domingo, 24 de setembro de 2017

Toda genialidade de Marcus Viana

 Marcus Viana (Belo Horizonte, 13 de agosto de 1953) é um violinista, tecladista, cantor e compositor brasileiro.

Filho de Sebastião Viana, ex-revisor e assistente de obras de Villa-Lobos. Fundou sua própria gravadora, Sonhos & Sons, na primeira metade da década de 1990.
O compositor e multiinstrumentista Marcus Viana vem, desde a década de 70, desenvolvendo uma significativa produção musical, tanto no Brasil quanto no exterior. Filho de Sebastião Viana, um flautista e maestro que foi assistente e revisor das obras de Villa Lobos, recebeu no lar sua iniciação na música.

Atuou como violinista na Orquestra Sinfônica de Minas Gerais. Nos anos 80, participou de tournées e gravações com Milton Nascimento e outros membros do “Clube da Esquina” como Beto Guedes, Lô Borges e Flavio Venturini.

Fundou o Grupo Sagrado Coração da Terra, ícone do movimento progressivo nacional e internacional e a Transfônica Orkestra, grupo de música instrumental que funde elementos sinfônicos às raízes brasileiras e afro-ameríndios.

Um dos principais compositores da música instrumental brasileira, principalmente de trilhas sonoras para cinema e TV, com as quais alcançou projeção nacional. Marcus Viana é o músico brasileiro independente com maior número de CDs lançados no mercado nacional e internacional, com quase 50 títulos que vão desde música instrumental, MPB e trilhas sonoras passando pela música infantil, new age, clássica, contemporânea e rock progressivo.

Entre seus maiores sucessos para TV brasileira destacamos as trilhas compostas para as novelas “Pantanal”, “Ana Raio e Zé Trovão”, “Chiquinha Gonzaga”, “Terra Nostra”, “Aquarela do Brasil”, “O Clone” e “A Casa das Sete Mulheres” e para os filmes “Olga”, “Filhas do Vento” e “O Mundo em Duas Voltas”.

Criou uma distribuidora de música independente, a “Sonhos e Sons”, que hoje tem em seu catálogo mais de 300 títulos e congrega artistas brasileiros dos mais variados estilos musicais. A Sonhos e Sons é hoje distribuída na América do Norte, Europa e Ásia e aos poucos se firma como um dos grandes canais da música brasileira no exterior.

Marcus Viana tem um imenso repertório de obras (mais de 1600 composições) em sua editora, com representação em todo mundo.

O sucesso de suas trilhas sonoras em mais de 180 países que importam as séries da TV brasileira o coloca, atualmente, como um dos maiores embaixadores da música do Brasil.

Para Marcus, a música é uma ferramenta de cura psíquica e emocional para o ser humano e seus planos para o futuro se inclinam nessa direção: a Pharmácia de Música e a Música das Esferas, projetos onde a arte e a ciência se unem para impulsionar nossa civilização a um novo patamar de consciência.

Manduka (BIOGRAFIA)

Alexandre Manuel Thiago de Mello ou Manduka (Petrópolis, 21 de fevereiro de 1952 — Rio de Janeiro, 17 de outubro de 2004) foi um compositor e artista plástico brasileiro.

Era filho do poeta amazonense Thiago de Mello. Foi um expoente do rock nacional, tendo um estilo que transitava do rock ao tropicalismo. Gravou com o grupo chileno Los Jaivas.
Os anos de exílio

Era filho da jornalista Pomona Politis e do poeta Thiago de Mello, e sobrinho do músico Gaudêncio Thiago de Mello. Aos 18 anos de idade viajou para o Chile, onde residiu durante quatro anos, convivendo com a cultura do país.


Em 1971 foi convidado pelo cineasta Glauber Rocha para participar, como ator e compositor, de A Estrela do Sol, filme que, embora inacabado, registrou a realidade do exílio.

Na capital chilena conheceu Geraldo Vandré, com quem compôs uma série de canções intitulada Pátria Amada Idolatrada Salve-Salve, uma das quais, na interpretação de Soledad Bravo, venceu o Festival de Aguadulce, realizado em Lima (Peru), em 1972. Nesse ano lançou, pela RCA Victor, seu primeiro LP, Brasil 1500.

Em 1973 publicou no Chile o livro Los Burros Negros, e iniciou uma trajetória que o levou à Argentina, onde compôs, com Augusto Boal, a trilha musical da peça A Tempestade, uma adaptação feita a partir do original de William Shakespeare.

Em seguida residiu na Venezuela e, depois, viajou para a Europa, vivendo na Alemanha, França e Espanha, países onde gravou discos e publicou livros. São dessa época os LPs Manduka, Manduka e Naná Vasconcelos, Brasil, Caravana e Los sueños de America.
Volta ao Brasil

Em 1979 retornou ao Brasil, lançando nesse ano o LP Manduka, o primeiro gravado em sua terra natal.

No ano seguinte, venceu o Festival Internacional da Canção da TV Tupi, com a música Quem me levará sou eu (com Dominguinhos), interpretada por Raimundo Fagner. A música obteve bastante sucesso.

De 1978 a 1982, realizou apresentações musicais pelo Brasil, com o Projeto Pixinguinha, e ao lado de seu pai, o poeta Thiago de Mello. Nessa época, passou a dedicar-se mais assiduamente às artes plásticas.

Compôs a trilha de Amazônia, Pátria da Água, dirigido por Washington Novaes para a série Globo Repórter (Rede Globo), escolhido nos Estados Unidos como o melhor programa cultural latino-americano de 1982. Ainda neste ano foi convidado para representar o Brasil em um encontro de músicos realizado na Cidade do México, ao lado de artistas relevantes no cenário sul-americano, como Mercedes Sosa, Omara Portuondo, Silvio Rodrigues e Pablo Milanés, entre outros.

Residiu durante seis anos no México, onde prestou assessoria cultural à Embaixada do Brasil e publicou o livro La Pequeníssima História de La Musiquíssima Brasileña, realizando um circuito de conferências pelas universidades mexicanas. Ainda no México, a convite do embaixador José Guilherme Merchior, realizou a exposição de desenhos intitulada Dibujos de mùsico.

Em 1986, a convite de Pablo Milanés, viajou para Cuba, onde gravou o LP Sétima vida, também lançado no México. Voltou para o Brasil em 1988.

Compôs parte da trilha sonora para Inconfidência Mineira, também para o programa Globo Repórter.

Como artista plástico, realizou mostras e ilustrou os livros O povo sabe o que diz, Borges na luz de Borges e De uma vez por todas, de Thiago de Mello, e Grafitos nas nuvens, de Cassiano Nunes.
Anos 90

Entre 1990 e 1997, desenvolveu o projeto de sua autoria Conversas Brasileiras, levando músicos, artistas, pensadores, desportistas, escritores e poetas brasileiros a dialogar com a juventude universitária de Brasília e das regiões Norte e Nordeste do Brasil.

Paralelamente ao projeto universitário, lançou o livro de poemas De algo pro vinho e gravou o CD Terceira asa (edição limitada patrocinada pela Telebras), além de ter registrado em estúdio sua parceria com Dominguinhos, material que permanece inédito.

Em 2002 participou, com três canções, da trilha sonora do documentário Rocha que voa, de Eryk Rocha, e assinou a trilha sonora dos documentários Se é pra dizer adeus, de Ana Helena Nogueira e José Lins do Rêgo, do cineasta Vladimir Carvalho. Também em 2002, participou do documentário Glauber, labirinto do Brasil, de Sílvio Tendler, e deu continuidade ao ciclo de conferências Conversas Brasileiras, no circuito universitário brasileiro.
Trabalho como artista

De 1997 a 2001, privilegiou seu trabalho como artista plástico, área na qual teve reconhecimento de artistas e críticos, como Ferreira Gullar.

Desenvolveu estudos de fusão de sua técnica em desenhos (bico-de-pena com lápis de cor e pastel seco) aliada à tecnologia digital, visando a realização de uma mostra itinerante de seus desenhos reproduzidos em grandes peças em banners.

Cátia de França (BIOGRAFIA)

Cátia de França , cujo nome de batismo é Catarina Maria de França Carneiro (João Pessoa, 13 de fevereiro de 1947), é uma cantora e compositora brasileira. Sua música tem como fonte a literatura, fazendo referências à obra de Guimarães Rosa, José Lins do Rego, Manoel de Barros, além do citado João Cabral de Melo Neto.
Desde menina, Cátia aprendeu a dominar instrumentos como o piano, a sanfona e o violão. Mais tarde se interessou pelos estudos da flauta e pela percussão. Foi professora de música por algum tempo, até começar a compor em parceria com o poeta Diógenes Brayner.
Na década de 60, a cantora participou de festivais de música popular, época em que viajou à Europa com um grupo folclórico do qual participava. De volta ao Brasil, foi para o Rio de Janeiro, onde contatou outros músicos nordestinos, como Zé Ramalho, Elba Ramalho, Amelinha e Sivuca. Mais tarde, foi parceira de palco de Jackson do Pandeiro durante a primeira versão do Projeto Pixinguinha, em 1980.

O primeiro LP solo, 20 Palavras ao Redor do Sol, foi lançado em 1979, com músicas compostas com base em poemas de João Cabral de Melo Neto. Uma música da cantora foi trilha sonora do filme Cristais de Sangue, de 1975. Em cerca de 40 anos de carreira, Cátia gravou três LPs: Vinte Palavras ao Redor do Sol, Estilhaços e Feliz Demais, e dois CDs: Avatar (com participações de Chico César e Xangai ) e Cátia de França canta Pedro Osmar, no qual ela demonstra a força criativa da música paraibana.

Cátia também adentrou pelo mundo da literatura e das artes plásticas, com destaque para os livros Zumbi em Cordel, Falando de Natureza Naturalmente (infantil) e Manual da Sobrevivência, um resgate de sua trajetória pessoal e profissional.
A cantora, celebrada em todo o país, reside em João Pessoa desde meados dos anos 1990.
Discografia

    1979 – 20 Palavras ao redor do Sol (Epic/CBS)

        1 O bonde (Cátia de França)
        2 Quem vai quem vem (Cátia de França)
        3 Vinte palavras ao redor do Sol (Cátia de França)
        4 Djaniras (Israel Semente/Cátia de França/Xangai)
        5 Kukukaya - Jogo da asa da bruxa (Cátia de França)
        6 Itabaiana (Cátia de França)
        7 Porto de Cabedelo (Cátia de França)
        8 Ensacado (Sergio Natureza/Cátia de França)
        9 Coito das araras (Cátia de França)
        10 Os galos (Cátia de França)
        11 Sustenta a pisada (Cátia de França)
        12 Eu vou pegar o metrô (Lourival Lemes/Cátia de França)

    1980 – Estilhaços (Epic/CBS)

        1 Panorama (Cátia de França)
        2 Menina passarinho (Cátia de França)
        3 Porque é da natureza (Abel Silva/Cátia de França)
        4 Hoje tem futebol (Cátia de França)
        5 Ludovina (Cátia de França)
        6 Meu boi surubim (Citações de Guimarães Rosa/Cátia de França)
        7 Estilhaços (Flávio Nascimento/Cátia de França)
        8 Não marque as horas (Marconi Notaro/Cátia de França)
        9 Ponta dos Seixas (Cátia de França)
        10 Dança das lanças (Cátia de França)
        11 Poço das Pedras (Cátia de França)
        12 Não há guarda-chuva (João Cabral de Melo Neto/Cátia de França)

    1986 – Feliz demais (Produção independente distribuido pela Continental)

        1 Outro rosto (Cátia de França)
        2 Serenas águas (Cátia de França)
        3 Feliz demais (Cátia de França)
        4 Minha vida é uma rede (Cátia de França)
        5 Vamos dar as mãos (Cátia de França)
        6 Geração (Cátia de França)
        7 Do outro lado da baía (Cátia de França)
        8 Meu pensamento (Cátia de França)
        9 Considerando (Cátia de França)
        10 Iorubá (Cátia de França/Tonho Baixinho)

    1996 – Avatar (Acacia)

        1 Avatar (Cátia de França)
        2 Rogacianno (Manoel de Barros/Cátia de França)
        3 Dança das lanças (Cátia de França)
        4 Lá vem Batista (Cátia de França)
        5 Não marque as horas (Marconni Notaro/Cátia de França)
        6 Panorama (Cátia de França)
        7 Antoninha me leva (Manoel de Barros/Cátia de França)
        8 Joana Pé de Chita (Cátia de França)
        9 Kukukaya (Cátia de França)
        10 Coito das Araras (Cátia de França)
        11 Apuleio (Manoel de Barros/Cátia de França)
        12 Coisas do campo (Cátia de França)
        13 Ponta do Seixas (Cátia de França)

Beto Guedes, Danilo Caymmi, Novelli, Toninho Horta (Album)

Depois da revelação avassaladora de Milton Nascimento e seu Clube da Esquina, um dos maiores acontecimentos da música brasileira no século XX, os olhos estavam voltados para Minas Gerais.
 A Odeon resolveu investir neste disco, com os então novíssimos compositores mineiros Beto Guedes e Toninho Horta, que se juntaram ao baiano Danilo Caymmi e ao pernambucano Novelli. Foi aí que brotou portanto a genialidade desses hoje renomados compositores brasileiros. Disco eclético, com influências diversas, mas coeso. Belo Horror é uma das mais belas composições nacionais de rock progressivo. E Manuel, o Audaz, um verdadeiro hino mineiro.
Faixas:

1 Caso você queira saber (Márcio Borges, Beto Guedes)
2 Meu canário vizinho azul (Toninho Horta)
3 Viva eu (Novelli, Wagner Tiso)
4 Belo horror (Flávio Hugo, Márcio Borges, José Geraldo, Beto Guedes)
5 Ponta Negra (José Carlos Pádua, Danilo Caymmi)
6 Meio a meio (Novelli)
7 Manuel, o audaz (Toninho Horta, Fernando Brant)
8 Luiza (Novelli)
9 Serra do mar (Danilo Caymmi, Ronaldo Bastos).