sábado, 20 de agosto de 2016

Elomar Figueira Mello - Arrumação (vídeo e letra)

Josefina sai cá fora e vem vê
Olha os forro ramiado vai chuvê
Vai trimina riduzi toda criação
Das bandas de lá do ri gavião
Chiquera pra cá já roncô o truvão

Futuca a tuia, pega o catadô
Vamo plantá o feijão no pó
Futuca a tuia, pega o catadô
Vamo plantá o feijão no pó
Mãe prurdença inda num cuieu o ai
O ai roxo dessa lavora tardã
Diligença pega o pano e cum balai
Vai cum tua irmã, vai num rumo só
Vai cuiê o ai, o ai da tua avó
Lua nova sussarana vai passá
Sêda branca, na passada ela levô
Ponta d´unha, lua fina risca no céu
A onça prisunha, a cara de réu
O pai do chiquêro a gata comeu
Foi um trovejo c´ua zagaia só
Foi tanto sangue de dá dó
Os cigano já subiro bêra ri
É só danos, todo ano nunca vi
Paciênca, já num guento a pirsiguição
Já só caco véi nesse meu sertão
Tudo que juntei foi só pra ladrão

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Jane Duboc - Nuvens (vídeo e letra)


Nuvens
Vão as nuvens
As imagens que eu guardei pra mim
Nuvens claras, sentimentos
Transparentes ondas de emoção

Ondas
Som das ondas
Carruagens pelo mar sem fim
São viagens, são momentos
Que passaram e que não passarão
As minhas canções inacabadas
Vão ficar como folhas no vento
Cruzes na beira da estrada
Quando cessar em mim a energia,
o movimento
Mais do que cruzes, pousada
Mais do que abrigo, alimento
De uma aventura desenfreada
Da minha breve estrada
São os melhores momentos
Viajante, não lhes peça nada
Além de esperança e alento
São folhas, são cadernos, são palavras
São indecifráveis madrugadas
Deixe-as seguir no vento.
Fontes
São teus olhos
Diamante que eu sonhei pra mim
Mas são nuvens
Vão no vento diferentes
Os nomes da paixão
Nomes de pessoas
De lugares nas esquinas dos amores
vãos
Vão ciganos
Nuvens claras
Que passaram e que não passarão
Tudo que faz o amor valer
Faço virar canção
Se você nem quiser me ver
Faço você cantar

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Silvia Maria - Valsa Sem Nome (vídeo e letra)


Nada poderia contar-te um dia
O que é sofrer por teu amor
Mesmo a poesia não saberia
Contar-te nunca o meu amor
Eu te amo tanto
Que o meu pranto corre
E corre apenas de lembrar
O teu encanto, o teu silêncio
E essa magia de te amar
Oh, meu amado
A vida é nada
E o tempo é só uma ilusão
Mas eu amo o tempo
Pois tu existes
E eu tenho um templo no coração
Mas as palavras não têm som nem cor
Para dizer do grande desespero
De te amar em prantos
E te amando em prantos
Cantar novos cantos
Proclamando o amor

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Leny Andrade - Oceano (vídeo e letra)




Assim que o dia amanheceu
Lá no mar alto da paixão
Dava pra ver o tempo ruir
Cadê você? Que solidão!
Esquecera de mim?
Enfim, de tudo o que há na Terra
Não há nada em lugar nenhum
Que vá crescer sem você chegar
Longe de ti tudo parou
Ninguém sabe o que eu sofri
Amar é um deserto e seus temores
Vida que vai na sela dessas dores
Não sabe voltar, me dá teu calor
Vem me fazer feliz porque eu te amo
Você deságua em mim, e eu, oceano
Me esqueço que amar é quase uma dor
Só sei viver se for por você!


sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Flavio Venturini - Máquina do tempo (vídeo e letra)


Finjo não saber que o tempo passa logo
Finjo pra tentar conter a minha dor
Finjo não notar, mas toda noite choro
Choro de saudades do que já se foi
Ah, que bom seria se o tempo voltasse
Pra fazer tudo de novo, meu amor!
É como se a vida nunca acabasse
Reviver os passos seja como for
Lembrar do que foi bom
Mas também quero tropeçar
Nas mesmas pedras do caminho
Refazer a mesma rota que o meu coração traçou
Deixa eu voltar, quero voltar
Entrar na máquina do tempo é só ilusão, eu sei
Quero voltar, quero viver o mesmo sonho
E de novo encontrar você
Ah, que bom seria se o tempo voltasse
Pra fazer tudo de novo, meu amor
É como se a vida nunca acabasse
Reviver os passos seja como for
Lembrar do que foi bom
Mas também quero tropeçar
Nas mesmas pedras do caminho
Refazer a mesma rota que o me coração traçou
Deixa eu voltar, quero voltar
Entrar na máquina do tempo é só ilusão, eu sei
Quero voltar, quero viver o mesmo sonho
E de novo encontrar você
Quero voltar
Entrar na maquina do tempo é só ilusão, eu sei
Quero voltar, quero viver o mesmo sonho
E de novo encontrar você
Encontrar você ...você
De novo encontrar você...você

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Batatinha (BIOGRAFIA)

Oscar da Penha
5/8/1924 Salvador, BA
3/1/1997 Salvador, BA
Compositor. Cantor. Trabalhou como aprendiz de marceneiro. Aposentou-se como gráfico, função que exerceu por muitos anos na Imprensa Oficial (hoje Empresa Gráfica da Bahia).
Começou a compor e a cantar quando ouviu pela primeira vez um samba do compositor carioca Vassourinha.
No início da década de 1940, trabalhou como office-boy do Diário de Notícias, órgão dos Diários Associados. Nessa época, o jornalista e compositor Antônio Maria foi a Salvador para dirigir a Rádio Sociedade da Bahia. Batatinha procurou-o e apresentou-lhe seu primeiro samba, intitulado "Inventor do trabalho". Conhecido como Vassourinha, devido à influência do sambista carioca, teve o apelido trocado pelo próprio Antônio Maria, na apresentação de um programa da rádio, para Batatinha - gíria que na época significava "gente boa".
Estudou música com o maestro Santo Amaro de 1946 a 1947, mas gostava de batucar em caixa de fósforos, que usava também para compor.
Aposentou-se pelo Diário de Notícias e morreu aos 72 anos, após gravar o último disco.
O compositor e amigo Riachão, assim o definiu: "Uma cabeça cheia de cabelos brancos e cada fio uma nota musical".