quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Alessandra Maestrini (BIOGRAFIA)

Alessandra Márcia Maestrini (Sorocaba, 17 de maio de 1977) é uma atriz, cantora, compositora e versionista brasileira.
Filha de mãe gaúcha e pai estadunidense, nasceu em Sorocaba, estado de São Paulo. Alessandra desde cedo gostava de música, literatura e arte em geral. Quando menina, costumava criar cenas, escrever, cantar, dançar, desenhar e dirigir os amiguinhos.
Já morando na cidade do Rio de Janeiro, fez um curso de férias com Cláudia Jimenez e aos 11 anos entrava para o Tablado. Começou a estudar canto aos 15 anos (que posteriormente virariam aulas de canto lírico com a conceituada professora Vera do canto e Mello). Um ano depois se apresentou com a Companhia de Daniel Herz e Suzanna Krueger.
Aos 17 anos ganhou uma bolsa de teatro e música para estudar nos Estados Unidos, na Universidade de Evansville, em Indiana.
Voltando ao Brasil, entrou para o elenco do premiado musical "As Malvadas", de Charles Möeller e Cláudio Botelho. A partir de então não parou mais, alternando trabalhos em teatro, televisão e cinema. Participou de outros musicais de sucesso, como O Abre Alas, Rent (no papel de Maureen Johnson), Les Miserables (no papel de Fantine) e Ópera do Malandro, de Charles Möeller e Cláudio Botelho (no papel de Lúcia).
A participação no musical de Chico Buarque pode ser considerada um divisor de águas na sua carreira. Apesar de o papel de Lúcia não ser o principal, Alessandra conseguiu chamar a atenção por sua interpretação de "Palavra de Mulher", que teria emocionado o próprio autor. Em seguida, Alessandra participou do espetáculo Ópera do Malandro em Concerto, uma versão mais compacta da Ópera.
 A atriz também trabalhou com Lázaro Ramos e Drica Moraes na peça Mamãe não pode saber, e estrelou O Casamento do Pequeno Burguês, que lhe rendeu uma indicação ao Prêmio Shell de Melhor Atriz em 2004. Outro espetáculo que participou foi Utopia, uma adaptação para o teatro do livro homônimo do escritor inglês Thomas Morus, publicado em 1516.
No cinema, trabalhou com os diretores João Falcão (Fica Comigo essa Noite), Miguel Falabella (Polaróides Urbanas) e Gleyson Spadetti (O Labirinto). Na televisão, participou da minissérie Chiquinha Gonzaga, do programa Sob Nova Direção e, em 2007, da minissérie Amazônia, de Galvez a Chico Mendes, onde viveu Soledad, cantora da companhia de zarzuela de Maria Alonso (Christiane Torloni). Em 2007, Alessandra estreou o espetáculo musical "7", da dupla Charles Möeller/Claudio Botelho. O papel foi escrito especialmente para ela. Amélia era uma mulher traída pelo marido, que recorria à cartomante Carmem, vivida por Zezé Motta para tê-lo de volta.
De 2007 a 2009 Alessandra esteve no ar, pela Rede Globo no seriado Toma Lá Dá Cá, de Miguel Falabella e Maria Carmem Barbosa, no papel da divertida empregada Bozena, personagem que divertiu o público com as histórias hilárias de sua terra natal, Pato Branco, no Paraná. A repercussão e carisma da personagem foi tamanha, que Alessandra foi agraciada com uma medalha de "cidadã honorária" em Pato Branco.
Conciliando o final das gravações de "Toma Lá Dá Cá", entrou em tournée pelo Brasil junto a Reynaldo Gianecchini com a peça, Doce Deleite, dirigida por Marília Pêra, e começou a gravar a novela Tempos Modernos dando vida a cantora de ópera Ditta. Além de mostrar talento para o drama, Alessandra que é Soprano coloratura impressionou o púplico nas cenas da ópera "Tosca" de Giacomo Puccini e ganhou inúmeros fãs, com a interpretação de "Trust Me" da rockeira Janis Joplin.
Em 2010, Alessandra gravou a canção True Colors de Cindy Lauper para a trilha sonora internacional da novela Ti-Ti-Ti.
 A música agradou tanto, que foi um dos assuntos mais comentados nas redes sociais, na primeira vez que foi ao ar.
No fim de 2012, lançou seu primeiro CD solo como cantora, intitulado Drama‘n Jazz, pela Som Livre. Maestrini é uma das primeiras pessoas a ter aprovadas e, bastante elogiadas as versões que fez para o inglês de letras de Chico Buarque , dentre elas, “I love you” (Eu te amo), que foi tema da trilha da novela Aquele Beijo, escrita por Miguel Falabella. Deste CD, a canção Deixa Estar, em parceria com Tiago Abravanel foi sucesso nas rádios.
O show do disco fez burburinho no Festival Internacional Tudo É Jazz, em setembro de 2013, em Ouro Preto, e na edição do mesmo festival no Rio de Janeiro em dezembro do mesmo ano, no Porto Maravilha.
Em 2014, a cantora seguiu a turnê do Drama ’n Jazz, com apresentações em Belo Horizonte, Campinas, São Paulo (Tom Jazz e Fasano) e Bahia.
Neste mesmo ano, Maestrini também participou do projeto Nascente e Foz, que mescla poesia e música, nas principais capitais do país; e do espetáculo As Cantrizes, que teve também a participação de cantoras-atrizes como Marisa Orth e Zezé Motta, no Centro Cultural dos Correios, em São Paulo.
Como atriz, participou da série Correio Feminino, do Fantástico; da série As Canalhas, do GNT; e do longa A Primeira Missa ou Tristes Tropeços, Enganos e Urucum, uma comédia de Ana Carolina em que interpretava uma índia e lhe rendeu a indicação ao Prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante no Prêmio Qualidade Brasil.
 É escalada para Sexo e as Negas, série de Miguel Falabella.
 Ainda em 2014, numa entrevista à Revista Caras assume ser bissexual. “Sou artista, boa parte dos meus amigos é artista, ‘mente aberta’ como eu, a imprensa sempre me trata com o carinho e discrição que eu gostaria e, ainda assim, eu estou exausta. Exausta de não me sentir amada incondicionalmente. Exausta de não me permitir amar e ser amada como devo e como mereço. Exausta de me sentir rejeitada e, é claro, especialmente por mim mesma.
Exausta de assumir uma posição superficial sobre tantos assuntos para ‘não me expor’”, escreveu.
No fim de 2014, Maestrini montou por iniciativa própria o espetáculo “Yentl em Concerto”, que, baseado na obra “Yentl – The Yeshiva Boy”, de Isaac Bashevis Singer, conta com as músicas imortalizadas na voz da Barbra Streisand no filme “Yentl”, vencedor do Oscar de melhor trilha sonora em 1984. As canções de “Yentl em Concerto”, com letras de Alan e Merilyn Bergman, e musicadas por Michel Legrand, são o foco da encenação da Maestrini, que, entre uma música e outra, conta a história de Yentl e seus questionamentos quanto ao gênero, à sexualidade e aos limites impostos pela sociedade de senso comum.
Em cena, a atriz está acompanhada do pianista João Carlos Coutinho, que assina a direção musical. Maestrini assina roteiro, direção e produção executiva do espetáculo. O espetáculo estreou em São Paulo, em curta temporada, e seguiu para o Rio de Janeiro, onde está em cartaz desde abril de 2015. O sucesso é tanto que Yentl vem tendo suas temporadas prorrogadas desde maio, por conta de sessões seguidamente esgotadas.
Ainda no primeiro semestre de 2015, Maestrini seguiu com os shows de Drama ‘n Jazz pelo país, e foi eleita a “Madrinha da Voz” do ano, pela Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia. Em agosto deste ano, Alessandra Maestrini participou do evento RUCOMING out Summer Party, em Londres. Com ingressos esgotados, o evento teve sua renda revertida em prol de uma ONG que trata homossexuais que sofreram bullying e correm risco de vida, e, por isso, Maestrini abriu a noite cantando True Colors, de Cindy Lauper, em homenagem à diversidade. O público cantou junto e ovacionou a brasileira ao fim de sua performance.
Enquanto isso, na TV, Alessandra fez uma participação especial no seriado Mister Brau, com Lázaro Ramos, a convite do diretor Maurício Farias.
Sua personagem foi a Priscila, uma fã louca pelo protagonista, que, a pedidos, voltou em novo episódio.
Alessandra começou o ano de 2016 se apresentando no projeto "As Cantrizes", no Centro Cultural dos Correios, no Rio de Janeiro, e em seguida, começou a sua preparação para protagonizar a série Tempero Secreto, no GNT como Cecília , uma ex-publicitária que resolve usar de seus talentos marqueteiros para abrir um restaurante direcionado ao público foodie.
Em março, ela volta com o show de seu CD Drama 'n Jazz, no Teatro Porto Seguro, e, em abril, retorna aos palcos com Yentl, também em São Paulo.