domingo, 22 de outubro de 2017

Rosana Toledo (BIOGRAFIA)

Rosana Toledo era o nome artístico de Maria da Conceição Toledo, nascida em Belo Horizonte, ano de 1934. Começou a cantar aos quatro anos de idade, em 1938, mas sua carreira artística começou em 1947, junto com sua irmã, a também cantora Maria Helena Toledo.
Seu primeiro teste artístico foi no programa Gurilândia, na Rádio Guarani, onde se apresentaram como Irmãs Toledo, cantando Beijinho Doe. Consagraram-se depois na Hora da Corneta, animada por Valdomiro Lobo. A dupla atuou até 1951, voltando a se reunir oito anos depois.Rosana iniciou sua carreira solo em 1955, apresentando-se na Rádio Mineira, sendo escolhida como melhor cantora por um júri de diretores artísticos. Em 1956 recebeu o título de Rainha do Rádio de Belo Horizonte.

Foi contratada pela Polydor, para seu primeiro disco, em 1957. Gravou um 78 rpm com a valsa Chove Lá Fora, de Tito Madi, e o bolero Faça de Conta, de Fernando César. Na gravação foi acompanhada pela orquestra de Enrico Simoneti.

Recebeu o Prêmio de Melhor Estrela da Televisão Mineira e assinou, logo depois, contrato com a gravadora Odeon, gravando o LP ‘A voz acariciante de Rosana’, com destaque para a Sonata Sem Luar, de Fred Chateaubriand e Vinícius de Carvalho. Em 1959 voltou a cantar em dupla com sua irmã Maria Helena, na TV Itacolomi, de BH.

Em 1961 foi para a RCA . Mesmo atuando como cantora de samba-canção, era muito solicitada a participar em espetáculos ligados à bossa nova, em clubes e boates do eixo Rio-São Paulo. Em 1962 foi para a RGE.

Em 1975, participou dos programas de rádio "MPB 100 ao vivo", transmitida para todo o Brasil pelo Projeto Minerva, pela Rede Nacional de Emissoras. A série foi produzida e apresentada por Ricardo Cravo Albin e dela resultaram oito LPs.

Em 1976, estrelou, juntamente com Cartola, o espetáculo "O sol nascerá", apresentado no Ibam no Rio de Janeiro, com direção e apresentação de Ricardo Cravo Albin. O show narrava a história da MPB nos anos 1960 e 1970. Para o lançamento da série de oito LPs, participou de dois shows em 1976, o primeiro no MAM do Rio e o segundo no Teatro Guaíra de Curitiba.

HELENINHA COSTA (biografia)

(Helena Costa Grazioli)
18/1/1924, Rio de Janeiro, RJ  - 12/4/2005, Rio de Janeiro RJ
 Nasceu no Rio de Janeiro, mas ainda na infância, a família transferiu-se para Santos, SP. Formou-se como perito-contadora. Iniciou sua carreira artística em 1938 na Rádio Clube de Santos. Pouco depois, transferiu-se para São Paulo, onde atuou nas rádios São Paulo, Record e Bandeirantes. Em 1940, gravou seu primeiro disco na Columbia, registrando a marcha "Sortes de São João", de Osvaldo Santiago e Alcir Pires Vermelho, e o samba "Apesar da goteira do quarto", de Pedro Caetano e Alcir Pires Vermelho. No ano seguinte gravou da dupla Pedro Caetano e Alcir Pires Vermelho, a marcha "Tocaram a campainha" e o samba "Está com sono vai dormir".
Em 1943, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde atuou na Rádio Clube do Brasil e trabalhou como "lady crooner" e bailarina do Cassino da Urca e cantou no Cassino Quitandinha.
Neste ano, gravou na Colúmbia o samba "Exaltação à Bahia", de Chianca de Garcia (revistógrafo português) e Vicente Paiva que, na época, era diretor musical do cassino e compunha sambas de exaltação para os finais "apoteóticos" dos shows da casa.
 "Exaltação à Bahia" transformou-se no grande sucesso da carreira da cantora e eternizou-se como um clássico da MPB. Em 1944 gravou na Continental com o conjunto Milionários do Ritmo o samba "O samba que eu fiz", de Oscar Bellandi e DiloGuardia.
Em 1945, convidada por César Ladeira, passou a atuar na Rádio Mayrink Veiga. D
ois anos mais tarde, também a convite de César, transferiu-se para a Rádio Nacional, participando do programa "Música do coração" e dos melhores musicais noturnos da emissora.
No mesmo ano, gravou na Continental, o samba "Você é tudo que eu sonhei", de Laurindo de Almeida e Del Loro e o choro "Amor", de Laurindo de Almeida e Valdomiro de Abreu.
 Em 1947 César Ladeira levou-a para a Rádio Nacional, onde atuou no programa Música do Coração. Lançou o samba "Recordações de um romance", de Bartolomeu Silva e Constantino Silva e o maxixe "Ginga", de Sá Róris.
Em 1951 gravou dois de seus grandes sucessos, o bolero "Afinal", de Ismael Neto e Luis Bittencourt e o fox "Cartas de amor", de Young e Heyman, com versão de Alberto Ribeiro.
No mesmo ano, gravou com César de Alencar o baião "Não interessa não"" , de José Menezes e Luiz Bittencourt e o maxixe "Que é isto", de Nestor de Holanda e Abelardo Barbosa, o conhecido apresentador Chacrinha, e esteve presente no primeiro LP brasileiro lançado pela Sinter, com repertório para o carnaval, juntamente com Marion, Neusa Maria, Oscarito, Geraldo Pereira, Os Cariocas, César de Alencar e as Irmãs Meireles.
Em 1952, gravou na RCA Victor, da dupla Klécius Caldas e Armando Cavalcânti, o "Baião serenata" e de Marino Pinto e Don Al Bibi, o bolero "Por quanto tempo?". No mesmo ano, gravou um de seus grandes sucessos, o samba "Barracão", de Luiz Antônio e Teixeira, que seria revivido alguns anos depois com igual sucesso por Elizeth Cardoso.
No mesmo período, gravou com o radialista César de Alencar, o samba canção "Está fazendo um ano", de Ismael Neto e Manezinho Araújo e o choro "Me dá, me dá", de Ismael Neto e Claudionor Cruz. Em 1953, gravou os baiões "Santo Antônio disse não", de Haroldo Lobo e Milton de Oliveira, e com acompanhamento de Os Cariocas, "Que é que tu qué", de Luiz Gonzaga e Zédantas. Nesse ano casou-se com Ismael Neto, líder do conjunto "Os cariocas". Em 1954 gravou os sambas "Arranha céu", de Luiz Antônio e Oldemar Magalhães e "Morro", de Luiz Antônio. Em 1956, registrou o samba canção "Eu já disse", de Lúcio Alves.
Em 1958 gravou os sambas "Estrela de ouro", de Luiz Bandeira e José Batista e "Por que choras?", de Alberto Rego e Alberto Jesus.
Em 1968 Elizeth Cardoso regravou com reiterado sucesso o samba "Barracão". A partir do final dos anos 1970, retirou-se definitivamente da carreira artística, não mais aceitando convites para quaisquer aparições públicas.

Vanja Orico (BIOGRAFIA)

Vanja Orico (Rio de Janeiro, 15 de novembro de 1931 — Rio de Janeiro, 28 de janeiro de 2015, foi uma cantora, atriz e cineasta brasileira.

Surgiu no cenário artístico cantando Mulher rendeira, tema do filme "O Cangaceiro" (1953), de Lima Barreto, mas começou sua carreira cantando no filme "Mulheres e Luzes", em 1950, uma produção do cineasta Federico Fellini, quando estava na Itália estudando música.
De volta ao Brasil, fez sua estréia no cinema brasileiro no clássico O cangaceiro, premiado no Festival de Cannes e sucesso no mundo inteiro, o que rendeu a ela o reconhecimento internacional, fazendo apresentações na Europa, na África, no Caribe e nos Estados Unidos.
Gravou discos na França e foi recordista de vendas no Brasil. Foi capa das principais revistas da época.

Uma marca forte da sua trajetória no cinema é sua presença em vários filmes do Ciclo do Cangaço, do qual é uma das musas. Além do citado O cangaceiro, também participou de Lampião, o rei do cangaço (1964), Cangaceiros de Lampião (1967) e Jesuíno Brilhante, o cangaceiro (1972).

Paralelamente aos trabalhos como atriz (também atuou em Independência ou Morte, de 1972, no papel da Baronesa de Goytacazes, e de Ele, o boto, em 1987), Vanja Orico desenvolveu importante carreira de cantora, com apresentações em várias partes do mundo.
Em 1973 dirigiu o filme O segredo da rosa.

Era filha do diplomata e escritor Osvaldo Orico e mãe do cineasta Adolfo Rosenthal, fruto de seu casamento com o ator André Rosenthal.

Nos últimos anos, sofria do mal de Alzheimer. Morreu em 2015, no Rio de Janeiro, de câncer de intestino.

sábado, 21 de outubro de 2017

José Miguel Wisnik (BIOGRAFIA)

José Miguel Soares Wisnik (São Vicente, 27 de outubro de 1948) é um músico, compositor e ensaísta brasileiro. É também professor de Literatura Brasileira na Universidade de São Paulo.

Graduado em Letras (Português) pela Universidade de São Paulo (1970), mestre (1974) e doutor em Teoria Literária e Literatura Comparada (1980), pela mesma Universidade.

Wisnik estudou piano clássico durante muitos anos, mas optou pela faculdade de Letras. Apresentou-se pela primeira vez como solista da Orquestra Municipal de São Paulo aos 17 anos, interpretando o Concerto nº 2, de Camille Saint-Saëns. Em 1968 participou do Festival Universitário da extinta TV Tupi, com a canção Outra Viagem, cantada por Alaíde Costa e gravada posteriormente por Ná Ozzetti.

Wisnik tem quatro discos gravados. Em 1992 gravou o disco independente José Miguel Wisnik. Em 2002 lançou o CD São Paulo Rio, que teve participação da cantora Elza Soares, com quem Wisnik realizou alguns shows em 2002, além de participar da direção artística de seu disco Do Cóccix até o Pescoço. Em 2003 lançou o CD Pérolas aos Poucos. Em 2011, lançou o CD duplo Indivisível, com um disco dedicado a canções acompanhadas por piano, e outro, por violão. Apresenta-se regularmente em shows no Brasil e no exterior. Desde 2005 tem realizado várias séries de "aulas-shows" com o violonista e compositor Arthur Nestrovski.

Participou também do disco desenvolvido com Tom Zé para trilha do espetáculo Parabelo, do Grupo Corpo.

Wisnik escreve regularmente ensaios sobre música e literatura, além de participar dos livros coletivos Os Sentidos da Paixão, O Olhar e Ética (Companhia das Letras, 1987, 1988 e 1992) e do Livro de Partituras (Gryphus, 2004). Mantém uma coluna semanal no jornal carioca O Globo.

Além de seus discos, livros, ensaios e aulas, Wisnik faz também música para cinema (Terra Estrangeira, de Walter Salles e Daniela Thomas), teatro (As Boas, Hamlet e Mistérios Gozozos para o Teatro Oficina, e Pentesiléias, de Daniela Thomas, dirigida por Bete Coelho) e dança. Fez quatro trilhas sonoras para o grupo Corpo: Nazareth, de 1993, sobre obra de Ernesto Nazareth; Parabelo, de 1997, em parceria com Tom Zé; Onqotô, de 2005, com Caetano Veloso e Sem Mim, de 2011, com Carlos Nuñez, sobre canções de Martín Codax.

José Miguel Wisnik é pai do arquiteto Guilherme Wisnik, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP.