domingo, 31 de julho de 2011

Brincando Com a Vida Belchior (vídeo e letra)


Composição: Belchior
Eu escolhi a vida como minha namorada,
com quem vou brincar de amor a noite inteira.
Eu estou sempre em perigo
e a minha vida sempre está por um triz.
Se vejo correr uma estrela no céu, eu digo:
- Deus te guie, zelação. Amanhã vou ser feliz.
É caminhando que se faz o caminho.
( Quem dera a juventude a vida inteira.)
Eu escolhi a vida como minha namorada,
com quem vou brincar de amor a noite inteira.
Vida, eu quero me queimar no teu fogo sincero.
(Espero que a aurora chegue logo.)
Vida, eu não aceito, não! A tua paz,
porque meu coração é delinquente juvenil
suicida sensível demais.
Vida, minha adolescente companheira,
a vertigem, o abismo, me atrai:
é esta a minha brincadeira.
Eu estou sempre em perigo:
o dia D, a hora H, a corda bamba,
o bang, o clic do gatilho...
Vida, agora eu te conheço.
(Calma! A tudo eu prefiro a minha alma.
E quero que isto seja o meu brilho.)
Vida agora eu te conheço.
(Calma! A tudo eu prefiro a minha alma.
E quero que isto seja o meu brilho
e o meu preço.)

sábado, 30 de julho de 2011

Não Leve Flores Belchior (vídeo e letra)


Composição: Belchior
Não cante vitória muito cedo, não.
Nem leve flores para a cova do inimigo,
que as lágrimas do jovem
são fortes como um segredo:
podem fazer renascer um mal antigo.
Tudo poderia ter mudado, sim,
pelo trabalho que fizemos - tu e eu.
Mas o dinheiro é cruel
e um vento forte levou os amigos
para longe das conversas, dos cafés e dos abrigos,
e nossa esperança de jovens não aconteceu, não, não.
Palavra e som são meus caminhos pra ser livre,
e eu sigo, sim.
Faço o destino com o suor de minha mão.
Bebi, conversei com os amigos ao redor de minha mesa
e não deixei meu cigarro se apagar pela tristeza.
- Sempre é dia de ironia no meu coração.
Tenho falado à minha garota:
- Meu bem, é difícil saber o que acontecerá.
Mas eu agradeço ao tempo.
o inimigo eu já conheço.
Sei seu nome, sei seu rosto, residência e endereço.
A voz resiste. A fala insiste: você me ouvirá.
A voz resiste. A fala insiste: quem viver verá.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Apenas um Rapaz Latino-Americano Belchior (vídeo e letra)


Composição: Belchior
Eu sou apenas um rapaz
Latino-Americano
Sem dinheiro no banco
Sem parentes importantes
E vindo do interior...
Mas trago, de cabeça
Uma canção do rádio
Em que um antigo
Compositor baiano
Me dizia
Tudo é divino
Tudo é maravilhoso...(2x)
Tenho ouvido muitos discos
Conversado com pessoas
Caminhado meu caminho
Papo, som, dentro da noite
E não tenho um amigo sequer
Que ainda acredite nisso
Não, tudo muda!
E com toda razão...
Eu sou apenas um rapaz
Latino-Americano
Sem dinheiro no banco
Sem parentes importantes
E vindo do interior...
Mas sei
Que tudo é proibido
Aliás, eu queria dizer
Que tudo é permitido
Até beijar você
No escuro do cinema
Quando ninguém nos vê...(2x)
Não me peça que eu lhe faça
Uma canção como se deve
Correta, branca, suave
Muito limpa, muito leve
Sons, palavras, são navalhas
E eu não posso cantar como convém
Sem querer ferir ninguém...
Mas não se preocupe meu amigo
Com os horrores que eu lhe digo
Isso é somente uma canção
A vida realmente é diferente
Quer dizer!
A vida é muito pior...
E eu sou apenas um rapaz
Latino-Americano
Sem dinheiro no banco
Por favor
Não saque a arma no "saloon"
Eu sou apenas o cantor...
Mas se depois de cantar
Você ainda quiser me atirar
Mate-me logo!
À tarde, às três
Que à noite
Tenho um compromisso
E não posso faltar
Por causa de vocês...(2x)
Eu sou apenas um rapaz
Latino-Americano
Sem dinheiro no banco
Sem parentes importantes
E vindo do interior
Mas sei que nada é divino
Nada, nada é maravilhoso
Nada, nada é sagrado
Nada, nada é misterioso, não...
Na na na na na na na na...

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Sandy-Melodia sentimental (vídeo e letra)


Composição: Heitor Vila-lobos / Dora Vasconcelos
Acorda, vem ver a lua
Que dorme na noite escura
Que surge tão bela e branca
Derramando doçura
Clara chama silente
Ardendo meu sonhar
As asas da noite que surgem
E correm no espaço profundo
Oh, doce amada, desperta
Vem dar teu calor ao luar
Quisera saber-te minha
Na hora serena e calma
A sombra confia ao vento
O limite da espera
Quando dentro da noite
Reclama o teu amor
Acorda, vem olhar a lua
Que brilha na noite escura
Querida, és linda e meiga
Sentir meu amor e sonhar

Heitor Villa-Lobos
O compositor brasileiro Heitor Villa-Lobos
Informação geral
Apelido Villa-Lobos
Nascimento 5 de março de 1887
Origem Rio de Janeiro
País Brasil
Data de morte 17 de novembro de 1959 (72 anos)
Destaca-se por ter sido o principal responsável pela descoberta de uma linguagem peculiarmente brasileira em música, sendo considerado o maior expoente da música do modernismo no Brasil, compondo obras que enaltecem o espírito nacionalista onde incorpora elementos das canções folclóricas, populares e indígenas.

ÍBiografia

Filho de Noêmia Monteiro Villa-Lobos e Raul Villa-Lobos, foi desde cedo incentivado aos estudos, pois sua mãe queria vê-lo médico.No entanto, Raul Villa-Lobos, pai do compositor, funcionário da Biblioteca Nacional e músico amador, deu-lhe instrução musical e adaptou uma viola para que o pequeno Heitor iniciasse seus estudos de violoncelo.Aos 12 anos, órfão de pai,[6] Villa-Lobos passou a tocar violoncelo em teatros, cafés e bailes; paralelamente, interessou-se pela intensa musicalidade dos "chorões", representantes da melhor música popular do Rio de Janeiro, e, neste contexto, desenvolveu-se também no violão. De temperamento inquieto, empreendeu desde cedo escapadas pelo interior do Brasil, primeiras etapas de um processo de absorção de todo o universo musical brasileiro.Em 1913 Villa-Lobos casou-se com a pianista Lucília Guimarães, indo viver no Rio de Janeiro.

Em 1922 Villa-Lobos participa da Semana da Arte Moderna, no Teatro Municipal de São Paulo. No ano seguinte embarca para Europa, regressando ao Brasil em 1924. Viaja novamente para a Europa em 1927, financiado pelo milionário carioca Carlos Guinle. Desta segunda viagem retorna em 1930, quando realiza turnê por sessenta e seis cidades. Realiza também nesse ano a " Cruzada do Canto Orfeônico" no Rio de Janeiro.Seu casamento com Lucília termina na década de 1930.Depois de operar-se de câncer em 1948, casa-se com Arminda Neves d'Almeida a Mindinha, uma ex-aluna, que depois de sua morte se encarrega da divulgação de uma obra monumental.O impacto internacional dessa obra fez-se sentir especialmente na França e EUA, como se verifica pelo editorial que o The New York Times dedicou-lhe no dia seguinte a sua morte.Villa-Lobos nunca teve filhos.

Embora tenha sido um dos mais importantes nomes da música a apresentar-se na Semana de Arte Moderna, Villa-Lobos não foi o único compositor a ser interpretado, também foram interpretadas obras de Debussy, por Guiomar Novaes, de Eric Satie, por Ernani Braga, que interpretou também "A Fiandeira", de Villa-Lobos.

Nas Danças características africanas (1914), entretanto, começou a repudiar os moldes europeus e a descobrir uma linguagem própria, que viria a se firmar nos bailados Amazonas e Uirapuru (1917). O compositor chega à década de 1920 perfeitamente senhor de seus recursos artísticos, revelados em obras como a Prole do Bebê, para piano, ou o Noneto (1923). Violentamente atacado pela crítica especializada da época,[16] viajou para a Europa em 1923 com o apoio do mecenas Carlos Guinle e, em Paris, tomou contato com toda a vanguarda musical da época.[17] Depois de uma segunda permanência na capital francesa (1927-1930), voltou ao Brasil a tempo de engajar-se nas novas realidades produzidas pela Revolução de 1930.
Apoiado pelo Estado Novo, Villa-Lobos desenvolveu amplo projeto educacional, em que teve papel de destaque o Canto Orfeônico, e que resultou na compilação do Guia prático (temas populares harmonizados).
À audácia criativa dos anos 1920 (que produziram as Serestas, os Choros, os Estudos para violão e as Cirandas para piano) seguiu-se um período "neobarroco", cujo carro-chefe foi a série de nove Bachianas brasileiras (1930-1945), para diversas formações instrumentais.[18] Em sua obra prolífera, o maestro combinou indiferentemente todos os estilos e todos os gêneros, introduzindo sem hesitação materiais musicais tipicamente brasileiros em formas tomadas de empréstimo à música erudita ocidental. Procedimento que o levou a aproximar, numa mesma obra, Johann Sebastian Bach e os instrumentos mais exóticos.

Principais composições
Música Orquestral
12 sinfonias (1916–1957)
Uirapuru (1917)
Amazonas (1917)
Choros
n.º 06 (1926)
n.º 08 (1925)
n.º 09 (1929)
n.o 10 - Rasga o Coração
n.º 11 (1928)
n.º 12 (1929)
Bachianas brasileiras
n.º 01 (1930) para 12 Violoncellos
n.º 02 (1930) para orquestra
n.º 03 para piano e orquestra (1938)
n.º 04 (1936) para piano ou para orquestra
n.º 05 (1938-1945) para soprano e 8 violoncellos
n.º 06 (1938) para flauta e fagote
n.º 07 (1942) para orquestra
n.º 08 (1944)
n.º 09 (1945) para orquestra e choro
Erosão (1950)
Odisseia de uma Raça (1953)
Gênesis (1954)
Emperor Jones (1956)
Momoprecoce para piano e orquestra (1929)
5 concertos para piano e orquestra (1945, 1948, 1957, 1954, 1954)
Martírio dos Insetos para violino e orquestra (1925)
2 concertos para violoncelo e orquestra (1913, 1955)
Concerto para Violino e Orquestra (1951)
Concerto para Violão e pequena orquestra (1951)
Concerto para Harpa e Orquestra (1953)
Concerto para Harmônica e Orquestra (1953)
Ciranda das Sete Notas para fagote e orquestra (1953)
Fantasia para Violoncelo e Orquestra (1945)
Concerto grosso (1958)
Piano
Danças Características Africanas (1914)
Prole do Bebê n.º 01 (1918)
Prole do Bebê n.º 02 (1921)
Lenda do Caboclo (1920)
Caixinha de Música Quebrada
Rudepoema (1926)
Choros n.º 05 (1926)
Cirandas (1929)
Saudades das Selvas Brasileiras (1927)
Valsa da dor (1930)
Ciclo Brasileiro (1936)
As Três Marias (1939)
Hommage a Chopin (1949)
Música de câmara
17 quartetos de cordas (1915–1957)
3 trios para piano, violino e violoncelo
Sexteto Místico (1917)
Quarteto Simbólico (1921)
Trio para oboé, clarinete e fagote (1921)
Noneto (1923)
Quarteto de sopros (1928)
Quinteto em Forma de Choros (1928)
Bachianas n.º 01 para conjunto de violoncelos (1930)
Bachianas n.º 06 para flauta e fagote (1938)
Trio de cordas (1945)
Duo para violiono e viola (1946)
Assobio a Jato (1950)
Fantasia Concertante (1953)
Duo para oboé e fagote (1957)
Quinteto instrumental (1957)
Violão
Choros n.º 01 (1924)
12 Estudos (1924–1929)
5 Prelúdios (1940)
Suite Popular Brasileira (5 peças) (1908-1912 e 1923)
Música vocal
Canções típicas brasileiras (1919)
Guia Prático (1938)
Serestas (1925)
Bachianas n.º 05 (1938–1945) para soprano e 8 violoncellos
Floresta do Amazonas (1958)
Modinhas e canções (1933–1942)
Poema de Itabira (1942)
Música Coral
Vida Pura, oratório (1919)
Descobrimento do Brasil, 4 suítes (1937)
Missa de São Sebastião (1937)
Bendita Sabedoria (1958)
Magnificat (1958)
Música Dramática
Izaht, ópera (1912/1918)
Magdalena, opereta (1947)
Yerma, ópera (1956)
A Menina das Nuvens, ópera bufa (1958)
Estilo

É possível encontrar na obra de Villa-Lobos preferências por alguns recursos estilísticos: combinações inusitadas de instrumentos, arcadas bem puxadas nas cordas, uso de percussão popular e imitação do cantos de pássaros.[20] O maestro não defendeu nem se enquadrou em nenhum movimento,[21] e continuou por muito tempo desconhecido do público no Brasil e atacado pelos críticos, dentre os quais Oscar Guanabarino.[22] Também se encontra em sua obra uma forte presença de referências a temas do folclore brasileiro.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Mucuripe Belchior (vídeo e letra)


Composição: Belchior & Fagner
As velas do Mucuripe
Vão sair para pescar
Vão levar as minhas mágoas
Pras águas fundas do mar
Hoje à noite namorar
Sem ter medo da saudade
Sem vontade de casar
Calça nova de riscado
Paletó de linho branco
Que até o mês passado
Lá no campo inda era flor
Sob o meu chapéu quebrado
Um sorriso ingênuo e franco
De um rapaz moço encantado
Com vinte anos de amor
Aquela estrela é bela
Vida vento vela levame daqui
Aquela estrela é bela
Vida vento vela leva-me daqui
As velas do Mucuripe
Vão sair para pescar
Vão levar as minhas mágoas
Pras águas fundas do mar
Hoje à noite namorar
Sem ter medo da saudade
Sem vontade de casar
Calça nova de riscado
Paletó de linho branco
Que até o mês passado
Lá no campo inda era flor
Sob o meu chapéu quebrado
Um sorriso ingênuo e franco
De um rapaz moço encantado
Com vinte anos de amor
Aquela estrela é bela
Vida vento vela levame daqui
Aquela estrela é bela
Vida vento vela leva-me daqui

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Chico Buarque-Valsa Brasileira.(vídeo e letra)


Composição: Edu Lobo / Chico Buarque
Vivia a te buscar
Porque pensando em ti
Corria contra o tempo
Eu descartava os dias
Em que não te vi
Como de um filme
A ação que não valeu
Rodava as horas pra trás
Roubava um pouquinho
E ajeitava o meu caminho
Pra encostar no teu
Subia na montanha
Não como anda um corpo
Mas um sentimento
Eu surpreendia o sol
Antes do sol raiar
Saltava as noites
Sem me refazer
E pela porta de trás
Da casa vazia
Eu ingressaria
E te veria
Confusa por me ver
Chegando assim
Mil dias antes de te conhecer

A cor do som-Horizontes.instrumental

Osvaldo Montenegro e Gloria Pires-Drops de hortelã.(vídeo e letra)


Eu andava meio estranho
Sem saber o que fazia, eu não sei
Andava assim eu não sei
Se era feliz
Eu achava que faria uma canção
E a melodia, eu não sei
Andava assim,eu não sei
Se era feliz
Eu achava que faria tudo que não sei
Que amaria, eu não sei, fazer desenhos com giz
Eu achava que faria uma canção nissei (não sei)
Eu me sentia, eu não sei, um americano em Paris
Eu achava que tamanho tinha a ver com poesia, eu não sei
Mas toda vida eu deixei a vida entrar no nariz
Me mandei pra Curitiba E como eu gosto dessa vida! Ah! Eu sei
Que a paixão que eu falei Me lembra o anis
Fiz um drops de hortelã da bala que eu te dei
Para atirar o porém, da frase que eu nunca fiz.

Como Nunca Beto Guedes (vídeo e letra)



Composição: Luiz Guedes / Thomaz Roth / Murilo Antunes
Olha
Quanta estrela
No céu dos olhos dessa moça
Tanto brilho
Quanto fogo
Olha
É como o vento
Varando o céu é como nunca
Como nuvem
Como chuva
Olha
Quanta estrela
No céu dos olhos dessa moça
Tanto brilho
Quanto fogo
Olha é como o vento
O amor que fica é como nunca
Como nuvem
Como os olhos

Lô Borges-para Lennon...(vídeo e letra)



Por que vocês não sabem do lixo ocidental?
Não precisam mais temer
Não precisam da solidão
Todo dia é dia de viver
Por que você não verá meu lado ocidental?
Não precisa medo não
Não precisa da timidez
Todo dia é dia de viver
Eu sou da América do Sul
Eu sei, vocês não vão saber
Mas agora sou cowboy
Sou do ouro, eu sou vocês
Sou do mundo, sou Minas Gerais
Por que vocês não sabem do lixo ocidental?
Não precisam mais temer
Não precisam da solidão
Todo dia é dia de viver
Eu sou da América do Sul
Eu sei, vocês não vão saber
Mas agora sou cowboy
Sou do ouro, eu sou vocês
Sou do mundo, sou Minas Gerais

a cor do som-dança das fadas.(biografia)



A Cor do Som
Informação geral
Origem Rio de Janeiro
País Brasil
Gêneros MPB
Rock
Rock Psicodélico
Período em atividade 1977 - 1987
1994 - 1997
2005 - Atualmente
Gravadora(s) Warner Music
Afiliações Novos Baianos
Página oficial www.acordosom.com.br
Ex-integrantes
Armandinho
Dadi
Mú Carvalho
Gustavo Schroeter
Ari Dias
A Cor do Som é um grupo brasileiro que se criou a partir do séquito de músicos que acompanhavam Moraes Moreira após a sua saída dos Novos Baianos.

História

O A Cor do Som surgiu em 1977, experimentando novos padrões de som, valendo-se das experiências anteriores dos Novos Baianos, Moraes Moreira e de Pepeu Gomes, sendo um movimento pós-tropicalista. Em seu primeiro disco "A Cor do Som" (WEA 1977), tinha como integrantes Dadi, baixo, Mú Carvalho, composição e teclados, Armandinho, composição e guitarra baiana e Gustavo Schroeter, bateria. A partir do segundo disco "Live In Montreux", Ary Dias, percussão passa a fazer parte da banda,

Misturando rock, ritmos regionais e música clássica, adotaram o nome "A Cor do Som" por sugestão de Caetano Veloso, e logo no seu primeiro ano, foram convidados a participar do Montreux Jazz Festival, na Suíça, tornando-se o primeiro grupo musical brasileiro a participar do evento - vale observar que o show em Montreux rendeu um disco ao vivo.

Em 1985, o grupo se dissolveu, com alguns componentes - como Armandinho e Mu Carvalho - seguindo carreira solo. Em 1996, o grupo juntou-se novamente para gravar o disco "A Cor do Som Ao Vivo no Circo", recebendo o prêmio Sharp de melhor grupo instrumental.

Em 2005, com a formação original, o grupo apresentou-se no Canecão, no Rio de Janeiro. O show contou com a participação especial de Caetano Veloso, Daniela Mercury, Moraes Moreira, Davi Moraes e o Coral dos Canarinhos de Petrópolis, além dos músicos Nicolas Krassic (violinno), Nivaldo Ornelas (sax soprano), Marcos Nimrichter (acordeom e teclados), Jorge Helder (baixo acústico, violão e baixolão), Jorginho Gomes (bateria e percussão), Marco Túlio (flauta), Francisco Gonçalves (oboé), Bernardo Bessler (violino), Marie Cristine (viola) e Marcio Mallard (cello).

O espetáculo, gravado ao vivo, gerou o CD e DVD "A Cor do Som Acústico", lançado no mesmo ano com produção musical de Sérgio de Carvalho.

Em 2006, foi contemplado com o prêmio Tim de Melhor Grupo, na categoria Canção Popular, pelo CD "A Cor do Som Acústico".

Discografia

1977: A Cor do Som, Warner, LP.
1978: A Cor do Som ao vivo no Montreux International Jazz Festival, Warner, LP.
1979: Frutificar, Warner, LP.
1980: Transe total, Warner, LP.
1981: Mudança de estação, Warner, LP.
1982: Magia tropical, Warner, LP.
1983: As quatro fases do amor, Warner, LP.
1984: Intuição, Warner, LP.
1985: O som da Cor, Warner, LP.
1986: Gosto do Prazer, RCA Victor, Lp
1996: A Cor do Som ao vivo no Circo, MoviePlay, CD.
2005: A Cor do Som Acústico, Performance/Sony, CD e DVD

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Alma Nua Vander Lee (vídeo e letra)


Composição: Vander Lee
Ó Pai
Não deixes que façam de mim
O que da pedra tu fizestes
E que a fria luz da razão
Não cale o azul da aura que me vestes
Dá-me leveza nas mãos
Faze de mim um nobre domador
Laçando acordes e versos
Dispersos no tempo
Pro templo do amor
Que se eu tiver que ficar nu
Hei de envolver-me em pura poesia
E dela farei minha casa, minha asa
Loucura de cada dia
Dá-me o silêncio da noite
Pra ouvir o sapo namorar a lua
Dá-me direito ao açoite
Ao ócio, ao cio
À vadiagem pela rua
Deixa-me perder a hora
Pra ter tempo de encontrar a rima
Ver o mundo de dentro pra fora
E a beleza que aflora de baixo pra cima
Ó meu Pai, dá-me o direito
De dizer coisas sem sentido
De não ter que ser perfeito
Pretérito, sujeito, artigo definido
De me apaixonar todo dia
De ser mais jovem que meu filho
E ir aprendendo com ele
A magia de nunca perder o brilho
Virar os dados do destino
De me contradizer, de não ter meta
Me reinventar, ser meu próprio Deus
Viver menino, morrer poeta

Lua de São Jorge Caetano Veloso (vídeo e letra)


Composição: Caetano Veloso
lua de são jorge
lua deslumbrante
azul verdejante
cauda de pavão
lua de são jorge
cheia branca inteira
oh minha bandeira
solta na amplidão
lua de são jorge
lua brasileira
lua do meu coração
lua de são jorge
lua maravilha
mãe, irmã e filha
de todo esplendor
lua de são jorge
brilha nos altares
brilha nos lugares
onde estou e vou
lua de são jorge
brilha sobre os mares
brilha sobre o meu amor
lua de são jorge
lua soberana
nobre porcelana
sobre a seda azul
lua de são jorge
lua da alegria
não se vê o dia
claro como tu
lua de são jorge
serás minha guia
no brasil de norte a sul

terça-feira, 12 de julho de 2011

Tudo Outra Vez Belchior (vídeo e letra)


Composição: Belchior
Há tempo, muito tempo
Que eu estou
Longe de casa
E nessas ilhas
Cheias de distância
O meu blusão de couro
Se estragou
Oh! Oh! Oh!...
Ouvi dizer num papo
Da rapaziada
Que aquele amigo
Que embarcou comigo
Cheio de esperança e fé
Já se mandou
Oh! Oh! Oh!...
Sentado à beira do caminho
Prá pedir carona
Tenho falado
À mulher companheira
Quem sabe lá no trópico
A vida esteja a mil...
E um cara
Que transava à noite
No "Danúbio azul"
Me disse que faz sol
Na América do Sul
E nossas irmãs nos esperam
No coração do Brasil...
Minha rede branca
Meu cachorro ligeiro
Sertão, olha o Concorde
Que vem vindo do estrangeiro
O fim do termo "saudade"
Como o charme brasileiro
De alguém sozinho a cismar...
Gente de minha rua
Como eu andei distante
Quando eu desapareci
Ela arranjou um amante
Minha normalista linda
Ainda sou estudante
Da vida que eu quero dar...
Até parece que foi ontem
Minha mocidade
Com diploma de sofrer
De outra Universidade
Minha fala nordestina
Quero esquecer o francês...
E vou viver as coisas novas
Que também são boas
O amor, humor das praças
Cheias de pessoas
Agora eu quero tudo
Tudo outra vez...
Minha rede branca
Meu cachorro ligeiro
Sertão, olha o Concorde
Que vem vindo do estrangeiro
O fim do termo "saudade"
Como o charme brasileiro
De alguém sozinho a cismar...
Gente de minha rua
Como eu andei distante
Quando eu desapareci
Ela arranjou um amante
Minha normalista linda
Ainda sou estudante
Da vida que eu quero dar
Hum! Huuum!...

Ave Maria Sertaneja Luíz Gonzaga (vídeo e letra)


Composição: Julio Ricardo - O. de Oliveira
Quando batem as seis horas
de joelhos sobre o chão
O sertanejo reza a sua oração
Ave Maria
Mãe de Deus Jesus
Nos dê força e coragem
Pra carregar a nossa cruz
Nesta hora bendita e santa
Devemos suplicar
A Virgem Imaculada
Os enfermos vir curar
Ave Maria
Mãe de Deus Jesus
Nos dê força e coragem
Pra carregar a nossa cruz (2X)

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Pequeno Mapa do Tempo Belchior (vídeo e letra)


Composição: Belchior
Eu tenho medo e medo está por fora
O medo anda por dentro do teu coração
Eu tenho medo de que chegue a hora
Em que eu precise entrar no avião
Eu tenho medo de abrir a porta
Que dá pro sertão da minha solidão
Apertar o botão: cidade morta
Placa torta indicando a contramão
Faca de ponta e meu punhal que corta
E o fantasma escondido no porão
Medo, medo. medo, medo, medo, medo
Eu tenho medo que Belo Horizonte
Eu tenho medo que Minas Gerais
Eu tenho medo que Natal, Vitória
Eu tenho medo Goiânia, Goiás
Eu tenho medo Salvador, Bahia
Eu tenho medo Belém do Pará
Eu tenho medo pai, filho, Espírito Santo, São Paulo
Eu tenho medo eu tenho C eu digo A
Eu tenho medo um Rio, um Porto Alegre, um Recife
Eu tenho medo Paraíba, medo Paranapá
Eu tenho medo Estrela do Norte, paixão, morte é certeza
Medo Fortaleza, medo Ceará
Medo, medo. medo, medo, medo, medo
Eu tenho medo e já aconteceu
Eu tenho medo e inda está por vir
Morre o meu medo e isto não é segredo
Eu mando buscar outro lá no Piauí
Medo, o meu boi morreu, o que será de mim?
Manda buscar outro, maninha, no Piauí

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Quando A Gente Ama -Oswaldo Montenegro (vídeo e letra)


Osvaldo Montenegro-Quando a gente ama por adcdinamo no Videolog.tv.
Composição: Marcelo Barbosa Barreti / Nil Bernardes / Fábio Caetano
Quem vai dizer ao coração,
Que a paixão não é loucura
Mesmo que pareça
Insano acreditar
Me apaixonei por um olhar
Por um gesto de ternura
Mesmo sem palavra
Alguma pra falar
Meu amor,a vida passa num instante
E um instante é muito pouco pra sonhar
Quando a gente ama,
Simplesmente ama
É impossível explicar
Quando a gente ama
Simplesmente ama!

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Fotografia 3X4 Belchior (vídeo e letra)


Composição: Belchior
Eu me lembro muito bem do dia em que eu cheguei
Jovem que desce do norte pra cidade grande
Os pés cansados e feridos de andar legua tirana...nana
E lágrima nos olhos de ler o Pessoa
e de ver o verde da cana..
Em cada esquina que eu passava
um guarda me parava, pedia os meus documentos e depois
sorria, examinando o três-por-quatro da fotografia
e estranhando o nome do lugar de onde eu vinha.
Pois o que pesa no norte, pela lei da gravidade,
disso Newton já sabia! Cai no sul grande cidade
São Paulo violento, Corre o rio que me engana..
Copacabana, zona norte
e os cabares da Lapa onde eu morei
Mesmo vivendo assim, não me esqueci de amar
que o homem é pra mulher e o coração pra gente dar,
mas a mulher, a mulher que eu amei
não pode me seguir não
esses casos de familia e de dinheiro eu nunca entendi bem
Veloso o sol não é tao bonito pra quem vem
do norte e vai viver na rua
A noite fria me ensinou a amar mais o meu dia
e pela dor eu descobri o poder da alegria
e a certeza de que tenho coisas novas
coisas novas pra dizer
a minha história é ... talvez
é talvez igual a tua, jovem que desceu do norte
que no sul viveu na rua
e que ficou desnorteado, como é comum no seu tempo
e que ficou desapontado, como é comum no seu tempo
e que ficou apaixonado e violento como, como você
Eu sou como você. Eu sou como você. Eu sou como você
que me ouve agora. Eu sou como você. COmo Você.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Paulinho Nogueira-Simplesmente.(vídeo e letra)


Quantas vezes eu já fracassei, quantos bons momentos
Desprezei, por pensar demais, por ouvir demais
Por não saber olhar a vida simplesmente
Dentro desse louco turbilhão, cada um querendo ser melhor
E muito melhor se deixar ficar, em tudo que você sentir,
Simplesmente
E logo de manha olhar bem dentro de você
Nas coisas como você vê, duvidar então do que querem
Fazer você olhar, fazer você ouvir
Fazer você pensar, e chegando a noite devagar
Descontrair sua razão, soltar de leve o coração
Procurar alguém, o seu bem verdadeiro tão somente,
Que vai saber simplesmente o que e bom pra você
E logo de manha olhar ...,

Metade- Oswaldo Montenegro (vídeo e letra)


Composição: Oswaldo Montenegro
Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.

Elza Laranjeira-Corcovado (biografia)


A cantora Elza Laranjeira nasceu em Bauru, SP, e faleceu em São Paulo em 22/7/1986. Aos dez anos já se apresentava cantando na Rádio Clube de Bauru. Professora pela escola normal de Bauru, foi mais tarde para São Paulo SP, onde começou a cantar na Rádio Cruzeiro do Sul, substituindo Leny Eversong num programa de Blota Júnior.

Em 1945 transferiu-se, com Blota Júnior, para a Rádio Record. Suas primeiras gravações, na antiga Star (depois Copacabana), foram as dos sambas Foi sem querer (Simonetti e Maragliano) e Quando eu era pequenina (Simonetti e Donato), e das canções Dia das mães e Poema das duas mãozinhas, passando depois a lançar vários sucessos.

Teve êxito em países latino-americanos, principalmente no Uruguai. Em 1951 conquistou o prêmio Roquete Pinto de melhor cantora. Durante longo período atuou em shows das boates paulistanas, sendo considerada uma das maiores intérpretes de Dolores Duran.

Entre suas principais gravações estão A noite do meu bem (Dolores Duran) e Eu sei que vou te amar (Tom Jobim e Vinícius de Moraes), ambas pela RGE.

No início da década de 1960 deixou a Rádio Record, transferindo-se para o Rio de Janeiro e passando a se apresentar na Rádio Nacional. Mais tarde, afastou-se da vida artística, só retornando em 1975, quando voltou a cantar na boate Samba Enredo, de São Paulo.

terça-feira, 5 de julho de 2011

À Palo Seco Belchior (vídeo e letra)


Composição: Belchior
Se você vier me perguntar por onde andei
No tempo em que você sonhava.
De olhos abertos, lhe direi:
- Amigo, eu me desesperava.
Sei que, assim falando, pensas
Que esse desespero é moda em 73.
Mas ando mesmo descontente.
Desesperadamente eu grito em português:
2x (bis)
- Tenho vinte e cinco anos de sonho e
De sangue e de América do Sul.
Por força deste destino,
Um tango argentino
Me vai bem melhor que um blues.
Sei, que assim falando, pensas
Que esse desespero é moda em 73.
E eu quero é que esse canto torto,
Feito faca, corte a carne de vocês.
(2x)

Guerra do Yom Kippur
Conflito Árabe-Israelense

Mapa descritivo dos conflitos Árabe-israelenses.
Data 6 a 26 de Outubro de 1973
Local Oriente Médio: Península do Sinai, Colinas de Golã e redondezas.
Resultado Vitória tática de Israel e cessar-fogo com a RCSNU 338 levando à Conferência de Genebra
Combatentes
Israel
Egito
Síria
Iraque
Comandantes
Moshe Dayan
David Elazar
Ariel Sharon
Shmuel Gonen
Benjamin Peled
Israel Tal
Rehavam Zeevi
Aharon Yariv
Yitzhak Hofi
Rafael Eitan
Abraham Adan
Yanush Ben Gal Saad El Shazly
Mustafa Tlass[1]
General Shakkour [1]
Naji Jamil
Hafez al-Assad
Ahmad Ismail Ali
Hosni Mubarak
Mohammed Aly Fahmy
Anwar Sadat
Abdel Ghani el-Gammasy
Abdul Munim Wassel
Abd-Al-Minaam Khaleel
Abu Zikry
Forças
415 000 soldados
1 500 tanques,
3 000 blindados
945 unid. de artilharia
561 aeronaves
84 helicópteros
38 barcos da Marinha[3] Egipto: 800 000 soldados (300 000 posicionados), 2 400 tanques, 2 400 blindados, 1 120 unid. de artilharia, 690 aeronaves, 161 helicópteros, 104 barcos da Marinha,
Síria: 150 000 soldados (60 000 posicionados), 1 400 tanques, 800–900 blindados, 600 unid. de artilharia, 350 aeronaves, 36 helicópteros, 21 barcos da Marinha,
Iraque: 60 000 soldados, 700 tanques, 500 blindados, 200 unid. de artilharia, 73 aeronaves
Baixas
2 656 mortos
7 250 feridos
400 tanques destruídos
600 tanques quebrados/ retornados ao serviço
102 aviões destruídos 8 528* – 15 000** mortos
19 540* – 35 000** feridos
2 250 tanques destruídos ou capturados
432 aviões destruídos
* Análise do Ocidente
** Análise de Israel
A Guerra do Yom Kippur (em hebraico: מלחמת יום הכיפורים; transliterado: Milchemet Yom HaKipurim ou מלחמת יום כיפור, Milchemet Yom Kipur; em árabe: حرب أكتوبر‎, transl. ħarb October, ou حرب تشرين, ħarb Tishrin), também conhecida como Guerra Árabe-Israelense de 1973, Guerra de Outubro, Guerra do Ramadão (Ramadã, na forma brasileira) ou ainda Quarta guerra Árabe-Israelense, foi um conflito militar ocorrido de 6 de Outubro a 26 de Outubro de 1973, entre uma coalizão de estados árabes liderados por Egipto e Síria contra Israel. A guerra começou com um ataque conjunto surpresa pelo Egipto e Síria no feriado judaico de Yom Kippur. Egipto e Síria cruzaram as linhas de cessar-fogo no Sinai e na Colinas do Golã, respectivamente, que haviam sido capturados por Israel em 1967 durante a Guerra dos Seis Dias.

Os egípcios e sírios avançaram durante as primeiras 24-48 horas, após o qual o cenário começou a se formar em favor de Israel. Na segunda semana de guerra, os sírios foram empurrados completamente para fora das colinas do Golã.

No Sinai ao sul, os israelenses atacaram em uma "brecha" entre dois exércitos egípcios invasores, cruzaram o canal de Suez (onde a velha linha de cessar-fogo ficava), e isolou o Terceiro Exército do Egito.

Este desenvolvimento levou as duas superpotências da época, os EUA, defendendo os interesses de Israel, e a URSS, dos países árabes, a uma tensão diplomática. Mas um cessar-fogo das Nações Unidas entrou em vigor de forma cooperativa em 25 de outubro de 1973.

Ao término das hostilidades, as forças israelenses, já recuperadas das baixas iniciais e com um esmagador poderio militar, haviam adentrado profundamente no território dos inimigos e encontravam-se a 40km de Damasco, capital da Síria, a qual foi intensamente bombardeada, e 101km do Cairo, capital Egípcia.

A guerra teve implicações profundas para muitas nações. O Mundo Árabe, que havia sido humilhado pela derrota desproporcional da aliança Egípcio-Sírio-Jordaniana durante a Guerra dos Seis Dias, se sentiu psicologicamente vingado por seu momento de vitórias no início do conflito, apesar do resultado final. Esse sentimento de vingança pavimentou o caminho para o processo de paz que se seguiu, assim como liberalizações como a política de infitah do Egipto. Os Acordos de Camp David (1978), que vieram logo depois, levaram a relações normalizadas entre Egipto e Israel - a primeira vez que um país árabe reconheceu o Estado israelense. Egipto, que já vinha se afastando da União Soviética, então deixou a esfera de influência soviética completamente.

domingo, 3 de julho de 2011

Coração Selvagem Belchior (vídeo e letra)


Composição: Belchior
Meu bem, guarde uma frase pra mim dentro da sua canção
Esconda um beijo pra mim sob as dobras do blusão
Eu quero um gole de cerveja no seu copo no seu colo e nesse bar
Meu bem, o meu lugar é onde você quer que ele seja
Não quero o que a cabeça pensa eu quero o que a alma deseja
Arco-íris, anjo rebelde, eu quero o corpo tenho pressa de viver
Mas quando você me amar, me abrace e me beije bem devagar
Que é para eu ter tempo, tempo de me apaixonar
Tempo para ouvir o rádio no carro
Tempo para a turma do outro bairro, ver e saber que eu te amo
Meu bem, o mundo inteiro está naquela estrada ali em frente
Tome um refrigerante, coma um cachorro-quente
Sim, já é outra viagem e o meu coração selvagem
Tem essa pressa de viver
Meu bem, mas quando a vida nos violentar
Pediremos ao bom Deus que nos ajude
Falaremos para a vida: "Vida, pisa devagar meu coração cuidado é frágil;
Meu coração é como vidro, como um beijo de novela"
Meu bem, talvez você possa compreender a minha solidão
O meu som, e a minha fúria e essa pressa de viver
E esse jeito de deixar sempre de lado a certeza
E arriscar tudo de novo com paixão
Andar caminho errado pela simples alegria de ser
Meu bem, vem viver comigo, vem correr perigo , vem morrer comigo
Talvez eu morra jovem, alguma curva no caminho, algum punhal de amor traído, completara o meu destino.
Meu bem, vem viver comigo, vem correr perigo
Vem morrer comigo, meu bem, meu bem, meu bem
Que outros cantores chamam baby (4 x)

Bruna Lombardi
Nascimento 1º de agosto de 1952 (58 anos)
São Paulo, Brasil
Nacionalidade brasileira
Cônjuge Carlos Alberto Riccelli
Filho(s) Kim
Ocupação atriz, modelo e escritora
Principais trabalhos
Branca Camargo em O Quinto dos Infernos (2002)
Patrícia Dumont em Louco Amor (1983)
Diadorim em Grande Sertão: Veredas (1985)
Lúcia Brandão em Roda de Fogo (1986)
Lu em Memórias de um Gigolô (1986)
Gardênia em O Fim do Mundo (1996)
Bruna Patrizia Maria Teresa Romilda Lombardi (São Paulo, 1 de agosto de 1952) é uma atriz, modelo e escritora brasileira.
Biografia
Em 1967, começou a trabalhar como modelo. Sua estréia na televisão foi em 1977, na telenovela Sem Lenço, Sem Documento, de Mário Prata, pela TV Globo. Em 1978 foi para a TV Tupi para trabalhar na telenovela Aritana, onde conheceu o ator Carlos Alberto Riccelli, seu marido. Bruna voltou para a Rede Globo para atuar na minissérie Avenida Paulista, de 1982, escrita por Daniel Más e Leilah Assumpção, e, em 1983, interpretou Patrícia em Louco Amor, telenovela escrita por Gilberto Braga.
Em 1985 atuou como Reinaldo Diadorim na minissérie Grande Sertão: Veredas, da Globo. Em 1986 protagonizou a minissérie Memórias de um Gigolô e a telenovela Roda de Fogo.
Em 2005 atuou como roteirista e como atriz do filme Sob o Signo da Cidade, dirigido por seu marido e rodado em São Paulo. No filme Stress, Orgasms, and Salvation, do mesmo ano, com direção do Carlos Alberto Riccelli, Bruna atuou e assinou o roteiro.
Foi também apresentadora do programa de entrevista com personalidades Gente de Expressão, apresentado aos domingos, no final da noite, na Rede Manchete. No programa participaram como entevistados grandes celebridades, tais como Mariah Carey, Dustin Hoffman, Jean-Claude Van Damme e Mel Brooks.
Posou para a revista Status, na edição de junho de 1980, e para a Playboy, em janeiro de 1991.
Vida pessoal
É filha de Ugo Lombardi e está casada com o ator Carlos Alberto Riccelli com quem tem um filho, Kim, nascido em 1981. A família vive nos Estados Unidos da América.
Carreira
Televisão
2007 - Mandrake.... Lena
2002 - O Quinto dos Infernos.... Branca Camargo
1999 - Andando nas Nuvens.... Frida
1996 - O Fim do Mundo.... Gardênia
1992 - De Corpo e Alma.... Betina Lopes Jordão
1986 - Roda de Fogo.... Lúcia Brandão
1986 - Memórias de um Gigolô.... Lu
1985 - Grande Sertão: Veredas.... Diadorim
1983 - Louco Amor.... Patrícia Dumont
1982 - Avenida Paulista.... Anamaria
1980 - Um Homem Muito Especial.... Mariana
1978 - Aritana.... doutora Estela
1977 - Sem Lenço, sem Documento.... Carla
Cinema
2011 - Onde está a Felicidade?.... Teodora
2007 - O Signo da Cidade.... Teca
2006 - Brasília 18%.... Laura
2005 - Stress, Orgasms, and Salvation
2002 - O Príncipe.... Maria Cristina
1983 - O Cangaceiro Trapalhão.... Fada
1978 - A Noite dos Duros
Livros
2008 - O Signo da Cidade, roteiro do filme, Imprensa Oficial de SP
2004 - Meu ódio será tua herança, romance, Guanabara Koogan
1990 - Filmes Proibidos, romance, Companhia das Letras
1987 - Apenas bons amigos, infantil, Editora Globo
1986 - Diário do Grande Sertão, registro poético das filmagens, Editora Record
1984 - O Perigo do Dragão, poesias, Editora Record
1980 - Gaia, poesias, Editora Codecri
1976 - No Ritmo dessa Festa, poesias, Editora Tres

Velha Roupa Colorida- Belchior (vídeo e letra)


Composição: Belchior
Você não sente nem vê
Mas eu não posso deixar de dizer, meu amigo
Que uma nova mudança em breve vai acontecer
E o que há algum tempo era jovem novo
Hoje é antigo, e precisamos todos rejuvenescer
Nunca mais meu pai falou: "She's leaving home"
E meteu o pé na estrada, "Like a Rolling Stone..."
Nunca mais eu convidei minha menina
Para correr no meu carro...(loucura, chiclete e som)
Nunca mais você saiu a rua em grupo reunido
O dedo em V, cabelo ao vento, amor e flor, quero cartaz
No presente a mente, o corpo é diferente
E o passado é uma roupa que não nos serve mais
No presente a mente, o corpo é diferente
E o passado é uma roupa que não nos serve mais
Como Poe, poeta louco americano,
Eu pergunto ao passarinho: "Black bird, o que se faz?"
Haven never haven never haven
Black bird me responde
Tudo já ficou atras
Haven never haven never haven
Assum-preto me responde
O passado nunca mais
Você não sente não vê
Mas eu não posso deixar de dizer, meu amigo
Que uma nova mudança em breve vai acontecer
O que há algum tempo era jovem novo,
Hoje é antigo
E precisamos todos rejuvenescer (bis)
E precisamos rejuvenescer

Informação geral
Nome completo Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes
Nascimento 26 de outubro de 1946 (64 anos)
Origem Sobral, Ceará
País Brasil
Gêneros MPB, Rock, Blues
Instrumentos vocal, violão
Período em atividade 1965–atualmente
Gravadora(s) Continental, Polygram, Warner, BMG
Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes (Sobral, 26 de outubro de 1946) é um cantor e compositor brasileiro. Foi um dos primeiros cantores de MPB do nordeste brasileiro a fazer sucesso nacional, em meados da década de 1970.
Carreira
Durante sua infância no Ceará foi moleque, cantador de feira e poeta repentista. Estudou música coral e piano com Acaci Halley. Seu pai tocava flauta e saxofone e sua mãe cantava em coro de igreja. Tinha tios poetas e boêmios. Ainda criança, recebeu influência dos cantores do rádio Ângela Maria, Cauby Peixoto e Nora Ney. Foi programador de rádio em Sobral. Em 1962, mudou-se para Fortaleza, onde estudou Filosofia e Humanidades. Começou a estudar Medicina, mas abandonou o curso no quarto ano, em 1971, para dedicar-se à carreira artística. Ligou-se a um grupo de jovens compositores e músicos, como Fagner, Ednardo, Rodger Rogério, Teti, Cirino entre outros, conhecidos como o Pessoal do Ceará.

De 1965 a 1970 apresentou-se em festivais de música no Nordeste. Em 1971, quando se mudou para o Rio de Janeiro, venceu o IV Festival Universitário da MPB, com a canção Na Hora do Almoço, cantada por Jorge Melo e Jorge Teles, com a qual estreou como cantor em disco, um compacto da etiqueta Copacabana. Em São Paulo, para onde se mudou, compôs canções para alguns filmes de curta metragem, continuando a trabalhar individualmente e às vezes com o grupo do Ceará.
Em 1972 Elis Regina gravou sua composição Mucuripe (com Fagner). Atuando em escolas, teatros, hospitais, penitenciárias, fábricas e televisão, gravou seu primeiro LP em 1974, na gravadora Chantecler. O segundo, Alucinação (Polygram, 1976), consolidou sua carreira, lançando canções de sucesso como Velha roupa colorida, Como nossos pais (depois regravadas por Elis Regina) e Apenas um rapaz latino-americano. Outros êxitos incluem Paralelas (lançada por Vanusa), Galos, noites e quintais (regravada por Jair Rodrigues) e Comentário a respeito de John (homenagem a John Lennon) gravada por ele e pela cantora Bianca. Em 1983 fundou sua própria produtora e gravadora, Paraíso Discos, e em 1997 tornou-se sócio do selo Camerati. Sua discografia inclui Um show – dez anos de sucesso (1986, Continental) e Vicio elegante (1996, GPA/Velas), com regravações de sucessos de outros compositores.
Desaparecimento
Em 2009, a Rede Globo noticiou um suposto desaparecimento do cantor. Segundo a Globo, o cantor havia sido visto pela última vez em Abril de 2009, ao participar de um show do cantor tropicalista baiano Tom Zé, realizado em Brasília.Turistas brasileiros afirmam terem-no encontrado no Uruguai em julho do mesmo ano. As suspeitas foram confirmadas quando Belchior foi encontrado no Uruguai, de onde concedeu entrevista para o programa Fantástico, da Rede Globo. Na entrevista, o cantor revelou não haver desaparecido e estar preparando, além de um disco de canções inéditas, o lançamento de todas as suas canções também em espanhol.

Discografia
1971 - Na Hora do Almoço (Copacabana - Compacto)
1973 - Sorry, Baby (Copacabana - Compacto)
1974 - Mote e Glosa (Continental - LP)
1976 - Alucinação (Polygram - LP/CD/K7)
1977 - Coração Selvagem (Warner - LP/CD/K7)
1978 - Todos os Sentidos (Warner - LP/CD/K7)
1979 - Era uma Vez um Homem e Seu Tempo / Medo de Avião (Warner - LP/CD/K7)
1980 - Objeto Direto (Warner - LP)
1982 - Paraíso (Warner - LP)
1984 - Cenas do Próximo Capítulo (Paraíso/Odeon - LP)
1987 - Melodrama (Polygram - LP/K7)
1988 - Elogio da Loucura (Polygram - LP/K7)
1991 - Divina Comédia Humana (MoviePlay - CD)
1993 - Bahiuno (MoviePlay - CD)
1996 - Vício Elegante (Paraíso/GPA/Velas - CD)
1999 - Auto-Retrato (BMG - CD)
1999 - Alucinação
Participações especiais
1979 - SORO
Massafeira
Curiosidades
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Uma das canções mais conhecidas de Raimundo Fagner, "Canteiros", possui trechos da canção de Belchior "Na Hora do Almoço". Nos shows, ao cantar essa música, Fagner também canta trechos de Águas de Março, de Tom Jobim (que também foi gravada por Belchior como incidental em sua música, no disco ao vivo gravado em 1995.
A canção "Velha Roupa Colorida" foi gravada no CD "Divina virtude", de Gustavo Magno, cantor e compositor brasileiro. O CD recebeu a direção artística de Belchior e foi lançado nacionalmente pela Atração Fonográfica, em 2007.
A gravadora Continental, aproveitando o sucesso de Belchior e de Fagner, que não tinham mais contrato com a gravadora, juntou as melhores faixas dos discos Ave Noturna, de Fagner, e A Palo Seco, de Belchior, e lançou uma compilação intitulada Juntos - Fagner e Belchior.
A canção Como Nossos Pais, lançada pelo cantor em 1976, foi um dos maiores sucessos da cantora Elis Regina, que a regravou posteriormente. A cantora, mais tarde, também regravou Velha Roupa Colorida, também lançada por Belchior em 1976.
O grupo de comedy rock Mamonas Assassinas satirizou o estilo vocal do cantor cearense na canção "Uma Arlinda Mulher", no único disco de 1995, antes do desastre aéreo que matou todo o grupo em 1996.
O também cantor cearense Falcão satiriza um trecho da canção Divina Comédia Humana em "As bonitas que me perdoem, mas a feiura é de lascar", com o trecho "Um analista amigo meu me disse desse jeito não vou viver satisfeito".

sábado, 2 de julho de 2011

Ney Matogrosso-Rosa de Hiroshima (vídeo e letra)


Composição: Vinícius de Moraes / Gerson Conrad
Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas, oh, não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada
Gérson Conrad

Nascimento 15 de Outubro de 1952
Origem São Paulo, São Paulo
País Brasil
Gêneros Rock, MPB, Glam Rock, Blues
Ocupação cantor, compositor, músico
Instrumentos violão
Gravadora(s) Continental, Som Livre, Warner
Afiliações Secos & Molhados, Zezé Motta
Gerson Conrad (São Paulo, 15 de abril de 1952) é um compositor e músico brasileiro. Iniciou sua carreira no grupo musical Secos & Molhados.
Carreira

Gerson Conrad ficou conhecido ao ingressar no ano de 1973 no grupo Secos & Molhados, que contava com João Ricardo e Ney Matogrosso. Foi o responsável por uma das canções mais clássicas do grupo, e da época: "Rosa de Hiroshima", um poema de Vinicius de Moraes musicado por Gerson. No segundo disco do grupo, de 1974, foi compositor de mais uma canção, "Delírio".

Com o término do grupo no ano de 1974, Gerson se juntou ao letrista Paulo Mendonça e a atriz e cantora Zezé Motta, e lançou em 1975 o disco Gérson Conrad e Zezé Motta, no qual se destacaram as canções "Trem noturno" e "A dança do besouro". Em 1981, fez um outro trabalho solo, Rosto Marcado, lançado pela gravadora Som Livre, seu último disco lançado até então..

Hoje Gérson Conrad tem sua banda, Trupi, que mantém em seu repertório algumas canções dos Secos & Molhados, e canções de blues e rock.[3] Atualmente estão com o espetáculo que leva o nome de "Bons Tempos", uma das canções escritas por Gerson Conrad.

Discografia

Secos & Molhados
1973 - Secos & Molhados (Continental)
1974 - Secos & Molhados (II) (Continental)
1980 - Ao Vivo no Maracanãzinho (1974) (Continental)
[editar]Solo
1975 - Gérson Conrad e Zezé Motta (Som Livre)
1981 - Rosto Marcado (Warner)

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Ressuscita-me-Gal Costa.(vídeo e letra)



Talvez, quem sabe, um dia

por uma alameda do zoológico

ela também chegará

ela que também amava os animais

entrará sorridente assim como está

na foto sobre a mesa

ela é tão bonita

ela é tão bonita que na certa eles a ressuscitarão

o século trinta vencerá

o coração destroçado já

pelas mesquinharias

agora vamos alcançar tudo o que não podemos amar na vida

com o estrelar das noites inumeráveis

ressuscita-me

ainda que mais não seja

porque sou poeta

e ansiava o futuro

ressuscita-me

lutando contra as misérias do quotidiano

ressuscita-me por isso

ressuscita-me

quero acabar de viver o que me cabe

minha vida para que não mais existam amores servis

ressuscita-me

para que a partir de hoje a partir de hoje

a família se transforme e o pai seja pelo menos o Universo

e a mãe seja No mínimo a Terra

a Terra

a Terra

GERAÇÃO PERDIDA. DANIELA MERCURY (vídeo e letra)


Composição: Daniela Mercury / Ramon Cruz / Toni Augusto
Artistas moviam a terra
Com seu choro e partiam
Nascíamos em anos intermináveis
Filhos de árvores cortadas
Fomos silêncio sem saber
A geração do nada
Que ressuscitou sem morrer
O leite derramado é vermelho
Como a cor dos nossos cabelos
Que dançam, que dançam
As drogas já são pálidas
As palavras sem prisão
As crianças mal criadas
Nascidas com a televisão
O leite derramando é vermelho
Como a cor dos nossos cabelos
Que dançam, que dançam
Geração perdida
Artistas, negros, mãe
Nossos mortos sem vida
A dor que ainda dói

Tantas Palavras Chico Buarque (vídeo e letra)



Tantas palavras
Que eu conhecia
Só por ouvir falar, falar
Tantas palavras
Que ela gostava
E repetia
Só por gostar
Não tinham tradução
Mas combinavam bem
Toda sessão ela virava uma atriz
``Give me a kiss, darling''
``Play it again''
Trocamos confissões, sons
No cinema, dublando as paixões
Movendo as bocas
Com palavras ocas
Ou fora de si
Minha boca
Sem que eu compreendesse
Falou c'est fini
C'est fini
Tantas palavras
Que eu conhecia
E já não falo mais, jamais
Quantas palavras
Que ela adorava
Saíram de cartaz
Nós aprendemos
Palavras duras
Como dizer perdi, perdi
Palavras tontas
Nossas palavras
Quem falou não está mais aqui

Ponto de Interrogação Gonzaguinha (vídeo e letra)



Composição: Gonzaguinha
Por acaso algum dia você se importou
Em saber se ela tinha vontade ou não
E se tinha e transou,você tem a certeza
De que foi uma coisa maior para dois
Você leu em seu rosto o gosto,o fogo,o gozo da festa
E deixou que ela visse em você
Toda a dor do infinito prazer
E se ela deseja e você não deseja
Você nega,alega cansaço ou vira de lado
Ou se deixa levar na rotina
Tal qual um menino tão só no antigo banheiro
Folheando as revistas,comendo a s figuras
As cores das fotos te dando a completa emoção
São pe rguntas tão tolas de uma pessoa
Não ligue,não ouça são pontos de interrogação
E depois desses anos no escuro do quarto
Quem te diz que não é só o vicio da obrigação
Pois com a outra você faz de tudo
Lembrando daquela tão santa
Que é dona do teu coração
Eu preciso é ter consciência
Do que eu represento nesse exato momento
No exato instante na cama,na lama,na grama
Em que eu tenho uma vida inteira nas mãos..

Noite Ilustrada-Ronda (vídeo e letra)


De noite eu rondo a cidade
A te procurar sem encontrar
No meio de olhares espio em todos os bares
Você não está
Volto pra casa abatida
Desencantada da vida
O sonho alegria me dá
Nele você está
Ah, se eu tivesse quem bem me quisesse
Esse alguém me diria
Desiste, esta busca é inútil
Eu não desistia
Porém, com perfeita paciência
Volto a te buscar
Hei de encontrar
Bebendo com outras mulheres
Rolando um dadinho
Jogando bilhar
E neste dia então
Vai dar na primeira edição
Cena de sangue num bar
Da avenida são joão
Paulo Vanzolini

Paulo Emílio Vanzolini (São Paulo, 25 de abril de 1924) é um zoólogo e compositor brasileiro, autor de famosas canções como "Ronda", "Volta por Cima" e "Na Boca da Noite".

É um dos idealizadores da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e ativo colaborador do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo, que com seu trabalho aumentou a coleção de répteis de cerca de 1,2 mil para 230 mil exemplares[carece de fontes].

Criou a Teoria dos Refúgios a partir de estudos conjuntos com o geomorfologista Aziz Ab'Saber e com o americano Ernest Williams. Refúgio foi o nome dado ao fenômeno detectado nas expedições de Vanzolini pela Amazônia, quando o clima chega ao extremo de liquidar com uma formação vegetal, reduzindo-a a pequenas porções. Assim formam-se espaços vazios no meio da mata fechada.

Prêmios e condecorações

Paulo Vanzolini foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico.

Em agosto de 2008, o cientista e compositor foi também premiado pela Fundação Guggenheim, em Nova Iorque, em virtude de suas contribuições para o progresso da ciência. O mesmo prêmio foi dado a três outros cientistas brasileiros, em outras áreas além da biologia.

Táxons nomeados em sua homenagem

Alpaida vanzolinii Levi, 1988[1] -- (Arachnida, Araneidae)
Alsodes vanzolinii (Donoso-Barros, 1974)[2] -- (Amphibia, Cycloramphidae)
Amphisbaena vanzolinii Gans 1963[3] -- (Reptilia, Amphisbaenidae)
Anolis vanzolinii (Williams, Orces, Matheus, Bleiweiss 1996)[4] -- (Reptilia, Polychrotidae)
Cochranella vanzolinii Taylor & Cochran 1953[5] -- (Amphibia, Centrolenidae)
Dendrobates vanzolinii Myers, 1982[6] -- (Amphibia, Dendrobatidae)
Exallostreptus vanzolinii Hoffman 1988[7] -- (Diplopoda, Spirostreptidae)
Gymnodactylus vanzolinii Cassimiro & Rodrigues 2009[8] -- (Reptilia, Phyllodactylidae)
Hylodes vanzolinii Heyer 1982[9] -- (Amphibia, Hylodidae)
Liophis vanzolinii Dixon 1985[10] -- (Reptilia, Colubridae)
Nausigaster vanzolinii Andretta & Carrera 1952[11] -- (Insecta, Syrphidae)
Phrynomedusa vanzolinii Cruz 1991[12] -- (Amphibia, Hylidae)
Psittoecus vanzolinii Guimarães 1974[13] -- (Insecta, Philopteridae)
Saimiri vanzolinii Ayres 1985[14] -- (Mammalia, Primates, Cebidae)
Vanzosaura Rodrigues 1991[15] -- (Reptilia, Gymnophthalmidae)
Documentários

Paulo Vanzolini filmou três documentários com o diretor Ricardo Dias, de cujo pai era amigo. Os dois primeiros sobre o seu trabalho como zoólogo e o terceiro sobre sua obra musical.

Discografia

1967: Onze Sambas e uma Capoeira (vários intérpretes)
1974: A Música de Paulo Vanzolini
1981: Por Ele Mesmo
2003: Acerto de Contas

Djavan-Topazio. (vídeo e letra)




Kremlin, Berlim
Só pra te ver
E poder rir
Luzes, jasmim
Meu coração, vaso quebrado
Ilusão, fugir
Da fronteira de topázio e lã
Vou até rubi
Sedução
Poder sonhar
Estupidez
Você arrasa
E me arrasou
Só pra anoitecer
O que é escuro
Ninguém me beijou
Mais puro
Tô lembrando de você
Uma vez...
Kremlin, Berlim
Pra não dizer Telaviv
Ilusão
Fugir de mim.

Francis Hime-Embarcação. (vídeo e letra)


Composição: Francis Hime/Chico Buarque
Sim, foi que nem um temporal
Foi um vaso de cristal
Que partiu dentro de mim
Ou quem sabe os ventos
Pondo fogo numa embarcação
Os quatro elementos
Num momento de paixão
Deus, eu pensei que fosse Deus
E que os mares fossem meus
Como pensam os ingleses
Mel, eu pensei que fosse mel
E bebi da vida
Como bebe um marinheiro de partida, mel
Meu, eu julguei que fosse meu
O calor do corpo teu
Que incendeia meu corpo há meses
Ar, como eu precisava amar
E antes mesmo do galo cantar
Eu te neguei três vezes
Cais, ficou tão pequeno o cais
Te perdi de vista para nunca mais
Mais, mais que a vida em minha mão
Mais que jura de cristão
Mais que a pedra desse cais
Eu te dei certeza
Da certeza do meu coração
Mas a natureza vira a mesa da razão

Quando te vi chorando-Zeca pagodinho e Ircéia (vídeo e letra)


Composição: Zeca Pagodinho/Arlindo Cruz
Quando eu te vi chorando
Eu não gostei
Mas não sorri
Eu respeitei
Vi teus olhos transbordando
Quando eu passei
Mas ninguém te amou
Só eu te amei
Ninguém te amou
Só eu te amei
Te amei com a fé de um cristão
Fiz teu nome bendito ser minha oração
Eu dancei, toquei no candomblé
E a tua "digina" foi o meu axé
Tentei seitas do oriente
Cantei "Hari Hama", meditei, jurei
Mas ninguém te amou
Só eu te amei
Ninguém te amou
Só eu te amei
Em magia negra não fui
Não me comprometi com os anjos do mal
Só pedi ao meu velho "guru"
Pra deixar tudo azul
E não ter baixo astral
Mas, meu ideal foi fatal e mortal
Ainda bem, que eu me ressuscitei
Mas, ninguém te amou
Só eu te amei

Jamelão-Esses moços (vídeo e letra)


Informação geral
Nome completo José Bispo Clementino dos Santos
Apelido Jamelão
Nascimento 12 de Maio de 1913
Origem Rio de Janeiro
País Brasil
Data de morte 14 de junho de 2008 (95 anos)
Gêneros Samba, Samba-canção, Samba-enredo
Instrumentos Vocal
Extensão vocal tenor
Gravadora(s) Odeon, Companhia Brasileira de Discos, Philips, Continental, RGE, Som Livre
Afiliações Francisco Alves
Lupicínio Rodrigues
José Bispo Clementino dos Santos, mais conhecido como Jamelão (Rio de Janeiro, 12 de maio de 1913 – Rio de Janeiro, 14 de junho de 2008), foi um cantor brasileiro, tradicional intérprete dos sambas-enredo da escola de samba Mangueira.

Biografia

Nasceu no bairro de São Cristóvão e passou a maior parte da juventude no Engenho Novo, para onde se mudou com seus pais. Lá, começou a trabalhar, para ajudar no sustento da família - seu pai havia se separado de sua mãe. Levado por um amigo músico, conheceu a Estação Primeira de Mangueira e se apaixonou pela escola de samba.

Ganhou o apelido de Jamelão na época em que se apresentava em gafieiras da capital fluminense. Começou ainda jovem, tocando tamborim na bateria da Mangueira e depois se tornou um dos principais intérpretes da escola.

Passou para o cavaquinho e depois conseguiu trabalhos no rádio e em boates. Foi "corista" do cantor Francisco Alves e, numa noite, assumiu o lugar dele para cantar uma música de Herivelto Martins.

A consagração veio como cantor de samba. Sua primeira gravadora foi a Odeon. Depois, trabalhou para a Companhia Brasileira de Discos, Philips e mais tarde para a Continental, onde gravou a maioria de seus álbuns, para a RGE e depois para a Som Livre. Entre seus sucessos, estão "Fechei a Porta" (Sebastião Motta/ Ferreira dos Santos), "Leviana" (Zé Kéti), "Folha Morta" (Ary Barroso), "Não Põe a Mão" (P.S. Mutt/ A. Canegal/ B. Moreira), "Matriz ou Filial" (Lúcio Cardim), "Exaltação à Mangueira" (Enéas Brites/ Aluisio da Costa), "Eu Agora Sou Feliz" (com Mestre Gato), "O Samba É Bom Assim" (Norival Reis/ Helio Nascimento) e "Quem Samba Fica" (com Tião Motorista).

De 1949 até 2006, Jamelão foi intérprete de samba-enredo na Mangueira, sendo voz principal a partir de 1952, quando sucedeu Xangô da Mangueira.[1] Em janeiro de 2001, recebeu a medalha da Ordem do Mérito Cultural, entregue pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso.

Diabético e hipertenso, Jamelão teve problemas pulmonares e, desde 2006, sofreu dois derrames. Afastado da Mangueira, declarou em entrevista: "Não sei quando volto, mas não estou triste."

Morreu às 4hs do dia 14 de junho de 2008, aos 95 anos, na Casa de Saúde Pinheiro Machado, em sua cidade natal, por falência múltipla dos órgãos. O enterro foi no Cemitério São Francisco Xavier, no bairro do Caju, no Rio de Janeiro.

Curiosidades

Jamelão era torcedor do Club de Regatas Vasco da Gama.
Ele se irritava ao ser chamado de "puxador" ao invés de intérprete, pois conforme ele falava em várias entrevistas, "puxador é quem puxa carro ou quem puxa fumo".
No dia do enterro, um carro do corpo de Bombeiros levou o caixão em cortejo fúnebre pela cidade, passando pela Marquês de Sapucaí.
Discografias

(2003) Cada vez melhor • Obi Music • CD
(2001) Escolas de Samba no Dia da Cultura • CD
(2000) Por força do hábito • Som Livre • CD
(1997) A voz do samba • CD
(1994) Minhas andanças • RGE • LP
(1987) Recantando mágoas-Lupi, a dor e eu • Continental • LP
(1984) Mangueira, a super campeã • Continental • LP
(1980) Jamelão • Continental • LP
(1977) Folha morta • Continental • LP
(1975) Jamelão • Continental • LP
(1975) Samba-enredo-sucessos antológicos • Continental • LP
(1974) Jamelão • Continental • LP
(1974) Os melhores sambas enredos 75 • Continental • LP
(1973) Jamelão • Continental • LP
(1972) Jamelão interpreta Lupicínio Rodrigues • Continental • LP
(1970) Jamelão • Continental • LP
(1969) Cuidado moço • RCA Victor • LP
(1964) Torre de Babel/Feioso e pobre • Continental • 78
(1963) Horinha certa/Eu agora sou feliz • Continental • 78
(1963) Reza/Não adianta • Continental • 78
(1963) Fim de jornada/Foi assim • Continental • 78
(1963) Velinha acesa/Eu não quero vacilar • Continental • 78
(1963) Estamos em paz/Voa meu passarinho • Continental • 78
(1963) Sambas para todo gosto • Continental • LP
(1962) A marron do Leblon/Você é gelo • Continental • 78
(1962) Jamelão canta para enamorados • Continental • LP
(1961) Amor de mãe/Valsinha da mamãe • Continental • 78
(1961) Meu barracão de zinco/Vou fugir de mim • Continental • 78
(1961) Mais do que amor/Qual o quê! • Continental • 78
(1961) Foi brinquedo/Só meu coração • Continental • 78
(1961) Dia de pierrô/Linguagem do morro • Continental • 78
(1961) Jamelão e os sambas mais • Continental • LP
(1960) Não importa/O grande presidente • Continenta • 78
(1960) Exemplo/Jajá na Gambõa • Continenta • 78
(1960) Solidão/Decisão • Continenta • 78
(1960) Deixei de sofrer/Eu não sou Deus • Continenta • 78
(1960) Desfile de Campeãs-Jamelão e Escolas de Samba • Continental • LP
(1959) Ela disse-me assim/Esquina da saudade • Continenta • 78
(1959) Três amores/Há sempre uma que fica • Continenta • 78
(1959) O samba é bom assim/Esta melodia • Continenta • 78
(1959) Fechei a porta/Perdi você • Continenta • 78
(1959) O samba é bom assim-a boite e o morro na voz de Jamelão • Continental • LP
(1958) Grande Deus/Frases de um coração • Continental • 78
(1958) Nem te lembras/Ela está presente • Continental • 78
(1958) Saudade que mata/Serenata de pierrô • Continental • 78
(1958) Guarde seu conselho • Continental • 78
(1958) O samba em Noite de Gala • Continental • LP
(1958) Escolas de Samba • Continental • LP
(1957) Moleza/Eu hein, Dolores • Continental • 78
(1957) Timbó/Pense em mim • Continental • 78
(1957) Quem mandou/Como ela é boa • Continental • 78
(1957) Não quero mais/Não tenho ninguém • Continental • 78
(1956) Cansado de sofrer/Mirando-te • Continental • 78
(1956) Folha morta/Dengosa • Continental • 78
(1956) Definição • Continental • 78
(1956) Vida de circo/Confiança • Continental • 78
(1955) Bica nova/Se parar esfria • Continental • 78
(1955) Ogum General de Umbanda/Enconsta o carro (Gírias cariocas) • Continental • 78
(1955) Corinthians, campeão do centenário/Oração de um rubro negro • Continental • 78
(1955) Exaltação à Mangueira/Lá vou eu • Continental • 78
(1955) Eu não mandei/Castigo do céu • Continental • 78
(1954) Sem teu amor/O caçador de preá • Sinter • 78
(1954) Alta noite/A cegonha mandou • Sinter • 78
(1954) Leviana/Deixa de moda • Continental • 78
(1953) Acabei entrando bem/Vem cá mulata • Sinter • 78
(1953) Eu não poderei/Deixa amanhecer • Sinter • 78
(1953) Seu deputado/Voltei ao meu lugar • Sinter • 78
(1952) Só apanho resfriado/Você vai...eu não • Sinter • 78
(1952) Eu vou partir/Mora no assunto • Sinter • 78
(1951) Falso pirata/Lá vem você • Odeon • 78
(1951) Casinha da colina/Voltei ao meu lugar • Odeon • 78
(1951) Torei o pau/Onde vai sinhazinha • Odeon • 78
(1950) Pancho Vila/Este é o maior • Odeon • 78
(1950) Capitão da mata/Já vi tudo • Odeon • 78
(1950) Pai Joaquim/Siá Mariquinha • Odeon • 78
(1950) Pirarucu/Duque de Caxias • Odeon • 78
(1949) A giboia comeu/Pensando nela • Odeon • 78