco de sua vida e cantou músicas que andava fazendo. Essa entrevista foi posteriormente lançada em LP, na década de 1980, com o nome "Cartola - Documento Inédito". Em 1980, a cantora Beth Carvalho regravou "As rosas não falam" e "Consideração" (parceria com Heitor dos Prazeres. Com Nelson Cavaquinho, compôs apenas "Devia ser condenada", gravada pelo parceiro na década de 1980.

A carreira de Cartola não iria longe. Cartola sabia que sua doença era grave mas manteve segredo sobre ela todo o tempo. Para todos dizia que tinha uma úlcera.
“ Quando for enterrado, quero que Waldemiro toque o bumbo. ”
— Cartola, manifestando a sua família um desejo uma semana antes de sua morte, Almanaque da Folha
Três dias antes de morrer, recebeu de Carlos Drummond de Andrade sua última homenagem em vida. O poeta lhe dedicou uma comovente crônica, publicada pelo Jornal do Brasil.
Cartola morreria de câncer em 30 de novembro de 1980, aos 72 anos de idade. O corpo foi velado na quadra da Estação Primeira de Mangueira, onde por lá passaram as mais diversas presenças do mundo da música; Clara Nunes, Alcione, Emilio Santiago, Chico Buarque, João Nogueira, Dona Ivone Lara, Nelson Sargento, Jamelão, Roberto Ribeiro, Clementina de Jesus, Martinho da Vila, Gal Costa, Simone, Elizeth Cardoso, Paulo Cesar Pinheiro, Beth Carvalho, Paulinho da Viola, Gonzaguinha, entre muitos outros. Seu corpo foi sepultado no Cemitério do Caju. Dona Zica viu o corpo do seu grande amor pela última vez, abraçada com Clara Nunes, que era amiga e uma das "queridinhas" do poeta. Atendendo a seu pedido, no dia 1º de dezembro, data de seu funeral, Waldemiro, ritmista da Mangueira, que havia aprendido com ele a encourar seu instrumento, marcou o ritmo para o coro de "As Rosas Não Falam", cantada por uma pequena multidão de sambistas, amigos, políticos e intelectuais, presentes em sua despedida. Em seu caixão a bandeira do time do seu coração, o Fluminense.


Durante os anos seguintes, viriam homenagens póstumas, discos e biografias que o confirmariam como um dos maiores nomes da música popular brasileira.[3] Em 1981, Artur Oliveira concluiria o samba "Vem", que Cartola deixara inacabado, e seu livro escrito juntamente com Marília Trindade Barboza, a biografia "Cartola, Os Tempos Idos" seria lançado pela Funarte, em 1983. Ainda em 1982, foi lançado um disco póstumo do sambista, "Ao Vivo" – gravação de um espetáculo realizado no final de 1978, em São Paulo. Em 1984, também pela Funarte, sairia o LP "Cartola, Entre Amigos".

Em 1988, para comemorar o octagésimo aniversário de seu nascimento, a gravadora Som Livre lançou o songbook "Cartola – Bate Outra Vez...", que trazia Caetano Veloso, Gal Costa, Paulinho da Viola, Zeca Pagodinho, Luiz Melodia, Dona Ivone Lara, Beth Carvalho, Nelson Gonçalves, Paulo Ricardo e Cazuza. E a cantora Leny Andrade apareceu com "Cartola – 80 Anos". Marisa Monte viria a incluir em seu repertório o lundu "Ensaboa", composto em 1975 e gravado pelo compositor em seu segundo LP.

A cantora Claudia Telles (filha de Sylvia Telles, um dos ícones da Bossa Nova) lançaria em 1995 um álbum-tributo composições de Cartola e Nelson Cavaquinho. Em 1998, Elton Medeiros e Nelson Sargento gravaram o álbum "Só Cartola". Medeiros também se apresentou com a cantora Márciano espetáculo "Cartola 90 anos", que resultaria em um álbum lançado pelo SESC de São Paulo. Naquele mesmo ano, o grupo Arranco (ex-Arranco de Varsóvia) lançou o álbum "Samba de Cartola".
Em 2001, a RCA relançou em CD o disco "Verde que te quero rosa". Naquele mesmo ano, foi fundado o Centro Cultural Cartola tendo por base a obra do compositor. Em 2002, o cantor Ney Matogrosso lançou o álbum "Cartola", com repertório todo dedicado ao compositor da Mangueira. Em 2003, a neta de Cartola descobriu uma pasta vários letras inéditas que teriam de ser musicadas. Ainda naquele ano, Beth Carvalho lançou o álbum "Beth Carvalho canta Cartola". Em 2004, o espetáculo "Obrigado Cartola", de Sandra Louzada, com direção de Vicente Maiolino, estreou no Centro Cultural Banco do Brasil. O musical contava a vida do compositor e apresentava sambas clássicos. Naquele mesmo ano, foi lançado pela Editora Moderna o livro "Cartola", de Monica Ramalho.
Em 2007, foi lançado o filme "Cartola - Música para os Olhos", com direção de Lírio Ferreira e Hilton Lacerda.
Em 2008, esquecido no ano de seu centenário pela Estação Primeira de Mangueira que ajudou a fundar, foi, no entanto homenageado pela Paraíso do Tuiuti com o enredo "Cartola, teu cenário é uma beleza" que ajudou a escola de São Cristóvão a subir para o grupo de Acesso A. Dentro das comemorações pelo seu centenário, foi lançado pelo selo Biscoito Fino "Viva Cartola - 100 anos", que incluiu gravações lançadas em outros discos e que continha uma única faixa inédita, "Basta de Clamares Inocência" - gravada por Martinália. "Pranto de Poeta" – BMG


Obras

Discografia
Oficiais
1974 - "Cartola"
1976 - "Cartola"
1977 - "Verde Que Te Quero Rosa"
1978 - "Cartola 70 Anos"
1982 - "Cartola - Ao Vivo"
1982 - "Cartola - Documento Inédito"
[editar]Canções Clássicas
"Que Infeliz Sorte!" (1931, canção lançada por Francisco Alves)
"Divina Dama" - álbum "História da música popular brasileira" (RCA, 1970)
"Quem Me Vê Sorrindo" com Carlos Cachaça - álbum "Cartola"
"O Sol Nascerá" com Elton Medeiros - álbum "Cartola"
"Alvorada" com Carlos Cachaça e Herminio Bello de Carvalho- álbum "Cartola"
"Tive Sim" - álbum "Cartola"
"O Mundo É Um Moinho" - álbum "Cartola"
"Peito Vazio" com Elton Medeiros - álbum "Cartola"
"As Rosas Não Falam" - álbum "Cartola"
"Cordas de Aço" - álbum "Cartola"
"Autonomia" - álbum "Verde Que Te Quero Rosa"
"Tempos Idos" com Carlos Cachaça - álbum "Verde Que Te Quero Rosa"
[editar]Participações
1942 - "Native Brazilian Music" - Leopold Stokowski
1967 - "A Enluarada Elizeth" - Elizeth Cardoso (participação em "Seleção de Sambas da Mangueira")
1968 - "Fala Mangueira!" - Odete Amaral, Cartola, Clementina de Jesus, Nelson Cavaquinho, Carlos Cachaça
1970 - "História da música popular brasileira" - Cartola e Nelson Cavaquinho
1974 - "História das escolas de samba: Mangueira" - Vários Artistas
1975 - "MPB - 100 ao vivo" - Vários artistas
1980 - "E Vamos À Luta" - Alcione (participa da faixa "Eu Sei", de sua autoria)
1993 - "No Tom da Mangueira" - Tom Jobim e Velha Guarda da Mangueira (incluída sua gravação de "Não quero mais amar a ninguém")
Não-oficiais
1977 - "Cartola" - este disco faz parte da coleção Nova História da Música Popular Brasileira vem acompanhado de fascículo, fotos, ilustração de Elifas Andreatoe as letras das músicas
1980 - "Adeus, mestre Cartola"
1982 - "Cartola - História da MPB"
1999 - "O Sol Nascerá"
2001 - "A música brasileira deste século por seus autores e intérpretes"
[editar]Homenagens e Tributos
1984 - "Cartola, Entre Amigos" - Vários Artistas
1987 - "Cartola – 80 Anos" - Por Leny Andrade
1988 - "Cartola - Bate outra vez..." - Vários Artistas
1995 - "Claudia Telles Interpreta Nelson Cavaquinho e Cartola" - Por Claudia Telles
1998 - "Sambas de Cartola" - Grupo Arranco
1998 - "Só Cartola" - Por Élton Medeiros e Nelson Sargento
1998 - "Cartola – 90 Anos" - Por Élton Medeiros e Márcia
2002 - "Cartola" - Por Ney Matogrosso
2003 - "Beth Carvalho canta Cartola" - Por Beth Carvalho
2008 - "Viva Cartola! 100 Anos" - Vários Artistas
DVD
2007 - MPB Especial 1974
[editar]Filmografia
1958 - "Orfeu Negro" (participação especial)
1963 - "Ganga Zumba"
1968 - "Os Marginais" (participação especial)
2006 - "Cartola - Música para os Olhos" (cine-biografia)

domingo, 29 de maio de 2011

Essa mulher-Joyce e Ana Terra (vídeo e letra)

Composição : Joyce/A.Terra
De manhã cedo essa senhora se conforma
Bota a mesa, tira o pó, lava a roupa, seca os olhos
Ah. como essa santa não se esquece de pedir pelas mulheres
Pelos filhos, pelo pão
Depois sorri, meio sem graça
E abraça aquele homem, aquele mundo
Que a faz assim, feliz
De tardezinha essas menina se namora
Se enfeita se decora, sabe tudo, não faz mal
Ah, como essa coisa é tão bonita
Ser cantora, ser artista
Isso tudo é muito bom
E chora tanto de prazer e de agonia
De algum dia qualquer dia
Entender de ser feliz
De madrugada essa mulher faz tanto estrago
Tira a roupa, faz a cama, vira a mesa, seca o bar
Ah, como essa louca se esquece
Quanto os homens enlouquece
Nessa boca, nesse chão
Depois parece que acha graça
E agradece ao destino aquilo tudo
Que a faz tão infeliz
Essa menina, essa mulher, essa senhora
Em que esbarro toda hora
No espelho casual
É feita de sombra e tanta luz
De tanta lama e tanta cruz
Que acha tudo natural.

Jorge Aragão-Voce abusou (vídeo e letra)

composição Antonio Carlos & Jocafi

Tom: C

A7+ E/G# Em/G F#7
Você abusou
Bm/F# D Dm7 E7
Tirou partido de mim, abusou
A7+ E/G# Em/G F#7
Tirou partido de mim, abusou
Bm7 D E7/9- E7
Tirou partido de mim abusou

Am
Mas não faz mal
Am/G Dm7 F
É tão normal ter desamor
G/F C/Bb
É tão cafona sofrer dor
C/E
Que eu já nem sei
Bm7/5- F E7 Am
Se é meninice ou cafonice o meu amor
Am/G Dm/F
Se o quadradismo dos meus versos
G/F C/Bb
Vai de encontro aos intelectos
F7+ Bm5-/7 E7
Que não usam o coração como expressão

A7+ E/G# Em/G F#7
Você abusou...

Am Am/G Dm/F
Que me perdoem, se eu insisto neste tema
G/F C/Bb
Mas não sei fazer poema
C/E Bm7/5- E7
Ou canção que fale de outra coisa que
Am
Não seja o amor
Am/G Dm/F
Se o quadradismo dos meus versos
G/F C/Bb
Vai de encontro aos intelectos
F7+ Bm7/5- E7
Que não usam o coração como expressão

A7+ E/G# Em/G F#7
Você abusou...

Enredo do Meu Samba Jorge Aragão(vídeo e letra)

Não entendi o enredo
Desse samba amor
Já desfilei na passarela do teu
Coração
Gastei a subvenção
Do amor que você me entregou
Passei pro segundo grupo e com razão
Passei pro segundo grupo e com razão (Não entendi)
Meu coração carnavalesco
Não foi mais que um adereço
Teve um dez em fantasia
Mas perdeu em harmonia
Sei que atravessei um mar
De alegorias
Desclassifiquei o amor de tantas alegrias
Agora sei
Desfilei sob aplausos da ilusão
E hoje tenho esse samba de amor, por comissão
Fim do o carnaval
Nas cinzas pude perceber
Na apuração perdi você

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Emilio Santiago-Trocando em miudos(vídeo e letra)


Composição : Chico Buarque & Francis Hime
Eu vou lhe deixar a medida do Bonfim
Não me valeu
Mas fico com o disco do Pixinguinha, sim!
O resto é seu
Trocando em miúdos, pode guardar
As sobras de tudo que chamam lar
As sombras de tudo que fomos nós
As marcas de amor nos nossos lençóis
As nossas melhores lembranças
Aquela esperança de tudo se ajeitar
Pode esquecer
Aquela aliança, você pode empenhar
Ou derreter
Mas devo dizer que não vou lhe dar
O enorme prazer de me ver chorar
Nem vou lhe cobrar pelo seu estrago
Meu peito tão dilacerado
Aliás
Aceite uma ajuda do seu futuro amor
Pro aluguel
Devolva o Neruda que você me tomou
E nunca leu
Eu bato o portão sem fazer alarde
Eu levo a carteira de identidade
Uma saideira, muita saudade
E a leve impressão de que já vou tarde.

A miragem-Marcus Viana (vídeo e letra)



Ah! Se pudéssemos contar
As voltas que a vida dá
Prá que a gente possa
Encontrar um grande amor...
É como se pudéssemos contar
Todas estrelas do céu
Os grãos de areia desse mar
Ainda assim...
Pobre coração
O dos apaixonados
Que cruzam o deserto
Em busca de um oásis em flor
Arriscando tudo por
Uma miragem
Pois sabem que há uma fonte
Oculta nas areias...
Bem aventurados
Os que dela bebem
Porque para sempre
Serão consolados...
Somente por amor
A gente põe a mão
No fogo da paixão
E deixa se queimar
Somente por amor...
Movemos terra e céus
Rasgando sete véus
Saltamos do abismo
Sem olhar prá trás
Somente por amor
E a vida se refaz...
Somente por amor
A gente põe a mão
No fogo da paixão
E deixa se queimar
Somente por amor...
Movemos terra e céus
Rasgando sete véus
Saltamos do abismo
Sem olhar prá trás
Somente por amor
A vida se refaz
E a morte não é mais
Prá nós!...

Nara Leão-Calix bento (vídeo e letra)

Composição : Folclore Mineiro / Adaptação: Tavinho Moura
Ó Deus salve o oratório
Ó Deus salve o oratório
Onde Deus fez a morada
Oiá, meu Deus, onde Deus fez a morada, oiá
Onde mora o calix bento
Onde mora o calix bento
E a hóstia consagrada
Óiá, meu Deus, e a hóstia consagrada, oiá
De Jessé nasceu a vara
De Jessé nasceu a vara
E da vara nasceu a flor
Oiá, meu Deus, da vara nasceu a flor, oiá
E da flor nasceu Maria
E da flor nasceu Maria
De Maria o Salvador
Oiá, meu Deus, de Maria o Salvador, oiá

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Índios-Engenheiros do Hawai (vídeo e letra)

Composição : Renato Russo
Quem me dera
Ao menos uma vez
Ter de volta todo o ouro
Que entreguei a quem
Conseguiu me convencer
Que era prova de amizade
Se alguém levasse embora
Até o que eu não tinha
Quem me dera
Ao menos uma vez
Esquecer que acreditei
Que era por brincadeira
Que se cortava sempre
Um pano-de-chão
De linho nobre e pura seda
Quem me dera
Ao menos uma vez
Explicar o que ninguém
Consegue entender
Que o que aconteceu
Ainda está por vir
E o futuro não é mais
Como era antigamente.
Quem me dera
Ao menos uma vez
Provar que quem tem mais
Do que precisa ter
Quase sempre se convence
Que não tem o bastante
Fala demais
Por não ter nada a dizer.
Quem me dera
Ao menos uma vez
Que o mais simples fosse visto
Como o mais importante
Mas nos deram espelhos
E vimos um mundo doente.
Quem me dera
Ao menos uma vez
Entender como um só Deus
Ao mesmo tempo é três
E esse mesmo Deus
Foi morto por vocês
Sua maldade, então
Deixaram Deus tão triste.
Eu quis o perigo
E até sangrei sozinho
Entenda!
Assim pude trazer
Você de volta pra mim
Quando descobri
Que é sempre só você
Que me entende
Do iní­cio ao fim.
E é só você que tem
A cura pro meu vício
De insistir nessa saudade
Que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.
Quem me dera
Ao menos uma vez
Acreditar por um instante
Em tudo que existe
E acreditar
Que o mundo é perfeito
E que todas as pessoas
São felizes...
Quem me dera
Ao menos uma vez
Fazer com que o mundo
Saiba que seu nome
Está em tudo e mesmo assim
Ninguém lhe diz
Ao menos, obrigado.
Quem me dera
Ao menos uma vez
Como a mais bela tribo
Dos mais belos índios
Não ser atacado
Por ser inocente.
Eu quis o perigo
E até sangrei sozinho
Entenda!
Assim pude trazer
Você de volta pra mim
Quando descobri
Que é sempre só você
Que me entende
Do início ao fim.
E é só você que tem
A cura pro meu vício
De insistir nessa saudade
Que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.
Nos deram espelhos
E vimos um mundo doente
Tentei chorar e não consegui.

domingo, 22 de maio de 2011

Edu Lobo-Na ilha de Lia,no barco de Rosa (vídeo e letra)

Composição : Edu Lobo / Chico Buarque
Quando adormecia na ilha de Lia, meu Deus eu só vivia a sonhar
Que passava ao largo no barco de Rosa e queria aquela ilha abordar
Prá dormir com Lia que via que eu ia sonhar dentro do barco de Rosa
Rosa que se ria e dizia nem coisa com coisa
Era uma armadilha de Lia com Rosa com Lia, eu não podia escapar
Girava num barco num lago no centro da ilha num moinho de mar
Era estar com Rosa nos braços de Lia, era Lia com balanço de Rosa
Era tão real, era devaneio
Era meio a meio, meio Rosa, meio Lia, meio
Rosa,meio dia,meia-lua,meio Lia,meio
Era uma partilha de Rosa com Lia, com Rosa, eu não podia esperar
Na feira do porto, meu corpo, minh'alma, meus sonhos vinham negociar
Era poesia nos pratos de Rosa, era prosa na balança de Lia
Era tão real, era devaneio
Era meio a meio, meio Lia, meio Rosa, meio
Lia, meia lua, meio dia, meio Rosa, meio
Na ilha de Lia, de Lia, de Lia

O Ouro e a Madeira Os Originais do Samba (vídeo e letra)

Composição : Ederal Gentil / Edil Pacheco
O ouro afunda no mar
Madeira fica por cima
Ostra nasce do lodo
Gerando pérolas finas
Não queria ser o mar
me bastava a fonte
Muito menos ser a rosa
simplesmente o espinho
Não queria ser caminho
porém o atalho
Muito menos ser a chuva
apenas o orvalho
Não queria ser o dia
só a alvorada
Muito menos ser o campo
me bastava o grão
Não queria ser a vida
porém o momento
Muito menos ser concerto
apenas a canção

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Lô Borges-Sonho real (vídeo e letra)

Composição : Lô Borges / Ronaldo Bastos
A primeira vista
A paixão não tem defesa
Tem de ser um grande artista
Pra querer se segurar
Faz tremer a perna
Faz a bela virar fera
Quando alguém que a gente espera
Quer se chegar
Só de pensar
Já me faz mais feliz
Nem bem o amor começa
Eu já quero bis
Chega e instala a beleza
No mesmo momento. . .
Ilusão tão boa
Quanto o astral de uma pessoa
Chega junto, roça a pele
E já quer se enroscar
Lê seu pensamento
Paralisa seu momento
Ao se encostar
Sonho real faz surpresa pra mim
e transe o meu destino com alguém assim
Chega e instala a beleza
No mesmo momento...
Felicidade pode estar pelo sim
Às vezes do seu lado
Tem alguém afin
Chega e instala a beleza
Momento de sonho real
Vem andar comigo
Numa beira de estrada
Desse lado ensolarado
Que eu achei pra caminhar
Vem meu anjo torto
Abusar do meu conforto
Ser meu bem em cada porto
Que eu ancorar
Sonho real faz surpresa pra mim
e transe o meu destino com alguém assim
Chega e instala a beleza
Momento de sonho real

Johnny Love-Grupo Metrô (vídeo e letra)

Composição : Metro
Tô ligando pra você há 4 dias
Sempre aquela voz metálica repete
Deixe seu recado ou ligue depois
Tô andando pelas ruas sem sentido
Tipo um animal selvagem e aflito
Tudo é mistério longe de você
É feito um sinal vermelho no meu coração
Nenhum fato concreto no salão
Chamo o seu nome: Johnny Love, Love, Love...
Grito o seu nome: Johnnyyyyy oh, hoo...
Chamo o seu nome: Johnny Love, Love...
Grito o seu nome: Johnnyyyyyyy...
Johnny... Love...

Panis Et Circenses-Os Mutantes (vídeo e letra)

Composição : Gilberto Gil e Caetano Veloso
Eu quis cantar
Minha canção iluminada de sol
Soltei os panos sobre os mastros no ar
Soltei os tigres e os leões nos quintais
Mas as pessoas da sala de jantar
São ocupadas em nascer e morrer
Mandei fazer
De puro aço luminoso um punhal
Para matar o meu amor e matei
As cinco horas na Avenida Central
Mas as pessoas da sala de jantar
São ocupadas em nascer e morrer
Mandei plantar
Folhas de sonhos no jardim do solar
As folhas sabem procurar pelo sol
E as raízes procurar, procurar
Mas as pessoas da sala de jantar
Essas pessoas da sala de jantar
São as pessoas da sala de jantar
Essas pessoas da sala de jantar
São ocupadas em nascer e morrer

terça-feira, 17 de maio de 2011

Edu Lobo - A moça do sonho (vídeo e letra)

Súbito me encantou
A moça em contraluz
Arrisquei perguntar: quem és?
Mas fraquejou a voz
Sem jeito eu lhe pegava as mãos
Como quem desatasse um nó
Soprei seu rosto sem pensar
E o rosto se desfez em pó

Por encanto voltou
Cantando a meia voz
Súbito perguntei: quem és?
Mas oscilou a luz
Fugia devagar de mim
E quando a segurei, gemeu
O seu vestido se partiu
E o rosto já não era o seu

Há de haver algum lugar
Um confuso casarão
Onde os sonhos serão reais
E a vida não
Por ali reinaria meu bem
Com seus risos, seus ais, sua tez
E uma cama onde à noite
Sonhasse comigo
Talvez

Um lugar deve existir
Uma espécie de bazar
Onde os sonhos extraviados
Vão parar
Entre escadas que fogem dos pés
E relógios que rodam pra trás
Se eu pudesse encontrar meu amor
Não voltava
Jamais

Beijo Partido Nana Caymmi (vídeo e letra)


Composição : Toninho Horta
Sabe, eu não faço fé nessa minha loucura
E digo
Eu não gosto de quem me arruina em pedaços
E Deus é quem sabe de ti
E eu não mereço um beijo partido
Hoje não passa de um dia perdido no tempo
E fico longe de tudo o que sei
Não se fala mais nisso, eu sei
Eu serei pra você o que não me importa saber
Hoje não passa de um vaso quebrado no peito
E grito
Olha o beijo partido
Onde estará a rainha que a lucidez escondeu?
Hoje não passa de um vaso quebrado no peito...

Renato Russo-Piu o meno (vídeo e letra)

Più vivi e meno sai
Più spendi e meno hai.
Più o meno, sei qui.
In lista anche tu...
Chissà se uscirà, il tuo terno.
Chissà!
Più o meno umanità
Più o meno libertà.
Chi vola, e chi no
Chi vorrebbe... e non può
Più o meno sinceri
Futuri robots
No! Mentirsi, no!
Ferirsi, no! Tradirsi, no!
Se poi, scopri che, il male tuo,
È dentro di te
Se potessi chiamare amore,
La rabbia, che ho dentro me
Potessi ricominciare,
Ricomincerei con te
Ricominciamo!
Ricominciamo!
Ho un'anima in più
Più vera, di più...
Se resti con me,
Tornerò ad essere un re!
Ricominciamo!
No! Fermarsi, no!
Fuggire, no!
Perdersi, no!
Se oscurassimo i sentimenti,
Sarebbe notte, e poi...
Pianeti spenti
Stelle cadenti, noi!
Fa che non sia così!

Garoto De Aluguel Zé Ramalho (vídeo e letra)

Composição : Zé Ramalho
Baby!
Dê-me seu dinheiro
Que eu quero viver
Dê-me seu relógio
Que eu quero saber
Quanto tempo falta
Para lhe esquecer
Quanto vale um homem
Para amar você...
Minha profissão
É suja e vulgar
Quero um pagamento
Para me deitar
E junto com você
Estrangular meu riso
Dê-me seu amor
Dele não preciso...
Oh! Oh! Oh!
Oh! Oh! Oh!
Oooooooooh!
Baby!
Nossa relação
Acaba-se assim
Como um caramelo
Que chegasse ao fim
Na boca vermelha
De uma dama louca
Pague meu dinheiro
E vista sua roupa...
Deixe a porta aberta
Quando for saindo
Você vai chorando
E eu fico sorrindo
Conte pr'as amigas
Que tudo foi mal
(Tudo foi mal!)
Nada me preocupa
De um marginal...
Oh! Oh! Oh!
Oh! Oh! Oh!
Oooooooooh!
Baby!
Dê-me seu dinheiro
Que eu quero viver
Dê-me seu relógio
Que eu quero saber
Quanto tempo falta
Para lhe esquecer
Quanto vale um homem
Para amar você...
Minha profissão
É suja e vulgar
Quero um pagamento
Para me deitar
E junto com você
Estrangular meu riso
Dê-me seu amor
Que dele não preciso...
Oh! Oh! Oh!
Oh! Oh! Oh!
Oooooooooh!
Baby!
Nossa relação
Acaba-se assim
Como um caramelo
Que chegasse ao fim
Na boca vermelha
De uma dama louca
Pague meu dinheiro
E vista sua roupa...
Deixe a porta aberta
Quando for saindo
Você vai chorando
E eu fico sorrindo
(Vá!)
Conte pr'as amigas
Que tudo foi mal
(Tudo foi mal!)
Nada me preocupa
De um marginal...
Oh! Oh! Oh!
Oh! Oh! Oh!
Oooooooooh!
Oooooooooh!

domingo, 15 de maio de 2011

Agepê-De amor é bom (vídeo e letra)


Um lindo canto
Com gosto de viver
Pintou bonito
E ganhou meu coração
Ah, como é bom viver
É bom viver de amor
E até morrer
De amor é bom
É bom se ter poder
Porque poder pode poder
É bom agente ter
O que ninguém pôde ganhar
Saber o que será
O dia de amanhã
Comer, beber, dormir, sonhar
E ser um bon-vivant
O amor não quer poder
Não quer dinheiro não
O amor não quer beber
O vinho da ilusão
O amor é bem querer
É a fonte da emoção
Então lugar de amor
É mesmo o coração

Dory Caymmi-Essa mulher (vídeo e letra)

Composição : Joyce/A.Terra
De manhã cedo essa senhora se conforma
Bota a mesa, tira o pó, lava a roupa, seca os olhos
Ah. como essa santa não se esquece de pedir pelas mulheres
Pelos filhos, pelo pão
Depois sorri, meio sem graça
E abraça aquele homem, aquele mundo
Que a faz assim, feliz
De tardezinha essas menina se namora
Se enfeita se decora, sabe tudo, não faz mal
Ah, como essa coisa é tão bonita
Ser cantora, ser artista
Isso tudo é muito bom
E chora tanto de prazer e de agonia
De algum dia qualquer dia
Entender de ser feliz
De madrugada essa mulher faz tanto estrago
Tira a roupa, faz a cama, vira a mesa, seca o bar
Ah, como essa louca se esquece
Quanto os homens enlouquece
Nessa boca, nesse chão
Depois parece que acha graça
E agradece ao destino aquilo tudo
Que a faz tão infeliz
Essa menina, essa mulher, essa senhora
Em que esbarro toda hora
No espelho casual
É feita de sombra e tanta luz
De tanta lama e tanta cruz
Que acha tudo natural.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Lázaro Ramos-Candeal de Santo Antonio (vídeo e letra)


Antonio Candeal de Santo Antonio
O nosso padroeiro que nos deu
a fé e o festejar do matrimonio
nós todos, somos filhos teu
cantamos tão fiéis a ti Antonio
gostamos de chamá-lo de Ogum
Antonio, um ser humano
santo e franciscano
Antonio,Antonio, Antonio,Antonio
Antonio santo, Antonio, Antonio
Antonio santo.
Dai-nos a luz, interceda por nós todos,
junto a Jesus.
Antonio santo, Antonio, Antonio
Antonio santo
Dai-nos a paz, interceda por nós todos.
mortais
Ogum é de Irê, Irê, Irê...
Ogum é de Même, Même, Même...
Ogum é de Nêne, Nêne, Nêne
Ogum Xoroquê é Táta Malembê.(2x)
Ogum Xoroquê é Táta Malembê.(2x)

Antonio Portugal de Santo Antonio.

Milton Nascimento Canção do novo mundo (vídeo e letra)

Quem sonhou
Só vale se já sonhou demais
Vertente de muitas gerações
Gravado em nosso corações
Um nome se escreve fundo
As canções em nossa memória
Vão ficar
Profundas raízes vão crescer
A luz das pessoas
Me faz crer
E eu sinto que vamos juntos
Oh! Nem o tempo amigo
Nem a força bruta
Pode um sonho apagar
Quem perdeu o trem da história por querer
Saiu do juízo sem saber
Foi mais um covarde a se esconder
Diante de um novo mundo
Quem souber dizer a exata explicação
Me diz como pode acontecer
Um simples canalha mata um rei
Em menos de um segundo
Oh! Minha estrela amiga
Porque você não fez a bala parar
Oh! Nem o tempo amigo
Nem a força bruta
Pode um sonho apagar
Quem perdeu o trem da história por querer
Saiu do juízo sem saber
Foi mais um covarde a se esconder
Diante de um novo mundo

terça-feira, 10 de maio de 2011

Gilberto Gil-Não chores mais (vídeo e letra)

No Woman, No Cry
No Woman, No Cry
No Woman, No Cry
No Woman, No Cry...
Bem que eu me lembro
Da gente sentado ali
Na grama do aterro, sob o sol
Ob-observando hipócritas
Disfarçados, rondando ao redor...
Amigos presos
Amigos sumindo assim
Prá nunca mais
Tais recordações
Retratos do mal em si
Melhor é deixar prá trás...
Não, não chore mais
Não, não chore mais
Oh! Oh!
Não, não chore mais
Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!
Não, não chore mais
Hê! Hê!...
Bem que eu me lembro
Da gente sentava ali
Na grama do aterro, sob o céu
Ob-observando estrelas
Junto à fogueirinha de papel...
Quentar o frio
Requentar o pão
E comer com você
Os pés, de manhã, pisar o chão
Eu sei a barra de viver...
Mas, se Deus quiser!
Tudo, tudo, tudo vai dar pé
Tudo, tudo, tudo vai dar pé
Tudo, tudo, tudo vai dar pé
Tudo, tudo, tudo vai dar pé
Tudo, tudo, tudo vai dar pé
Tudo, tudo, tudo vai dar pé...
No Woman, No Cry
No Woman, No Cry
No Woman, No Cry
Uh! Uh! Uh!...
Não, não chore mais
Menina não chore assim!
Não, não chore mais
Oh! Oh! Oh!
No Woman, No Cry
No Woman, No Cry
Não, não chore mais
Não chore assim
Não, não chore mais
Hê! Hê!

Paulinho Nogueira (biografia)


Paulo Artur Mendes Pupo Nogueira, conhecido por Paulinho Nogueira (Campinas8 de outubro de 1929 — São Paulo2 de agosto de 2003) foi um músico compositorcantorviolonista e professor brasileiro.
Nascido em Campinas8 de outubro de 1929, teve sua ocupação principal como desenhista, mas não conseguiu prosseguir na carreira e resolveu viver da música como autodidata.Filho de um violinista, começou a tocar violão em Campinas aos 10 anos, com um dos irmãos. Influenciado por Garoto, que ouvia nos programas de rádio, passou a se interessar mais pelo instrumento. Aos 19 anos foi para São Paulo trabalhar como desenhista, mas, sem emprego, passou a tocar violão em casas noturnas, atividade que se estendeu por oito anos. Em 1960 gravou o primeiro disco, "A Voz do Violão", instrumental, e mais tarde revelou-se como cantor também. Com o estouro da bossa nova na década de 60, intensificou sua atividade de professor de violão, tornando-se um dos mais procurados, desenvolvendo um método próprio de ensino. Por essa época tocava freqüentemente no programa O Fino da Bossa, da TV Record, ao lado de Baden Powell e Rosinha de Valença. Alguns de seus sucessos foram "Menina", "Bachianinha" e "Menino Desce Daí". Em 1969 inventou um novo instrumento, a craviola, que mistura sons de cravo e viola com suas 12 cordas. Permanece em atividade até hoje, gravando discos (em 1995 lançou "Coração Violão") e se apresentando.Desde a infância manifestou tendência para as artes, principalmente desenho e música, através do violão. Começou a tocar violão aos dez anos de idade. Viveu em Campinas até terminar o colegial, quando mudou-se para São Paulo. Foi professor de violão e desenvolveu um método próprio de ensino do instrumento. É o inventor da craviola. Morreu de infarte na cidade de São Paulo.
Exímio violonista, foi também um grande compositor, tanto de músicas instrumentais (famosas inclusive fora do Brasil, como as suas Bachianinhas), quanto de músicas com letra. Foi inventor da Craviola, e "... primeiro mestre..." de Toquinho.Teve músicas gravadas por grandes nomes como:Jane DubocJair RodriguesYamandú CostaBadi Assad, entre muitos outros.
Faleceu em São Paulo em 2 de agosto de 2003.
Discografia:

  • "A voz do violão" (1959) Columbia LP
  • "Brasil, violão e sambalanço" (1960) RGE LP
  • "Menino desce daí/Tema do boneco de palha" (1961) RGE 78
  • "Sambas de ontem e de hoje" (1961) RGE LP
  • "Outros sambas de ontem e de hoje" (1962) RGE LP
  • "Mais sambas de ontem e de hoje" (1963) RGE LP
  • "A nova bossa e o violão" (1964) RGE LP
  • "O fino do violão" (1965) RGE LP
  • "Sambas e marchas da nova geração" (1966) RGE LP
  • "Paulinho Nogueira" (1967) RGE LP
  • "Um festival de violão" (1968) RGE LP
  • "Paulinho Nogueira canta suas composições" (1970) RGE LP
  • "Dez bilhões de neurônios" (1972) Continental LP
  • "Paulinho Nogueira, violão e samba" (1973) Continental 10.108
  • "Simplesmente" (1974) Continental LP
  • "Moda de craviola" (1975) Continental LP
  • "Antologia do violão" (1976) Phonogram LP
  • "Nas asas do moinho" (1979) Alequim LP
  • "O fino do violão volume 2" (1980) Bandeirantes/WEA LP
  • "Tom Jobim – Retrospectiva" (1981) Cristal/WEA LP
  • "Água branca" (1983) Eldorado LP
  • "Tons e semitons" (1986) Independente LP
  • "Late night guitar - The brazilian sound of Paulinho Nogueira" (1992) CD
  • "Coração violão" (1995) Movieplay CD
  • "Brasil musical - Série música viva - Paulinho Nogueira e Alemã" (1996) Tom Brasil CD
  • "Sempre amigos" (1999) Movieplay CD
  • "Chico Buarque - Primeiras composições" (2002) Trama CD




Paulo Moura Sonoroso (biografia)


Moura era considerado um dos principais nomes da música instrumental do Brasil.
Paulo Moura fez muitas parcerias com a cantora Maysa de 1969 a 1975. Em shows na Boate Igrejinha, e no Especial da Tv Cultura "MaysaEstudos".
Em 1982, compôs a trilha sonora do filme O Bom Burguês, dirigido por Oswaldo Caldeira.
Em 2005 fez turnê nacional e internacional do espetáculo Homenagem a Tom Jobim, ao lado de ArmandinhoYamandú Costa e Marcos Suzano.
Participou do documentário Brasileirinho, do finlandês Mika Kaurismaki, que em 2005 foi uma das atrações da mostra Fórum do Festival de Berlim. Sua última apresentação foi no Copacabana Palace em um evento da Sachal Records.
O músico estava internado na Clínica São Vicente, no Rio de Janeiro, desde o dia 4 de julho com um linfoma (câncer do sistema linfático), e faleceu 8 dias depois.
Em 2011, um ano após sua morte, é lançado a biografia "Paulo Moura - Um Solo Brasileiro" de Halina Grynberg, sua esposa por 26 anos, que escreveu o livro baseado em entrevistas que ela fez com Paulo Moura.
Em 2012 é lançado o cd Paulo Moura & André Sachs "Fruto Maduro" pela gravadora Biscoito Fino , com dez musicas inéditas, um de seus ultimos trabalhos autorais. resultado de uma parceria entre os dois músicos que começou em 2004 e duraria até os momentos finais do maestro. A ultima gravação registrada no disco foi feita em 25 de marco de 2010, alguns meses antes do falecimento de Paulo. No dia 21 de Junho de 2012, é inaugurado o Teatro Paulo Moura, um dos maiores e mais bem equipados teatros do interior de São Paulo em São José do Rio Preto, terra natal do músico.
Composições:




  • Ao velho Pedro
  • Cadenguê (com Maria Vasco)
  • Dia de comício
  • Diálogo (Para a Paz Mundial) (com Alex Meireles)
  • Dois sem Vergonha (com Wagner Tiso)
  • Domingo no Orfeão Portugal
  • Festas da Xica
  • Fibra (com Eloir de Morais)
  • Folia Nordestina (com Alex Meireles)
  • Guadeloupe
  • Linda
  • Mandrake (com Wagner Tiso)
  • Mulatas, etc e tal
  • Rio Negro (com Jorge Degas)
  • Rio Nocturne (com Maria Vasco)
  • Tarde de Chuva
  • Tempos Felizes
  • Tumbalele (com Wagner Tiso)
  • Andina (com André Sachs)
  • Chorinho pra Mignone (com André Sachs)
  • Macunaíma (com André Sachs)
  • Coquetel (com André Sachs & Benita Michahelles)