quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Déa Trancoso (BIOGRAFIA)

Déa Trancoso – Cantora, compositora e produtora cultural. Celebrou, em 2012, 25 anos de uma carreira dedicada a mostrar o Brasil para o mundo e para os brasileiros. Chamada pelos fãs e alguns críticos de “a fada telúrica”, Déa Trancoso é exemplo de uma trajetória musical forjada sem nenhuma concessão ao mercado fonográfico.

Em 2001, fundou o selo TUM TUM TUM Discos, através do qual conduz seu trabalho. Em setembro de 2012, lançou caixa-box com os seus três Cds:

1. “Tum Tum Tum”(TUM TUM TUM Discos-2006/Biscoito Fino-2010), realizado com recursos do Programa BNB de Cultura, recebeu quatro indicações ao Prêmio da Música Brasileira 2007 (concorrendo com Maria Bethânia, Chico Buarque, Alceu Valença, Antônio Nóbrega, Margareth Menezes) e foi relançado pela parceria TUM TUM TUM Discos e Biscoito Fino, em 2010, com distribuição no Brasil e no exterior;

2. “Serendipity” (TUM TUM TUM Discos-2011), primeiro trabalho autoral que traz também parcerias com Badi Assad, Chico César e Rogério Delayon, o disco foi elogiado por Manfred Eicher/ECM, Egberto Gismonti, Ná Ozzetti, Charles Gavin, Maria Luíza Kfouri, e teve o show de lançamento em Pontevedra/Espanha, durante a Feira das Indústrias Culturais da Galícia, pelo programa Música Minas. Vale lembrar que a sua valsa “Gismontiana 2” -dedicada ao músico Egberto Gismonti-, uma das canções desse álbum, foi harmonizada e arranjada pelo violonista Juarez Moreira e ganhou, posteriormente, arranjo para piano do próprio Egberto Gismonti. Três canções desse álbum forão gravadas por outros artistas: Ná Ozzetti (SP) gravou “Minha Voz”, Gonzaga Leal (PE), “Água Serenada”, e Isabel Nogueira (PR), “Gismontiana 2”.

3. “Déa Trancoso e Paulo Bellinati – FLOR DO JEQUI” (TUM TUM TUM Discos-2012), realizado através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais, no qual os dois artistas criam e recriam símbolos da mítica região do Vale do Jequitinhonha. Sobre “Flor do Jequi” disse a jornalista Maria Luíza Kfouri: “Uma aula de mergulho no Brasil profundo, azul e lindo. Que coisa linda é a canção “Estreleira”! Que coisa linda o teu cantar. Que coisa linda o violão de seresta do Bellinati”.

Em 2008, abriu o show do percussionista Naná Vasconcelos no projeto FESTA DA MÚSICA em Belo Horizonte e fez sua segunda turnê pela Europa (Itália, França e Portugal), integrando o grupo de artistas mineiros que representou o estado na SEMANA DE MINAS GERAIS EM TURIM. Em 2009, viajou por seis cidades brasileiras (São Luis, Curitiba, Belém, Florianópolis, Joinville e Natal), pelo projeto Vozes de Mestres, patrocinado pelo Centro Cultural Banco do Brasil, abrindo o show do multiinstrumentista Egberto Gismonti e mediando o seminário: “Brasil, quem somos nós?”, com participação de Ariano Suassuna, Leonildo Pereira, Dércio Marques, Pena Branca, Humberto de Maracanã e grandes mestres da cultura popular brasileira.

Participa das coletâneas “CHILL BRASIL 5”, com 32 cantoras da MPB (Céu, Mônica Salmaso, Roberta Sá, Mart’nália, Tereza Cristina, entre outras), a convite de Charles Gavin (ex-Titãs), e "CHILL’N’BOSSA" (ao lado de nomes como Tom Jobim, João Gilberto, Milton Nascimento, Tito Madi, Luis melodia, entre outros), pela Warner Music, lançadas no Brasil, Europa, Japão e EUA.

Em 2012, fez sua terceira turnê pela Europa: Inglaterra, Bélgica, Holanda, França e Espanha.