sábado, 17 de março de 2012

DJAVAN (biografia)

Djavan Caetano Viana (Maceió, 27 de janeiro de 1949) é um cantor, compositor, produtor musical e violonista brasileiro
Djavan combina tradicionais ritmos sul-americanos com música popular dos Estados Unidos, Europa e África. Entre seus sucessos musicais destacam-se, "Seduzir", "Flor de Lís", "Lilás", "Pétala", "Se…", "Eu te Devoro", "Açaí", "Segredo", "A Ilha", "Faltando um Pedaço", "Oceano", "Esquinas" e "Boa Noite".
Nascido em Maceió, capital de Alagoas, filho de uma mãe afro-brasileira e de um pai neerlando-brasileiro. Sua mãe, lavadeira, entoava canções de Ângela Maria e Nelson Gonçalves. Aprendeu violão sozinho na adolescência. Sempre gostou muito de jogar futebol.
As composições de Djavan já foram gravadas por Al Jarreau, Carmen McRae, The Manhattan Transfer, Loredana Bertè, Eliane Elias; e, no Brasil entre outros por Gal Costa, João Bosco, Chico Buarque, Daniela Mercury, Ney Matogrosso, Elba Ramalho, Simone, Caetano Veloso e Maria Bethânia.
Seu álbum duplo gravado ao vivo, Djavan Ao Vivo, vendeu 1,2 milhões de cópias e sua canção "Acelerou" foi escolhida a melhor canção brasileira de 2000 no Grammy Latino. No ano 2000, Djavan recebeu os Prêmios Multishow de melhor cantor, melhor show e melhor CD. Seu álbum Matizes foi lançado em 2007 e ele partiu em turnê pelo Brasil para promovê-lo.
As músicas de Djavan são conhecidas pelas suas "cores". Djavan retrata muito bem em suas composições a riqueza das cores do dia-a-dia e se utiliza de seus elementos em construções metafóricas que nenhum outro compositor consegue nem mesmo ousar. As músicas de Djavan são amplas, confortáveis chegando ao requinte de um luxo acessível a todos. Até hoje Djavan é conhecido mundialmente pela sua tradição e o ritmo da música cantada.
Djavan é pai dos cantores Flávia Virgínia e Max Viana (que também é guitarrista e faz parte de sua banda) e do músico João Viana, que além de tocar com Djavan, fez parte das bandas de Cássia Eller e Nando Reis.
1973-76 - O Início: A Voz e O Violão
Aos dezoito anos, formou o conjunto Luz, Som, Dimensão (LSD), que tocava em bailes de clubes, praias e igrejas de Maceió. No ano seguinte, Djavan largou o futebol e passou a dedicar-se apenas à música.
Em 1973 foi para o Rio de Janeiro onde teve ajuda do radialista Edson Mauro, que o apresentou a Adelzon Alves, que o levou para o produtor da Som Livre, João Mello que lhe deu a oportunidade de gravar músicas de outros artistas para as novelas da Rede Globo: "Alegre Menina" (Jorge Amado e Dorival Caymmi), da novela "Gabriela"; e "Calmaria e Vendaval" (Toquinho e Vinícius de Moraes), da novela "Fogo sobre Terra".
Djavan começou a ficar conhecido a partir de conquistar o 2º lugar no Festival Abertura transmitido pela Rede Globo com a canção "Fato Consumado", a partir daí a Somlivre que o havia contratado somente para interpretar canções para integrarem trilhas de novelas da Rede Globo, começou a produzir seu primeiro álbum que trouxe o "carro-chefe": "Flor de Lís" que se torna um grande hit nas rádios. O álbum ganhou o título de "A Voz, O Violão, A Música de Djavan" hoje no site oficial de Djavan é apenas intitulado de "Djavan" tendo como subtítulo o título anterior. Além dos sucessos: "Flor de Lís" e "Fato Consumado", o álbum mostra outras composições sob o gênero samba que ganharam reconhecimento entre críticos e fãs: "Na Boca do Beco", "Maçã do Rosto", "E Que Deus Ajude" e "Embola Bola" (na maioria das vezes as letras falam sobre um cotidiano amoroso ou fatos da vida de Djavan antes de se tornar artista).
Djavan grava seu segundo disco, de nome homônimo: Djavan lançado em 1978 , posteriormente recebe o subtítulo de "Cara de índio" (a primeira faixa do álbum). Além de "Cara de Índio" que retrata a cultura e a visão social dos índios brasileiros, o álbum possui a canção "Álibi" que em mesma época seria gravada por Maria Bethânia, se tornando um enorme sucesso no país, do qual seria faixa-título do álbum de maior sucesso da cantora: Álibi (sendo este o primeiro álbum na história da música brasileira, que por uma interprete feminina ultrapassou 1 milhão de cópias).
A canção gravada por Maria Bethânia faz Djavan se tornar cada vez mais conhecido, Elis Regina regrava a faixa "Samba Dobrado" em 1979 para uma apresentação no Mountrex Jazz Festival. Djavan também grava um videoclipe da canção "Serrado" para o programa Fantástico da Rede Globo.
Em 1980 Djavan lança Alumbramento e embala o hit "Meu Bem Querer" que se torna um dos maiores sucessos da carreira do cantor, como os álbuns anteriores este também é bem visto pelos críticos musicais com canções como "Tem Boi Na Linha", "Sim ou Não", "Lambada de Serpente", "Alumbramento", "Triste Baía de Guanabara" e "Aquele Um".
Em mesmo ano o cantor lança outro dos maiores sucesssores de sua carreira às rádios: "Faltando um Pedaço".
Depois de uma viagem de Djavan a cidade de Luanda na Angola, Djavan diz ter se inspirado na cultura africâna em muitas de suas composições, o álbum "Seduzir" avaliado pela allmusic com nota máxima, onde o crítico Alex Henderson compara as composições e estilo musical de Djavan aos do Beatles e Stevie Wonder, além de citar como significantes faixas como "Seduzir", "Morena de Endoidecer", "Jogral" e "Faltando um Pedaço" .
Nesta época, artista, público e crítica comoeçam a reconhecer Djavan como compositor, do qual Nana Caymmi viria a regravar Dupla Traição e Roberto Carlos A Ilha, além da cantora Gal Costa que grava a canção Açaí e regrava Faltando um Pedaço.
Em 1981 ele recebe o prêmio de melhor compositor da Associação Paulista deos Críticos de Arte, do qual ele ganharia novamente em 1982.
Djavan começa a se tornar cada vez mais um dos compositores mais conhecidos do Brasil, o fato faz com que o artista seja reconhecido também no exterior, principalmente por artistas e críticas, ao entrar para CBS (atual Sony Music) Djavan grava o álbum Luz, que tem a participação de Stevie Wonder na canção Samurai de seu álbum: "Luz", além de outros imensos sucessos como Sina, Pétala e Açaí, além de outras por reconhecimento do público como Capim e Luz.
O reconhecimento artístico de Djavan pelo público, transformam, de apresentações que passaram de teatros a ginásios e os discos que saltaram de 40 mil para 350 mil cópias.
Ainda nesta época, Djavan se dedica a carreira de ator, no filme Para Viver um Grande Amor, filme de Miguel Faria Jr., no qual Djavan interpreta um mendigo apaixonado que se apaixona pela moça rica, interpretada por Patrícia Pillar. Djavan também produziu e compos juntamente com Chico Buarque para a Para Viver um Grande Amor.
Em 1983 participou do maior hit, "Superfantástico", do grupo infantil de grande sucesso "Turma do Balão Mágico".
Djavan lança um novo álbum depois de seu reconhecimento artístico: Lilás, que foi executada mais de 1.300 vezes nas rádios brasileiras em seu dia de estreia, o álbum ainda produz outro grande sucesso para as rádios: Esquinas, o álbum ainda produz pequenos sucessos como Infinito e Obi . A carreira de Djavan também estabiliza no exterior, graças a reverências de Quincy Jones (editor de alguma de suas músicas) e vários shows realizados, em 1985 é lançada uma compilação do repertório dos álbuns Luz e Lilás nos EUA.
Em 1986, Djavan lança o álbum Meu Lado, gravado inteiramente no Brasil (diferentemente de seus dois álbuns anteriores, gravados em Los Angeles), onde se vês gêneros e estilos musicais como xote, balada, samba e valsa, onde lançam-se sucessos como Topázio (já gravado anteriormente por Gal Costa no álbum Profana e Segredo, além de pequenos sucessos por fãs como Romance, Beiral e Quase de Manhã.
Em 1987, Djavan lança Não É Azul, Mas É Mar, lançado no exterior como Bird of Paradise, possui as primeiras canções em inglês de Djavan, Stephe's Kingdom (com participação de Stevie Wonder , Bird of Paradise e Miss Sussana. No Brasil o álbum produz os menores sucessos da carreira do cantor, o maior deles é Dou-Não-Dou, incluído na trilha da novela Mandala, além de outros como Soweto e Me Leve.