quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Fernando Brant (BIOGRAFIA)

Fernando Rocha Brant, conhecido como Fernando Brant (Caldas, 9 de outubro de 1946Belo Horizonte, 12 de junho de 2015) foi um compositor brasileiro. Na década de 1960, na cidade de Belo Horizonte participou do movimento musical Clube da Esquina e durante a sua carreira foi parceiro de Milton Nascimento, Lô Borges, Wagner Tiso, Márcio Borges, Nivaldo Ornelas, Toninho Horta e Paulo Braga.
 Caldas, no sul de Minas Gerais.
Fernando Brant nasceu em
Aos 5 anos se mudou para Diamantina, e aos 10 para a capital mineira Belo Horizonte.
Estudou no Grupo Barão do Rio Branco, no Colégio Arnaldo e no Colégio Estadual Central, antes de completar o ensino médio no recém-criado Colégio Técnico da UFMG. Brant tornou-se ávido leitor e cinéfilo, enquanto conhecia seus futuros parceiros musicais Milton Nascimento e Márcio Borges.
Estudou Direito como seu pai, e trabalhou como jornalista, escrevendo para O Cruzeiro, A Cigarra e outras publicações dos Diários Associados.
Sua entrada no ramo musical foi em 1966, quando Nascimento o convidou para colocar, pela primeira vez, letra em uma melodia. O resultado foi "Travessia", inspirada na obra Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa.
Em 1967, "Travessia" foi gravada no álbum de mesmo nome de Nascimento, e ganhou o segundo lugar no II Festival Internacional da Canção do Rio de Janeiro.
De lá para cá Brant compôs canções com vários parceiros.
O principal foi Milton Nascimento, com quem compôs mais de 200 canções, entre elas "Maria, Maria", "Canção da América", "Ponta de Areia", "Planeta Blue", "Promessas do Sol", "O Vendedor de Sonhos", "Saudade dos Aviões da Panair (Conversando no Bar)", "Encontros e Despedidas", "Nos Bailes da Vida" e "San Vicente".
Os temas evocavam em especial a infância do autor, com uma BH tranquila, com a garotada brincando nas ruas.

Criou roteiros e letras para balés, teatros e trilhas de filmes nacionais e novelas. Criou com Tavinho Moura o musical brasileiro Fogueira do Divino.
Desde os anos 1980, presidia a União Brasileira de Compositores, atuando na defesa de direitos autorais de músicos.
Brant voltou a trabalhar para a imprensa sendo colunista de cultura do Estado de Minas entre 2001 e 2014