sábado, 18 de abril de 2020

Vivi Rocha e Rodolfo Coutinho - Passarim (vídeo e letra)

Passarim quis pousar, não deu, voou
Porque o tiro partiu mas não pegou
Passarinho, me conta, então me diz:
Por que que eu também não fui feliz?
Me diz o que eu faço da paixão?
Que me devora o coração..
Que me devora o coração..
Que me maltrata o coração..
Que me maltrata o coração..
E o mato que é bom, o fogo queimou
Cadê o fogo? A água apagou
E cadê a água? O boi bebeu
Cadê o amor? O gato comeu
E a cinza se espalhou
E a chuva carregou
Cadê meu amor que o vento levou?
(Passarim quis pousar, não deu, voou)
Passarim quis pousar, não deu, voou
Porque o tiro feriu mas não matou
Passarinho, me conta, então me diz:
Por que que eu também não fui feliz?
Cadê meu amor, minha canção?
Que me alegrava o coração..
Que me alegrava o coração..
Que iluminava o coração..
Que iluminava a escuridão..
Cadê meu caminho? A água levou
Cadê meu rastro? A chuva apagou
E a minha casa? O rio carregou
E o meu amor me abandonou
Voou, voou, voou
Voou, voou, voou
E passou o tempo e o vento levou
Passarim quis pousar, não deu, voou
Porque o tiro feriu mas não matou
Passarinho, me conta então, me diz:
Por que que eu também não fui feliz?
Cadê meu amor, minha canção?
Que me alegrava o coração..
Que me alegrava o coração..
Que iluminava o coração..
Que iluminava a escuridão..
E a luz da manhã? O dia queimou
Cadê o dia? Envelheceu
E a tarde caiu e o sol morreu
E de repente escureceu
E a lua, então, brilhou
Depois sumiu no breu
E ficou tão frio que amanheceu
(Passarim quis pousar, não deu, voou)
Passarim quis pousar não deu
Voou, voou, voou, voou, voou

domingo, 9 de fevereiro de 2020

Nilton Victorino Filho - Vê se me esquece (Poema e vídeo)

Já que você não aparece,
venho por meio desta
devolver teu faroeste,
o teu papel de seda,
a tua meia bege,
tome também teu book,
leve teu ultraleve
carteira de saúde,
tua receita de quibe,
de quiabo, de quibebe,
do diabo que te carregue,
te carregue, te carregue
teu truque sujo, teu hálito,
teu flerte, tua prancha de surf,
tua idéia sem verve,
que nada disso me serve
Já que você não merece,
devolva minhas preces,
meu canto, meu amor,
meu tempo, por favor,
e minha alegria que,
naquele dia,
só te emprestei por uns dias
e é tudo que me pertence
PS: Já que você foi embora por que não desaparece?

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Heverti Silva - A força do amor (vídeo e letra)

Abriu minha visão o jeito que o amor

Tocando o pé no chão alcança as estrelas
Tem poder de mover as montanhas
Quando quer acontecer
Derruba as barreiras
Para o amor não existem fronteiras
Tem a presa quando quer
Não tem hora de chegar
E não vai embora
Chamou minha atenção
A força do amor
Que é livre pra voar
Durar para sempre
Quer voar
Navegar outros mares
Dá um tempo sem se ver
Mas não se separa
A saudade vem
Quando vê não tem volta
Mesmo quando eu quis morrer
De ciúme de você
Você me fez falta
Sei, não é questão de aceitar
Se não sou mais um a negar
A gente não pode impedir
Se a vida cansou de ensinar
Sei que o amor nos dá asas
Mas volta pra casa
Abriu minha visão o jeito que o amor
Tocando o pé no chão alcança as estrelas
Tem poder de mover as montanhas
Quando quer

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Fabinho Campelo (CD completo)

1 - De Repente Você 2 - Ela Não Tá Nem Aí Pra Mim 3- Garotinha 4 - Karina 5 - Outubro Rubro 6 - Pra Te Pedir Perdão 7 - Uma Canção Para Você 8 - Você Decepcionou 9 - Aonde? 10 - Bárbara Gravado e produzido por Cicero Pestana (Dr. Silvana & Cia) nos Estúdios DRS entre Agosto e Novembro de 2017 Obrigado Cicero Pestana, Edson Wander, Steveson George e Nilton Victorino pela ajuda de suma importância.

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Emílio Santiago - Flamboyant (vídeo e letra)

Por quantas noites eu me vi desencantar
Enquanto os palcos desabavam sobre mim
O meu amor então beijava o meu olhar
Dizia: Vamos lá! Levanta e vai cantar!
Eu me vestia e ela ia amamentar
Nosso menino era plateia e camarim
E dos seus seios parecia perguntar
Meu pai, o que é que há?
Me beija e vai cantar
E eu sabia que tinha de ir
Pra amenizar toda a dor da cidade
E eu pousava nos pianos por aí
Tal qual um sabiá pousava num flamboyant
Por quantas vezes eu pedi a Deus de manhã
Deixar eu cantar pro Brasil
Pra ter no portão, o leite e o pão
E o rabo do cão que diz não quando é sim
Meu amor já na porta de casa
Tendo ao colo o nosso Arlequim
Me dava a impressão de um samba de Tom Jobim
Até que um dia eu resolvi desencantar
E desabei por sobre os palcos do país
O meu amor ainda beija o meu olhar
E eu digo: Vamos lá! Cantar pra quem chorar
Eu peço a Deus para poder doar a luz
Que a minha voz cumpra a missão de atenuar
Toda a amargura dessa terra de Jesus
E eu digo: Vera Cruz, canta pra não chorar!
E pros que cantam nos seus cabarés
Tenham orgulho desta profissão
Pousem nos palcos dos pianos, violões
E a voz é um colibri, nas cores das canções
Por quantas vezes eu pedi a Deus de manhã
Conserve-me a simplicidade
Pra ter no portão o leite e o pão
E o rabo do cão que diz não quando é sim
Meu amor está na porta de casa
E o sorriso do meu Arlequim
É um céu de emoções e eu sou uma luz assim
A brilhar, a brilhar, a brilhar
Meu amor sempre à porta de casa
E o sorriso do meu Arlequim
Sou um samba-canção eterno de Tom Jobim
A cantar, a cantar, a cantar

domingo, 30 de junho de 2019

Cazuza e Barão Vermelho - Eu queria ter uma bomba (vídeo e letra)

Solidão a dois de dia
Faz calor, depois faz frio
Você diz "já foi" e eu concordo contigo
Você sai de perto, eu penso em suicídio
Mas no fundo eu nem ligo
Você sempre volta com as mesmas notícias
Eu queria ter uma bomba
Um flit paralisante qualquer
Pra poder me livrar
Do prático efeito
Das tuas frases feitas
Das tuas noites perfeitas
Solidão a dois de dia
Faz calor, depois faz frio
Você diz "já foi" e eu concordo contigo
Você sai de perto eu penso em homicídio
Mas no fundo eu nem ligo
Você sempre volta com as mesmas notícias
Eu queria ter uma bomba
Um flit paralisante qualquer
Pra poder te negar
Bem no último instante
Meu mundo que você não vê
Meu sonho que você não crê

domingo, 21 de abril de 2019

Lourenço Baeta - Vapor da traição (vídeo e letra)

Dos sete samurais do cais do porto
Um foi preso, outro foi morto
Ninguém sabe dos demais

Mas,o mar nunca esquece dos navios
Do desembocar dos rios
Das muambas nos corais

Faz de conta que marola não é onda
Que nem toda história é lenda
Que o que a água leva, traz

E lembra que nas docas, na agonia
A carga de todo dia
Certo dia, pesou mais

Marujos, velhos lobos navegantes
Caramujos, tripulantes da barcaça da ilusão
A lira dos braçais e a maresia
São parceiros da agonia
Irmãos gemeos da aflição

Dos bravos samurais daquele tempo
Restam gemidos no vento
E o vapor da traição

Mas, como tudo volta e se repete
Renascerão outros sete
Pra mover a embarcação