quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Lucinha Lins (BIOGRAFIA)

A atriz e cantora Lúcia Maria Werner Vianna, conhecida como Lucinha Lins, nasceu no Rio de Janeiro em 9 de março de 1953.
Cresceu no bairro da Tijuca e, na adolescência, com um grupo de amigos apaixonados por música, Lucinha Lins formou o MAU (Movimento Artístico Universitário) – onde começou a cantar e conheceu o músico e compositor Ivan Lins.
No começo dos anos 70, já casada com Ivan Lins, Lucinha participou dos showsdo cantor como vocalista e percussionista. Paralelamente, Lucinha Lins cantou em festivais de música brasileira e começou a gravar jingles. Vieram, então, os comerciais de televisão, que acabaram por revelar o belo rosto escondido atrás daquela bela voz.

Mas foi na década de 80 que Lucinha Lins se tornou conhecida nacionalmente ao vencer o Festival MPB Shell 82 com a música “Purpurina” e receber uma vaia gigantesca – a música favorita do público era “Planeta Água”, de Guilherme Arantes.

Meses depois, Lucinha Lins estreava o espetáculo “Sempre, Sempre Mais”, ao lado de Cláudio Tovar, com enorme sucesso. O musical ficou dois anos em cartaz. Lucinha Lins foi eleita a musa do verão carioca e estava em todos os lugares: na capa da revista “Veja”, nos programas de televisão, nos discos e no cinema, com o filme “Saltimbancos Trapalhões”, sucesso absoluto de bilheteria.

Passado o furacão, Walter Avancini a convidou para ser uma das protagonistas da minissérie “Rabo de Saia”, da Rede Globo, trabalho que lhe valeu o prêmio APCA de Atriz Revelação.

Em seguida, Lucinha Lins viveu a personagem Santinha na novela “Roque Santeiro”, de Dias Gomes - um dos maiores sucessos da teledramaturgia brasileira. Nascia então a atriz Lucinha Lins que não parou mais de fazer TV.

Novamente em parceria com Cláudio Tovar, seu segundo marido, Lucinha Lins produziu musicais infantis como “Sapatinho de Cristal”, “Simbad de Bagdá” e “Caixa de Brinquedos”. O sucesso desses espetáculos foi tanto, que a Rede Manchete de televisão convidou o casal para criar e apresentar um programa infantil: “Lupu Limpim Clapá Topô” - inesquecível para quem foi criança em meados dos anos 80.

A versatilidade de Lucinha Lins conquistou o público e ela se tornou uma das atrizes mais solicitadas para produções de teatro musical. Protagonizou “O Corsário do Rei”, “Splish-Splash”, “O Fantópera da Asma”, “Rosa, um Musical Brasileiro” e muitos outros.

Sempre conciliando seu trabalho em televisão com as atuações no teatro e também no cinema, Lucinha Lins atravessou a década de 90 atuando em mais de dez novelas, entre elas “Despedida de Solteiro”, “A Viagem” e “Corpo Dourado”.

Em 2002, Lucinha Lins reencontrou a música e gravou o cd “Canção Brasileira”, lançado comercialmente em 2003, e fez inúmeros shows ao lado do pianista Geraldo Flach.

Em 2003, em agosto, estreou no papel de Vitória Régia, uma das protagonistas da remontagem do musical “A Ópera do Malandro”, o maior sucesso de público e crítica dos últimos anos no Rio de Janeiro. Com essa montagem, foi indicada ao Prêmio Shell de melhor atriz, em 2003.

Márcio Proença (BIOGRAFIA)

Cantor e compositor fluminense, parceiro de nomes como Aldir Blanc e Paulo César Pinheiro, Márcio Proença (14 de novembro de 1943 – 21 de maio de 2017)
Mesmo sem ter emplacado sucessos populares, o compositor foi gravado e respeitado por quem entende de música, casos de cantoras exigentes ao selecionar repertório, como Beth Carvalho, Leny Andrade e Nana Caymmi.
Foi na voz de Beth, a propósito, que o samba Cabrocha da mangueira, parceria de Proença com Paulo César Pinheiro, chegou ao disco em 1991, no álbum Intérprete, sendo regravado três anos depois por Leny, outra cantora bamba. A mesma Beth Carvalho lançara em 1989 a canção romântica Ziguezagueou, composta por Proença com os parceiros Cláudio Cartier e Marco Aurélio.
 Outra voz-grife da música brasileira, Nana Caymmi gravou com Proença em 1984 a composição Águas partidas (Márcio Proença, Marco Aurélio e Paulo Emílio), em registro feito para Eterno diálogo, álbum do compositor que também foi cantor e deixou discos como Márcio Proença (1981), Facho de luz (2004) e Retrato cantado (2014). E por falar em Nana, ela gravaria Outra tarde e Marca da paixão, parcerias de Proença com Marco Aurélio, nos álbuns Alma serena (1996) e Desejo (2001), respectivamente.
A trajetória musical de Márcio Proença começou na década de 1960, quando, ainda estudante, conheceu Gonzaguinha (1945 – 1991) e Paulo Emílio, compositores com os quais iria formar o Movimento Artístico Universitário (MAU) no desabrochar da década de 1970. Ainda nos anos 1970, Proença entrou para o coro da banda do cantor Roberto Carlos, a convite do maestro Eduardo Lages, com quem atuara no Quarteto Forma, grupo vocal dos anos 1960.
A lista de intérpretes de músicas de Márcio Proença é vasta, também incluindo cantoras como Alcione, Áurea Martins (pioneira ao gravar A palavra que ficou em compacto de 1969), Marília Barbosa –  que batizou o álbum Filme nacional (1978) com nome de música de Proença incluída no repertório – e Simone. A cantora baiana regravou no álbum Simone Bittencourt de Oliveira (1995) a música Pare de me arranhar (1981), assinada por Proença com Marco Aurélio, Darci de Paulo e Flávio Oliveira. Já a Marrom deu voz a O sono dos justos (Márcio Proença e Marcus Lima) no álbum Acesa (2009).
Enfim, Márcio Proença foi compositor gravado por cantoras relevantes e fez música com parceiros como Aldir Blanc, Ivor Lancellotti, Nei Lopes e Paulo César Pinheiro. O que por si só justifica o valor da obra autoral do artista.

Fullgás (Album) Marina Lima

Fullgás é o quinto álbum de estúdio da cantora Marina Lima.
Lançado em 1984 pela Universal Records, o disco foi um dos maiores sucessos da cantora Marina Lima, que incursionava em um pop rock urbano e eficiente. O álbum emplacou a faixa-título, além das versões de Marina para "Mesmo que Seja Eu", de Roberto e Erasmo Carlos, e "Me Chama", de Lobão e da faixa "Veneno (Veleno)". O sucesso alcançado pelo disco na época de seu lançamento colocou Marina no estrelato.
Faixas:
 01. Fullgás 4:09
02. Pé na tábua (Ordinary Pain) 2:36
03. Pra sempre e mais um dia 2:58
04. Ensaios de amor 3:34
05. Mesmo que seja eu 4:40
06. Me chama 3:52
07. Mesmo se o vento levou 3:00
08. Cícero e Marina 0:41
09. Veneno (Veleno) 4:54
10. Mais uma vez 3:07
11. Nosso estilo 3:57

Ficha técnica

  • Assistente de Produção: Márcia Alvarez
  • Coordenação do Produção: Maria Helena
  • Direção Musical: Marina
  • Arregimentação: Clovis Mello
  • Direção de Mixagem: João Augusto e Marina
  • Concepção de Capa: Suzana de Morais e Afonso Beato
  • Foto: Afonso Beato
  • Arte: Ayssa Bastos
  • Coordenação Gráfica: Edson Araujo
  • Técnicos de Gravação: Ary Carvalhães e Jairo Gualberto
  • Assistente de Gravação: Márcio e Marcos
  • Mixagem: Jairo Gualberto
  • Montagem: Ricardo Pereira, William Tardelli e Vitor Alves
  • Corte: Ivan Lisnik
  • Direção Técnica: Luigi Hoffer
  • Produzido por João Augusto
  • Concepção e Arranjo de todas as faixas: Ricardo Cristaldi, Niko Resende, Pedrão e Marina, exceto nas faixas: “Mais uma vez”, arranjo de Lulu Santos “Nosso estilo”, arranjo de Lobão; “Mesmo que seja eu”, arranjo de Marina e banda (Paulo Machado, Paulinho Guitarra, Chico Jullien, Rui Motta e Luizão)
  • PRS – Polygram Rede de Serviços
  • Gravado e Mixado nos estúdios PRS 24 canais – Barra da Tijuca

O primeiro album do A Cor do Som

A cor do Som - ao vivo no Montreux International Jazz Festival. primeiro disco da banda

Gravado ao vivo em Julho de 1978 no 12º Festival de Jazz de Montreux

Armandinho, guitarra baiana / baiana guitar;
Dadi, baixo / bass;
Mu Carvalho, Teclados e Sintetizadores / keyboard and synth;
Gustavo Schroeter, bateria / drum;Ary Dias, percussão / percussion;
Aroldo Macedo, guitarra / guitar.


Produzido por Guti

Músicas:

1-Dança Saci (Mu) 00:00
2-Chegando da Terra (Armandinho) 03:00
3-Arpoador (Dadi/Mu/Gustavo/Armandinho) 08:05
4-Cochabamba (Moraes Moreira/Aroldo Macedo) 18:56
5-Brejeiro(Ernesto Nazareth) 25:51
6-Espírito Infantil (Mu) 29:30
7-Festa na Rua (Dadi/Gustavo/Armandinho/Mu) 31:52
8-Eleonor Rigby (Lennon/McCartney) 34:38