domingo, 10 de dezembro de 2017

Maria Helena Toledo (BIOGRAFIA)

Irmã da cantora Rosana Toledo.
Foi casada com o violonista Luis Bonfá, de quem foi parceira muito constante.

Iniciou sua carreira artística em 1947, como uma das integrantes da dupla Irmãs Toledo, juntamente com sua irmã Rosana.
Em 1951, com a dissolução da dupla, mudou-se para o Rio de Janeiro. Nesse ano, gravou o primeiro disco solo interpretando a marcha "Confusão no salão", de Fernando Bachur.

Em 1959, voltou a cantar com a irmã, apresentando-se na TV Itacolomi (BH). Em 1960, gravou na Chantecler os pontos de macumba "São Jorge guerreiro", de J. M. Alves e "Pai Xangô", de Almerinda Fraga. No mesmo ano gravou seu primeiro disco com uma canção de sua autoria, "Me leva pra longe" (c/ Luiz Bonfá). Em 1962, gravou na Continental o cha cha cha "Corre coração", de B. Kaye, D. Hill e E. Lee com versão de Juvenal Fernandes. Nesse ano, casou-se com Luiz Bonfá, viajando com o marido aos Estados Unidos.

Em 1963, gravou mais dois pontos de macumba "Xangõ, rei da pedreira", de J. M. Alves e "Pai José", de J. B. de Carvalho. Nesse ano, suas composições com o marido Luiz Bonfá foram gravadas por ele e Caterina Valente, "Mania de Maria", "Sorrindo", "Se eu pudesse voltar", "Indiferença", "Melancolia", "Menina flor", "Reverso", "Saudade vem correndo" e "Cantiga da vida".

Como compositora teve entre seus parceiros Baden Powell, Chico Feitosa e Geraldo Vespar. Nos EUA, gravou os LPs: "Maria Toledo sings Bonfá", em 1962, "Jazz, samba, encore", em 1963, cantando em português e acompanhada por Stan Getz, e "Braziliana", em 1965, com Luiz Bonfá e Bob Scott. Em 1966, participou como compositora do I Festival Internacional da Canção, na TV Rio, com "Dia das rosas", com Luiz Bonfá, interpretada por Maysa e classificada em terceiro lugar. Em 1967, participou, também como compositora do II FIC, na TV Globo, com "Vem comigo cantar", com Luiz Bonfá e "Amada, canta", também com Luiz Bonfá.

No mesmo ano, gravou nos EUA o LP "Maria Toledo canta o melhor de Luiz Bonfá" no qual interpretou entre outras "Se eu pudesse voltar", "Oba-oba", "Mundo perdido" e "Samba de Orfeu".

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Luiz Melodia e Seu Jorge - Diz Que Fui Por Aí (vídeo e letra)

Se alguém perguntar por mim
Diz que fui por aí
Levando o violão debaixo do braço

Em qualquer esquina eu paro
Em qualquer botequim eu entro
Se houver motivo
É mais um samba que eu faço

Se quiserem saber se eu volto
Diga que sim
Mas só depois que a saudade se afastar de mim

Tenho um violão para me acompanhar
Tenho muitos amigos, eu sou popular
Tenho a madrugada como companheira

A saudade me doi, o meu peito me roi
Eu estou na cidade, eu estou na favela
Eu estou por aí
Sempre pensando nela

Toni Garrido - Muito Estranho (vídeo e letra)

Hum!
Mas se um dia eu chegar
Muito estranho
Deixa essa água no corpo
Lembrar nosso banho

Hum!
Mas se um dia eu chegar
Muito louco
Deixa essa noite saber
Que um dia foi pouco

Cuida bem de mim
Então misture tudo
Dentro de nós
Porque ninguém vai dormir
Nosso sonho

Hum!
Minha cara pra que
Tantos planos
Se quero te amar e te amar
E te amar muitos anos

Hum!
Tantas vezes eu quis
Ficar solto
Como se fosse uma lua
A brincar no teu rosto

Cuida bem de mim
Então misture tudo
Dentro de nós
Porque ninguém vai dormir
Nosso sonho

Cuida bem de mim
Então misture tudo
Dentro de nós
Porque ninguém vai dormir
Nosso sonho.
 

Vanessa Da Mata - Eu sou Neguinha ? (vídeo e letra)

Eu tava encostado ali minha guitarra
Num quadrado branco, vídeo papelão
Eu era um enigma, uma interrogação
Olha que coisa
Mas que coisa à toa, boa, boa, boa, boa, boa
Eu tava com graça
Tava por acaso ali, não era nada
Bunda de mulata, muque de peão
Tava em Madureira, tava na Bahia
No Beaubourg, no Bronx, no Brás
E eu, e eu, e eu, e eu
A me perguntar
Eu sou neguinha?

Era uma mensagem
Lia uma mensagem
Parece bobagem mas não era não
Eu não decifrava, eu não conseguia
Mas aquilo ia, e eu ia, e eu ia, e eu ia, e eu ia
Eu me perguntava

Era um gesto hippie, um desenho estranho
Homens trabalhando, para e contramão
E era uma alegria, era uma esperança
Era dança e dança ou não, ou não, ou não, ou não, ou não
Tava perguntado:
Eu sou neguinha?
Eu sou neguinha?
Sou neguinha
Eu sou neguinha?
Sou neguinha

Eu tava rezando ali completamente
Um crente, uma lente, era uma visão
Totalmente terceiro sexo
Totalmente terceiro mundo terceiro milênio
Carne nua, nua, nua, nua, nua, nua
Era tão gozado
Era um trio elétrico, era fantasia
Escola de samba na televisão
Cruz no fim do túnel, beco sem saída
E eu era a saída, melodia, meio-dia, dia, dia, dia
Era o que eu dizia:
Eu sou neguinha?

Mas via outras coisas: via o moço forte
Ea mulher macia den'da escuridão
Via o que é visível, via o que não via
E o que poesia e a profecia não vêem
Mas vêem, vêem, vêem, vêem, vêem
É o que parecia
Que as coisas conversam coisas surpreendentes
Fatalmente erram, acham solução
E que o mesmo signo que eu tento ler e ser
É apenas um possível e o impossível
Em mim, em mil, em mil, em mil, em mil
E a pergunta vinha:
Eu sou neguinha?