quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Teca Calazans (BIOGRAFIA)

Nascida no Espírito Santo, neta de um maestro, filha de uma bandolinista e irmã de pianistas, conviveu com a música desde a infância.
Foi criada no Recife (PE), onde começou a estudar violão.
Interessou-se pela música local, como as cirandas, cocos, xangôs e Banda de Pífaros de Caruaru.
Estudando arte dramática, fundou em 1964, com outros atores e artistas pernambucanos, o Grupo Construção, que apresentava teatro e música e do qual também participavam Geraldo Azevedo e Naná Vasconcelos.
Em 1967, gravou seu primeiro disco, um compacto simples pela gravadora Rozenblit (selo Mocambo) com "Aquela rosa" (Geraldo Azevedo e Carlos Fernando) e "Cirandas" (pesquisa e adaptação de Teca Calazans), canção que popularizou a figura da cirandeira Lia de Itamaracá.
No ano seguinte, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde trabalhou como atriz no Teatro Opinião e na TV Globo. Em 1970, viajou para a França, onde conheceu Ricardo Villas, formando a dupla Teca & Ricardo. A dupla gravou cinco LPs na França "Musiques et chantes du Brésil" (1974), "Caminho das águas" (1975), "Cadê o povo?" (1976), "Teca e Ricardo - desafio de viola" (1978) e "Jardin exotique" (1979). Voltaram ao Brasil em 1979 e gravaram dois LPs pela EMI, "Povo daqui" (1980) e "Eu não sou dois" (1981).
Com a dissolução da dupla, voltou ao Brasil e retomou a carreira solo, tendo músicas gravadas por Milton Nascimento, Gal Costa e Nara Leão, entre outros.
Em 1982, gravou o LP "Teca Calazans".
No ano seguinte, participou do projeto idealizado pela Funarte, em memória dos 80 anos de Mário de Andrade, que resultou no LP "Mário 300, 350", no qual interpreta repertório folclórico.
Em 1984, gravou o LP "Mina do mar".
Em 1988, participou do projeto "100 anos de Heitor Villa-Lobos", registrado no disco "Villa-Lobos - Serestas e Canções - Intérprete: Teca Calazans", lançado nos mercados norte-americano e europeu.
Ainda em 1988 gravou "Intuição", disco independente com direção musical de Maurício Carrilho, lançado na Europa em 1993.
Retornou à França em 1989, onde passou a morar definitivamente. Na França lançou os CDs "Pizindim - 100 Anos de Pixinguinha" (1990), em que interpreta a obra de Pixinguinha, "O Samba dos Bambas", com O Trio, com obras de compositores clássicos do samba, e "Firoliu" (1996), predominantemente autoral.
Em 1998 lançou o Cd "Intuição". Lançou, em 1999, o CD "De Cara Nova" e, em 2000, o CD "Alma de Tupi", contendo, entre outras, "Aranã", de Sinhô, e a faixa-título, de Jararaca. Em 2002 lançou, ao lado de Elomar, Xangai, Pena Branca e Renato Teixeira, o disco "Cantoria Brasileira". Em 2003 lançou o Cd "Teca Calazans & Heraldo do Monte", e em 2007 o CD "Impressões Sobre Maurício Carrilho & Meira".