quinta-feira, 26 de maio de 2016

Beto Guedes - Lamento àrabe (vídeo e letra)


Caravana exul do deserto ao sul
Errante a vagar
Bem perto de nós rugidoura voz
Fez-se ouvir no ar
Cheio de aflição perguntei, então
Deus, o que será?

Protegei, Senhor
Pro simum traidor não nos perturba aridez do estio
O areal bravio já nos fez sofrer
Nessa ansiedade
Quem por piedade há de nos valer

Protegei Senhor
Pro simum traidor não nos perturbar

E a tempestade
Gênio da maldade desencadeou
Trazendo consigo
A destruição e o perigo

Protege, Senhor
Pro simum traidor não nos perturbar

Mas, oh, ironia, Deus a nada ouvia!
Cumpriu-se o destino
Na desolação suplicas-te em vão beduíno

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Geraldo Vandré - Réquiem para Matraga (vídeo e letra)

Vim aqui só pra dizer
Ninguém há de me calar
Se alguém tem que morrer
Que seja pra melhorar

Tanta vida pra viver
Tanta vida a se acabar
Com tanto pra se fazer
Com tanto pra se salvar
Você que não me entendeu
Não perde por esperar

sábado, 21 de maio de 2016

SAMBART - No Ceará tem disso sim (vídeo e letra)

No Ceará num tem disso não
Tem disso não
Tem disso não
No Ceará num tem disso não
Tem disso não
Tem disso não

O que é que é isso, mestre Lua?
No Ceará tem samba sim
Quer ver?

Lagosta, caju, paçoca e jangada
Baião de dois e peixada
Lindas praias, coqueirais
Sertão, gente de mão calejada
Sem a qual não somos nada
Muito amor e muita paz

Viola, cavaquinho e bandolim
Pagode que rola sem fim
Fortaleza é terra de bamba
E com pandeiro, surdo repique e tamborim
Vamos provar que no Ceará tem disso sim
E com pandeiro, surdo repique e tamborim
Vamos provar que no Ceará tem disso sim

Pagode na terra do sol
Agrada qualquer um sambista
Tem samba pra quem é de casa
Tem samba pra quem é turista
O samba lá no Mucuripe
Não ha quem critique, é só perfeição
A galera é pedreira
E versa a noite inteira com inspiração

Furaram o asfalto do estado
Quebraram uma tal de Canoa
Coronéis do eleitorado
Levaram rasteira da boa
Vaqueiro com chapeu de couro
Forte como um touro, não marca bobeira
depois da goiabinha, ainda sobra
energia pra mulher rendeira

Lagosta, caju, paçoca e jangada
Baião de dois e peixada
Lindas praias, coqueirais
Sertão, gente de mão calejada
Sem a qual não somos nada
Muito amor e muita paz
Viola, cavaquinho e bandolim
Pagode que rola sem fim
Fortaleza é terra de bamba
E com pandeiro, surdo repique e tamborim
Vamos provar que no Ceará tem disso sim
E com pandeiro, surdo repique e tamborim
Vamos provar que no Ceará tem disso sim

O povo é pacato e maneiro, até hoje ainda faz serenata
Mas, se vacilar companheiro, arriba olé na chibata
Se estais com problema na cuca
Vai lá na Moçinha que fica legal
Quem no samba se educa, espanta a pururuca e fundo de quintal

Lagosta, caju, paçoca e jangada
Vamos provar que no Ceará tem disso sim
Vamos provar que no Ceará tem disso sim
Adeus, adeus...Não despreze o menor abandonado
Felicidade é uma cidade pequenina
Ó Deus, perdoe esse pobre coitado
Vamos provar que no Ceará tem disso sim
Vamos provar que no Ceará tem disso sim










domingo, 15 de maio de 2016

Cida Moreira - Mãe (vídeo e letra)

Palavras, calas, nada fiz
Estou tão infeliz
Falasses, desses, visses não
Imensa solidão
Eu sou um Rei que não tem fim
E brilhas dentro aqui
Guitarras, salas, vento, chão
Que dor no coração
Cidades, mares, povo, rio
Ninguém me tem amor
Cigarra, camas, colos, ninhos
Um pouco de calor
Eu sou um homem tão sozinho
Mas brilhas no que sou
E o meu caminho e o teu caminho
É um nem vais nem vou
Meninos, ondas, becos, mãe
E só porque não estais
És para mim que nada mais
Na boca das manhãs
Sou triste, quase um bicho triste
E brilhas mesmo assim
Eu canto, grito, corro, rio
e nunca chego a ti

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Lourenço Baeta - Entre aspas (vídeo e letra)


Botei seu nome entre aspas
Do sobrenome não lembro
Como não lembro das cartas
Que te mandei certo tempo
Pra desfazer velhas tramas
Armas o quebra-cabeças
Trocar a roupa da cama
Deitar no chão sob a mesa
Ainda aguentar a conversa
Comigo mesmo sozinho
Me tira o sono, me enfeza.
De invés em quando eu definho
Angustia que me apunhala
Ante o que eu vejo e duvido
É como o corte mais fundo
Do diamante no vidro
É como o peso na mala
De um viajante perdido
É o sofrimento profundo
De vê-la “presa” entre aspas

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Lourenço Baeta - Meio termo (vídeo e letra)

Ah! Como eu tenho me enganado!
Como tenho me matado
Por ter demais confiado
Nas evidências do amor

Como tenho andado certo
Como tenho andado errado
Por seu carinho inseguro
Por meu caminho deserto

Como tenho me encontrado
Como tenho descoberto
A sombra leve da morte
Passando sempre por perto
E o sentimento mais breve
Rola no ar e descreve

A eterna cicatriz
Mais uma vez
Mais de uma vez
Quase que fui feliz
A barra do amor é que ele é meio ermo
A barra da morte é que ela não tem meio-termo